Justin Sun inicia disputa judicial contra a World Liberty Financial

  • Justin Sun processa WLFI em tribunal federal da Califórnia por tokens congelados e alegações de ameaça de queima.
  • A denúncia acusa a WLFI de fraude, apropriação indébita e descumprimento de contrato.
  • Sun ainda apoia o presidente Trump e responsabiliza membros individuais da equipe WLFI.
Promo

O fundador da Tron, Justin Sun, entrou com uma ação judicial em um tribunal federal da Califórnia contra a World Liberty Financial (WLFI).

A queixa afirma que o projeto de finanças descentralizadas (DeFi) o induziu de forma fraudulenta a investir, congelou seus tokens e ameaçou destruí-los de modo permanente.

Histórico de Justin Sun com a World Liberty Financial

De acordo com reportagem anterior do BeInCrypto, Sun realizou um investimento inicial de US$ 30 milhões na World Liberty Financial no final de 2024, antes do lançamento do token no mercado. Posteriormente, construiu uma posição em WLFI avaliada em cerca de US$ 75 milhões e passou a atuar como conselheiro do projeto.

Em setembro, Sun confirmou que a World Liberty Financial havia colocado sua carteira na lista negra. O endereço mantinha 540 milhões de tokens WLFI desbloqueados e 2,4 bilhões bloqueados. O congelamento ocorreu após movimentações on-chain que indicaram transferências, incluindo uma de US$ 9 milhões.

Desde então, o valor dos tokens bloqueados de Sun caiu aproximadamente US$ 60 milhões diante da expressiva queda do preço do WLFI. Por sua vez, a WLFI afirma que o congelamento fez parte de uma ação rotineira de segurança, e não algo direcionado especificamente a Sun.

Patrocinado
Patrocinado

Neste mês, Sun alegou que a iniciativa apoiada por Trump implementou uma “função de lista negra” que permitiria congelar, restringir e confiscar “direitos de propriedade de qualquer investidor de tokens”. Em resposta às acusações públicas, a World Liberty Financial desafiou o investidor a resolver a disputa na Justiça.

Fundador da Tron processa a World Liberty Financial

Em sua última postagem, Sun afirmou que tentou resolver a situação de forma amigável com a equipe da World Liberty, sem recorrer à Justiça.

No entanto, declarou que o grupo rejeitou suas solicitações para desbloquear os tokens e restabelecer seus direitos como investidor, restando apenas a via judicial.

“… Eles congelaram todos os meus tokens de forma indevida, tiraram meu direito de votar em propostas de governança e ameaçaram destruir meus ativos de forma permanente através do ‘burn’ — tudo isso sem qualquer justificativa válida. Não acredito que o presidente Trump aprovaria essas ações caso soubesse”, disse. “Tudo o que quero é receber o mesmo tratamento dado a qualquer outro investidor inicial que recebeu tokens — nem melhor, nem pior.”

No processo, Sun e empresas associadas acusam a World Liberty Financial de descumprimento de contrato, fraude e apropriação indevida. Os autores pedem que a Justiça solucione as irregularidades e interrompa o que classificam como uma violação continuada dos seus direitos.

O fundador da Tron solicita que a Justiça determine à World Liberty Financial que descongele seus tokens WLFI, pague os danos a serem definidos em julgamento e se abstenha de queimar, destruir ou alterar seus ativos.

Sun frisou que segue apoiando o presidente Trump e a agenda favorável à cripto da administração, atribuindo a disputa a integrantes da equipe do projeto.

A ação representa uma escalada formal após meses de embates públicos entre Sun e a WLFI, e pode servir de teste sobre como tribunais brasileiros lidam com casos de congelamento centralizado em projetos DeFi.


Para ler as análises mais recentes do mercado de criptomoedas da BeInCrypto, clique aqui.

Isenção de responsabilidade

Todas as informações contidas em nosso site são publicadas de boa fé e apenas para fins de informação geral. Qualquer ação que o leitor tome com base nas informações contidas em nosso site é por sua própria conta e risco.

Patrocinado
Patrocinado