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Guerra, inflação, falências e crises – os cisnes negros que atingiram a indústria cripto em 2022

4 mins
Atualizado por Anderson Mendes

EM RESUMO

  • Grandes cisnes negros contribuíram para a chegada do inverno cripto em 2022.
  • Apesar disso, indústria também precisou lidar com os seus problemas internos.
  • Que acontecimentos podem se tornar grandes cisnes negros em 2023?
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O mercado de criptomoedas passou por um dos seus piores ciclos de baixa em 2022. Apesar de acontecimentos internos da própria indústria terem intensificado o inverno atual, ele começou com os cisnes negros que afetaram toda a economia global.

Cisne negro é um termo criado pelo filósofo e escritor Nassim Taleb para definir eventos raros e inesperados capazes de impactar os mercados e a economia como um todo. Com 2022 tendo chegado ao fim, é possível afirmar que ele foi marcado por diversos cisnes negros que atingiram a indústria cripto.

O inverno que se estendeu foi tão impactante que, pela primeira vez na história, Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) terminaram 2022 abaixo das suas máximas de ciclos anteriores. Outras criptomoedas enfrentam quedas ainda maiores, enquanto diversas empresas do setor precisaram realizar demissões em massa ou então fechar as portas.

Quais fatores e acontecimentos foram os responsáveis por este ciclo de baixa? Quando ele irá acabar? Confira a seguir os cisnes negros que transformaram o mercado de criptomoedas em 2022.

Covid-19

2022 começou com boa parte da população global otimista com o fim da pandemia do Covid-19, considerada o maior cisne negro de 2020. Apesar da maioria dos países flexibilizarem as medidas de isolamento feitas nos anos anteriores, a China continuou impondo fortes lockdowns em momentos em que o contágio crescia.

Ter a segunda maior economia do mundo parcialmente fechada impactou diversos segmentos no cenário global, especialmente o de importações e exportações. Além de trazer incertezas e dificuldades para diversas empresas, o que impactou os mercados financeiros, os lockdowns da China forçaram a Tesla a vender grande parte de suas reservas em Bitcoin, prejudicando a imagem e o preço da criptomoeda.

Inflação e juros atingem os EUA

As medidas econômicas tomadas pelos Estados Unidos e demais grandes economias durante a pandemia do Covid-19 não demoraram para gerar consequências. Em 2022, os EUA tiveram que lidar com a maior inflação das últimas quatro décadas.

Como consequência, o Federal Reserve precisou aumentar as taxas de juros do país, realizando somente em junho o maior aumento percentual desde 1994. Essa política prejudicou os mercados de renda variável, inclusive o de criptomoedas, já que os investidores começaram a migrar capital para ativos de renda fixa atrelados aos juros mais altos.

O aumento dos juros prejudicou em especial o Bitcoin, com a prática mostrando que o ativo nem sempre consegue atuar como uma reserva de valor durante períodos de alta de inflação.

Rússia X Ucrânia

O maior cisne negro da geopolítica deixou marcas profundas no mercado de criptomoedas. No dia 24 de fevereiro, tropas russas invadiram a Ucrânia, o que culminou numa guerra entre os dois países que dura até hoje. Nos dias que sucederam a invasão, fortes quedas foram vistas nos principais mercados de capitais, incluindo o de criptomoedas.

Boa parte da indústria cripto mostrou apoio à Ucrânia, que se voltou a este segmento para conseguir financiamentos e suporte. Visando fugir das sanções impostas pelos países do Ocidente, a Rússia também buscou alternativas neste meio.

Apesar do salto de adoção, a guerra se tornou negativa para o mercado de criptomoedas, já que muitos investidores preferiram retirar seus fundos durante este período de tensão e incerteza global.

Eventos internos também prejudicam o mercado de criptomoedas

Resumindo, diversos acontecimentos externos afetaram a economia cripto em 2022. Isso ocorreu especialmente pelo fato do mercado ter sido tomado por novos investidores, sendo alguns deles institucionais, no ciclo de alta visto nos anos anteriores. Com isso, o nível de correlação com as bolsas de valores e ações de bigh techs atingiu níveis recordes, fazendo esta indústria também ficar vulnerável aos acontecimentos da economia e geopolítica global.

Porém, vale destacar que acontecimentos internos da própria indústria também contribuíram para a manutenção do inverno cripto. Entre os principais estão o colapso da blockchain Terra (LUNA), o crash da FTX e diversos ataques e explorações a redes e protocolos. Todos estes eventos também causaram bilhões em prejuízos e fortes quedas de preço nas principais criptomoedas, além de prejudicar a reputação da indústria como um todo.

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Possíveis cisnes negros de 2023

Apesar de cisnes negros, em definição, serem acontecimentos inesperados, traders e investidores precisam ficar atentos a alguns eventos e questões para este ano. Entre os mais preocupantes, estão as tensões entre os EUA e China sobre Taiwan e a manutenção da guerra entre Rússia e Ucrânia. A intensificação desses conflitos pode trazer catástrofes capazes de abalar a economia global.

Também é preciso se atentar ao modo como as principais economias do mundo estão lidando com suas inflações. Em 2022, diversos nomes influentes do mercado projetaram que uma grande recessão global pode ocorrer em breve.

Enquanto isso, Elon Musk continua sendo um fator. O homem mais rico do mundo deve permanecer gerando impactos para o mercado de criptomoedas, especialmente para o seu ativo preferido, a Dogecoin (DOGE).

Por fim, é preciso ressaltar que cisnes negros também podem trazer efeitos positivos para o mercado. A entrada de grandes players, criação de regulamentações favoráveis, adesão de novas tecnologias ou a melhora e maior estabilidade no cenário político-econômico global podem fazer o mercado de criptomoedas finalmente romper com o seu ciclo de baixa atual neste novo ano.

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Anderson Mendes
Membro ativo da comunidade de criptoativos e economia em geral, Anderson é formado pela Universidade Positivo, e escreve sobre as principais notícias do mercado. Antes de entrar para a equipe brasileira do BeInCrypto, Anderson liderou projetos relacionados à trading, produção de notícias e conteúdos educacionais relacionados ao mundo cripto no sul do Brasil.
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