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Preço das criptomoedas será cada vez mais afetado por fatores externos, alerta Coinbase

2 Min.
Atualizado por Anderson Mendes

Resumo

  • Fatores fora do mercado foram os principais responsáveis pela queda de preço das criptomoedas.
  • Bitcoin poderia estar acima de US$ 50.000 se não houvesse uma recessão global, de acordo com a exchange.
  • Novas quedas podem ocorrer se os EUA entarem em uma grande crise econômica.
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Pesquisa feita pela exchange chegou a conclusão que a queda do mercado de criptomoedas seria bem menos acentuada caso alguns fatores macroeconômicos não tivessem ocorrido.

A Coinbase destaca que a indústria cripto passou a ficar extremamente correlacionada com outros mercados tradicionais a partir de 2020, quando houve uma grande injeção de capital institucional neste setor.

De acordo com a exchange, a tendência é que as criptomoedas “se tornem cada vez mais entrelaçadas com o resto do sistema financeiro.” Atualmente, as flutuações de preço das commodities e ações de big techs são o que mais influenciam esses ativos, com seus preços acabando seguindo estas mesmas movimentações.

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Bitcoin poderia estar acima de US$ 50.000

A maior criptomoeda do mundo acumula atualmente uma desvalorização de 70% em relação a sua máxima histórica de preço, segundo o CoinGecko. Grande parte das altcoins chegam a apresentar números ainda piores atualmente.

Para a Coinbase, o cenário cripto seria outro sem a influência de fatores externos. A exchange afirma que apenas um terço dessa forte queda seria causado por uma correção natural do mercado.

Ou seja, sem os acontecimentos que levaram a pandemia, ao início do conflito entre Rússia e Ucrânia e a alta da inflação e taxa de juros nas principais economias do mundo, o BTC poderia ter caído algo em torno de 20% – 25%. Dessa forma, o ativo ainda estaria acima dos US$ 50.000, valor visto pela última vez no final do ano passado.

Porém, vale destacar que alguns fatores internos contribuíram fortemente para o inverno cripto atual. O principal foi o colapso do ecossistema Terra (LUNA). Desde esse evento, que ocorreu no início de maio e culminou numa crise no mercado de stablecoins, o Bitcoin chegou a cair 50%, com as altcoins seguindo a mesma performance.

O pior ainda pode estar por vir

Ao que tudo indica, o mercado cripto não saíra desse inverno tão cedo, com mais quedas podendo ocorrer devido a eminente recessão econômica que está por vir. Especialistas e analistas acreditam que os Estados Unidos entrarão em crise em breve, pois tudo indica que o país terá um novo encolhimento em seu PIB no segundo trimestre deste ano – no primeiro trimestre, o PIB norte-americano caiu 1,6%.

Somando isso a crise de inflação que o país tem enfrentado, tudo leva a crer que o Federal Reserve continuará aumentando a taxa de juros do país. Isso fará com que investimentos de renda variável, como é o caso de ações e criptomoedas, se tornem cada vez menos atrativos.

A Coinbase, que tem tomado medidas para passar por esse período de recessão, observa que a situação atual se assemelha ao estouro da bolha das PontoCom que ocorreu nos anos 2000. Dessa forma, investidores terão que ter calma e foco no longo prazo caso novas quedas de preço ocorram.

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Anderson Mendes
Membro ativo da comunidade de criptoativos e economia em geral, Anderson é formado pela Universidade Positivo, e escreve sobre as principais notícias do mercado. Antes de entrar para a equipe brasileira do BeInCrypto, Anderson liderou projetos relacionados à trading, produção de notícias e conteúdos educacionais relacionados ao mundo cripto no sul do Brasil.
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