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Bitcoin (BTC) cai com aumento da inflação nos EUA. Teoria de hedge foi por água abaixo?

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Atualizado por Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • O preço do Bitcoin (BTC) caiu 3% após a divulgação do Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE).
  • PCE teve um aumento de 0,6% em janeiro - acima do esperado pelo mercado.
  • Bitcoin está cada vez mais correlacionado ao mercado de capitais dos EUA, fazendo a sua imagem de ativo de proteção e reserva de valor perder força.
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O preço do Bitcoin (BTC) caiu 3% após a divulgação do Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) referente ao mês de janeiro.

O PCE é considerado um dos maiores índices de inflação dos Estados Unidos. Em janeiro, ele sofreu um aumento de 0,6% – porcentagem acima da esperada pelo mercado. Além de mostrar que a inflação segue sendo um problema no país, ele indica que o Federal Reserve (Fed) deve continuar com a sua política de aumento da taxa de juros.

Os constantes aumentos nos juros do país são vistos como prejudiciais para os mercados de renda variáveis, pois tornam os ativos de renda fixa mais atrativos para os investidores.

Não por acaso, os principais índices das bolsas de valores estadunidenses operaram em queda após o anúncio. Tanto o Down Jones quanto o S&P 500 acumulam desvalorizações de 1% no dia, enquanto o Nasdaq Composite está caindo 1,69% no fechamento da matéria.

Quedas ainda piores foram vistas no mercado de criptomoedas. O BTC perdeu 3,1% do seu valor, sendo negociado a US$ 23.200, enquanto a Cardano (ADA) e Polygon (MATIC) perderam 6,4% e 7,7% de seu valor, respectivamente, segundo o CoinGecko.

Bitcoin não deveria nadar contra a maré?

Criado por Satoshi Nakamoto em 2008 para ser uma alternativa ao sistema financeiro tradicional, o Bitcoin parte da premissa de ser um ativo independente do status quo.

Para boa parte dos seus detentores e investidores, o ativo possui valor justamente por não poder ser comandado pelas principais instituições financeiras e governamentais, ao contrário das moedas fiduciárias.  Além disso, ele possui uma oferta limitada de 21 milhões de unidades, ao contrário das moedas FIAT que podem ser criadas conforme os governos e bancos centrais julgarem necessário.

Dessa forma, o BTC é visto como uma ótima forma de reserva de valor e proteção em tempos de crise. E, de fato, ele tem cumprido esse papel em países que enfrentam grandes crises econômicas e inflações astronômicas, dando às populações desses locais uma maneira de proteger e preservar capital.

Porém, o ativo também tem estado cada vez mais atrelado aos mercados e índices dos Estados Unidos. Em janeiro, por exemplo, seu preço subiu após o país apresentar uma melhora no seu índice de empregos.

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Possíveis riscos

O Fed não poupou esforços nos últimos meses para controlar a inflação norte-americana, que em certo ponto de 2022 foi a maior dos últimos 40 anos, mesmo com os aumentos de juros prejudicando os mercados e investidores.

No início deste mês, a instituição deu a entender que novos aumentos podem estar por vir nos próximos meses. Caso essa política e a correlação do Bitcoin se mantenham, dificilmente veremos a maior criptomoeda do mundo atingir novas máximas de preço.

Os riscos para o ativo aumentam ainda mais se o governo Biden não conseguir lidar com a inflação e os demais problemas fiscais e econômicos. Nesta semana, o ex-vice-presidente dos EUA Mike Pence se mostrou preocupado com o tamanho da dívida interna do país.  

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Anderson Mendes
Membro ativo da comunidade de criptoativos e economia em geral, Anderson é formado pela Universidade Positivo, e escreve sobre as principais notícias do mercado. Antes de entrar para a equipe brasileira do BeInCrypto, Anderson liderou projetos relacionados à trading, produção de notícias e conteúdos educacionais relacionados ao mundo cripto no sul do Brasil.
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