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Demanda de USDC cresceu após colapso da FTX

2 Min.
Atualizado por Júlia V. Kurtz

Resumo

  • Dados on-chain revelam um aumento de demanda para a USDC.
  • A crise de confiança que afetou o mercado em 2022 favoreceu a stablecoin da Circle.
  • A batalha entre as stablecoins continuará em 2023.
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A demanda por USDC cresceu após o colapso da FTX. Dados da Glassnode revelaram uma corrida para a stabllecoin USDC após o desastre da exchange de Sam Bankman-Fried. Apesar do aumento da demanda, a Tether não a considera uma ameaça.

O turbulento ano de 2022, marcado pelo inverno cripto, deixou profundas lições para o mercado e deflagrou a corrida pelo espaço das stablecoins. Sob pressão para dar mais transparência às suas reservas, a Tether observou sua principal concorrente, a USDC, aproveitar a desconfiança do mercado para ganhar espaço, se consolidar como a segunda maior establecoin por capitalização de mercado, e até ameaçar tomar o primeiro lugar.

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A stablecoin emitida pela Circle inicia 2023 como a favorita entre os usuários de criptomoedas e mantém o ritmo de crescimento, revela um relatório da Glassnode.

A USDC conquistou a confiança dos investidores

Conforme os dados on-chain apresentados, o volume diário de transferência da USDC chega a ser de quatro a cinco vezes maior que o da Tether, mesmo com o USDT mantendo o status de maior stablecoin por capitalização de mercado.

A USDC tem um volume de transferência de US$ 15 bilhões, em oposição aos US$ 3 bilhões do USDT. Ou seja, o volume total de transferências do USDC é de US$ 7 trilhões a mais do que o do USDT.

USDC teve aumento de demanda após colapso da FTX
Fonte: Glassnode

No auge do estresse da crise do ecossistema Terra (LUNA), a dominância da USDC atingiu o pico de 38% em junho, recuando um pouco nos meses seguintes para 31,3%. Já a dominância do USDT se manteve estável durante todo o processo com uma pequena elevação nos meses seguintes. Atualmente a dominância da USDC está em torno de US$ 44 bilhões em valor.

USDC teve aumento de demanda após colapso da FTX
Fonte: Glassnode

Inverno cripto intensificou a batalha entre stablecoins

Durante os períodos de alta volatilidade do mercado nos mercados de baixa, os investidores optam por proteger seu patrimônio em stablecoins. Mas, por alguma razão, a USDC ganhou a preferência dos investidores que passaram a perceber a stablecoin como uma opção mais segura.

Apesar de existir alternativas descentralizadas no mercado, os entusiastas da USDC argumentam que a stablecoin é lastreada por dinheiro real ou títulos do Tesouro dos EUA. Eles também observam que a Circle garante a realização de auditorias mensais, tornando todo o processo transparente.

Por outro lado, a Tether foi inúmeras vezes acusada de não ser transparente quanto à composição das suas reservas. A empresa já foi multada em US$ 41 milhões em outubro de 2021 quando a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) acusou-a de não manter reservas suficientes por quase dois anos.

A batalha pelo espaço das stablecoins se intensificou em 2022 após o colapso da FTX. Muitos investidores temiam que o USDT tivesse exposição a exchange e a Alameda. A onda de saques causou o breve descolamento da paridade ao dólar, sendo restabelecido rapidamente após uma manifestação pública da Tether dizendo que não estava exposta a FTX.

Todos estes fatos somados aos dados on-chain apresentados, parecem não preocupar a Tether que se ampara em sua capitalização de mercado. A empresa argumenta que seu crescimento é consistente, o que mostra uma “contínua confiança do mercado no Tether”.

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Thiago Barboza
Thiago Barboza é graduado em Comunicação com ênfase em escritas criativas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em 2019 conheceu as criptomoedas e blockchain, mas foi em 2020 que decidiu imergir nesse universo e utilizar seu conhecimento acadêmico para ajudar a difundir e conscientizar sobre a importância desta tecnologia disruptiva.
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