Marco das criptomoedas é adiado e votação só ocorre em 2022

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EM RESUMO
  • Sem nova data, presidência da Comissão de Assuntos Econômicos cancela votação.

  • Especialistas defendem legislação para coibir lavagem de dinheiro, pirâmides e terrorismo.

  • Projetos de leis diferentes da Câmara e Senado sobre criptomoedas podem se tornar um só.

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deveria votar nesta quarta-feira (15), o marco regulatório das criptomoedas, mas a votação foi cancelada, sem explicação.

Segundo a assessoria do senador Otto Alencar (PSD-BA), a expectativa é que o marco das criptomoedas não seja votado em 2021. Alencar é o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos da casa e, até o fechamento deste texto, não respondeu aos pedidos do BeInCrypto por um comentário.

Na semana anterior, o relator de um dos projetos de lei sobre o marco das criptomoedas, o senador Irajá Silvestre Filho (PSD-TO), disse na audiência da Comissão de Assuntos Econômicos que o Brasil pode sair na frente, na regulamentação dos ativos digitais.

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A Comissão no Senado debateu na quinta-feira 09 de dezembro, os projetos de lei 3.825/2019, de Flávio Arns (Podemos-PR), 3.949/2019, de Styvenson Valentim (Podemos-RN) e 4.207/2020, de Soraya Thornicke (PSL-MS).

Segundo Irajá Filho, os brasileiros movimentaram quase R$ 100 bilhões em criptoativos apenas em 2020, o que demostra “a urgência para regular esse mercado com uma legislação moderna e transparente para todos”.

“Assim, o Banco Central, a Receita Federal e outras instituições poderão fiscalizar as atividades criminosas, como a sonegação fiscal, evasão de divisas e a formação de pirâmides financeiras que tem acontecido com alguma frequência e trazido prejuízo aos brasileiros. Nós também queremos fomentar o mercado e gerar ambiente de negócios para que o Brasil tenha a vanguarda nos criptoativos, não apenas aqui, mas em todo mundo, explicou o Senador.

Os textos tratam da regulamentação do mercado cripto, o chamado “marco das criptomoedas”, mesmo tema do projeto do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), aprovado na noite de quarta-feira 08 de dezembro na Câmara dos Deputados.

Comissão do Senado avalia marco das criptomoedas

Segundo o senador Irajá, o texto trará “um marco que cria um ambiente de negócios para as criptomoedas, dando transparência. A própria mídia tem divulgado casos de pirâmides financeiras causando prejuízos a empresas e cidadãos.

O mercado de criptomoedas dobrou de tamanho de 2019 pra cá, e esse marco estimula que continue crescendo, mas combatendo pirâmides financeiras, evasões, sonegações e outros crimes”.

Audiência debateu mercado cripto

Foram convidados para o debate que aconteceu no dia 09 de dezembro, representantes do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Mercado Bitcoin, BTG Pactual, Binance, Febraban , COAF, Associação Brasileira de Cripto Economia (ABCripto), Associação Brasileira de Cripto Ativos e Blockchain (ABCB). entre outros agentes que atuam no nicho cripto.

A senadora Maria Eliza (MDB-RO) disse que a regulação é necessária, mas apontou dúvidas quanto à segurança desse novo mercado para o investidor.

“Será que é possível controlar de fato isso? Como será o fundo garantidor dessas moedas? O mercado tradicional tem o fundo garantidor no BC, mas não vejo como fazer um fundo garantidor nas criptomoedas. Como fazer com que os ativos da empresa não se misturem com os dos aplicadores? Não enxergo segurança jurídica nisso, disse”.

Na resposta à senadora, Irajá afirmou que o marco põe o mercado de criptomoedas sob padrões rígidos de fiscalização de entes estatais e segrega os recursos dos clientes.

A representante do BC na audiência, Juliana Mozachi, também disse que o texto concede ferramentas de fiscalização ao Estado e consolida marcos já existentes de segregação do patrimônio de investidores.

O representante do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Andre Ortegal, disse ser favorável às autorizações para que prestadoras nesse mercado possam atuar. Segundo ele, esse é o padrão internacional adotado pelo Grupo de Ação contra Lavagem de Dinheiro e Terrorismo (Gafi). Mas a posição foi contestada por Igor Luna, que representou a Câmara Brasileira de Economia Digital.

Serviços referentes a operações realizadas com criptoativos em plataformas eletrônicas de negociação, condições para o funcionamento das exchanges na economia brasileira e crimes relacionados ao uso fraudulento de ativos virtuais também permearam as conversas.

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Apaixonada pelo que faz, Aline Fernandes é uma profissional que atua há 20 anos como jornalista. Especializada nas editorias de economia, agronegócio e internacional trabalha na BeINCrypto como editora do site brasileiro. Já passou por quase todas as redações e emissoras do país, incluindo canais setorizados como Globo News, Bloomberg News, Canal Rural e Rádio Estadão/ESPM. Atuou também como correspondente internacional em Nova York e foi setorista de economia dentro do pregão da BM&F Bovespa, hoje B3 - incluindo a cobertura do último pregão viva voz no Brasil. Coordenou um grupo de dez correspondentes em três continentes para decidir as pautas mais relevantes do dia para o telespectador. Já participou de treinamentos e cursos no exterior, passou em zonas de guerra na Cisjordânia, Faixa de Gaza, fronteiras da Síria, Líbano, além da Jordânia e Egito. Atualmente estuda Mídias e Marketing Digital na pós-graduação da ESPM. Acredita no trabalho com ética, excelência, profissionalismo e no bom jornalismo. O futuro é o que estamos realizando agora.

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