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Quase 80% dos brasileiros querem mais regulamentação para criptoativos, aponta pesquisa

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Atualizado por Thiago Barboza

EM RESUMO

  • 78% dos brasileiros acreditam ser necessário uma regulação mais efetiva para o mercado de criptoativos.
  • Levantamento da Sherlock Communications mostra que brasileiros veem as CBDCs como uma ferramenta capaz de combater a corrupção.
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Com o avanço do mercado de criptoativos no Brasil, muitos estão de olho na regulamentação do setor. A confirmação está no 5º Relatório de Blockchain na América Latina 2024, feito pela Sherlock Communications.

Segundo o documento, 78% dos brasileiros acreditam ser necessária uma regulação mais efetiva para o mercado de criptoativos. O levantamento realizado pela Sherlock sobre adoção de Blockchain foi feito em 21 países da América Latina.

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Pesquisa exclusiva na América Latina

Além disso, uma pesquisa online em fevereiro com 3.438 pessoas de seis países latino-americanos, incluindo o Brasil, mostra que quase um em cada cinco latino-americanos (19%) disseram que já investem em criptomoedas.

Isso significa um número 73% maior que os 11% reportados pela edição de 2023.

“No Brasil, o investimento em criptomoeda acompanha a tendência na região e saltou 71%, de 14% em 2023 para 24% neste ano”, diz a pesquisa.

Quase 900 brasileiros – usuários e não usuários de criptoativos participaram do levantamento, além de cidadãos da Argentina, Chile, Colômbia e México.

Complemento de renda e investimentos

Conforme a Sherlock, os motivos mais apontados por usuários do Brasil que querem investir em criptoativos são economizar dinheiro para o futuro (45%) e 35% acreditam no mercado cripto como renda complementar.

Por outro lado, quase 50% dos respondentes afirmaram não investir no setor por não compreender o tema o suficiente; Outros 68% não concordam com medidas restritivas em relação à adoção.

“Esses dados reforçam a tendência de consolidação da adoção de criptomoedas no Brasil, liderando a América Latina e transformando o país em um exemplo a ser seguido por outras nações. Tanto as empresas quanto os usuários nos mostram o quão maduro é o mercado de criptomoedas no Brasil, apesar de algumas barreiras relacionadas à obtenção de informações seguras e corretas”, disse Luiz Hadad, especialista em blockchain da Sherlock Communications.

Legislação vigente

O Brasil tem uma regulamentação vigente para o setor, no entanto, ainda faltam detalhes que serão definidas pelo Banco Central nos próximos meses.

Recentemente, o regulador fez uma Consulta Pública com intuito de ouvir a sociedade, players e trader para concluir os detalhes da lei em vigor. Vale ressaltar que desde 2019 é obrigatório declarar criptoativos no Brasil.

Este ano, detentores de criptoativos tem novos campos e regras a partir deste ano, que inclui especificar se a criptomoeda é altcoin, stablecoin, além de ser obrigatório informar o endereço de carteiras de autocustódia. A tributação por enquanto é de 15%.

Blockchain revolucionária para quase 60% dos brasileiros

A tecnologia blockchain está ganhando destaque no Brasil, seguindo a tendência da América Latina. Muitos veem essa tecnologia como geradora de impactos positivos em diversas áreas além dos setores empresariais e financeiros.

Segundo uma pesquisa, 59% dos brasileiros entrevistados acreditam que o blockchain pode revolucionar o controle de registros de saúde pelos governos.

Além disso, 58% enxergam essa tecnologia como uma ferramenta para impactar positivamente comunidades subdesenvolvidas, enquanto 60% a consideram uma forma segura de enviar doações para organizações não governamentais através da blockchain.

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CBDC e DREX

A pesquisa exclusiva também indagou os brasileiros sobre as Moedas Digitais de Bancos Centrais (CBDCs), incluindo Drex.

Segundo os dados da Sherlock Communications, os brasileiros veem as CBDCs como uma ferramenta capaz de combater a corrupção (59% concordaram com essa afirmação). Ou seja, os entrevistados veem as moedas digitais de Bancos Centrais, como algo que deve melhorar os pagamentos e reduzir a burocracia (74%).

No entanto, 65% dos entrevistados reconheceram que ainda não têm entendimento suficiente sobre o tema. Enquanto 56% apontaram as moedas digitais emitidas pelo Banco Central como uma maneira de governos monitorarem hábitos de consumo da população.

“Há uma perspectiva positiva sobre moedas digitais em toda a América Latina, incluindo o Brasil, mas ainda há um extenso trabalho a ser feito pelos governos nacionais e pela comunidade cripto em geral em termos de educar a população sobre o tema das criptomoedas e das CBDCs para que as pessoas possam entender o que está mudando. Precisamos apenas informar as pessoas sobre a tecnologia em si, mas sobre o que a tecnologia nos permitirá fazer coletivamente”, concluiu Hadad.

O sócio-gerente da Sherlock Communications, Patrick O’Neill afirmou que a empresa tem orgulho de estar na vanguarda do cenário cripto em rápida evolução na região.

“A América Latina tornou-se uma líder global em Web3, e é incrível ver o quanto o tema evoluiu na região no último ano. Temos orgulho de compartilhar insights exclusivos.

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Aline Fernandes
Aline Fernandes atua há 20 anos como jornalista. Especializada nas editorias de economia, agronegócio e internacional trabalha na BeINCrypto como editora do site brasileiro. Já passou por diversas redações e emissoras do país, incluindo canais setorizados como Globo News, Bloomberg News, Canal Rural, Canal do Boi, SBT, Record e Rádio Estadão/ESPM. Atuou também como correspondente internacional em Nova York e foi setorista de economia dentro do pregão da BM&F Bovespa, hoje B3 -...
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