O C6 Bank foi promovido dentro da régua de supervisão do Banco Central. Segundo o jornal Valor Econômico, o banco digital subiu do segmento S3 para o S2. A mudança foi divulgada na sexta-feira (12) e está registrada na lista de segmentação do BC. Com isso, o C6 Bank passa a fazer parte de um grupo reduzido de bancos considerados mais relevantes para o sistema financeiro nacional.
O Banco Central separa as instituições financeiras em cinco faixas, que vão do S1 ao S5. Essa divisão leva em conta o porte de cada banco, a atividade internacional e o perfil de risco. Quanto mais alta a faixa, maior a importância da instituição. E maior também o nível de exigência regulatória.
Por que o C6 Bank no S2 importa para investidores?
A subida para o S2 tem dois efeitos diretos. O primeiro é regulatório. O C6 Bank passa a seguir regras mais rígidas de capital e de controle de risco. O segundo é de mercado. O banco entra no radar de mais investidores institucionais.
Muitos fundos de pensão, por exemplo, só aplicam recursos em bancos das faixas S1 e S2. Fundo de pensão é a entidade que administra os recursos destinados à aposentadoria de trabalhadores. Por seguir regras conservadoras, esse tipo de investidor costuma evitar instituições de faixas menores.
Crescimento do C6 Bank explica a promoção
A mudança reflete a expansão do banco, que já figura entre os maiores do país. Criado em 2019, o C6 Bank já contava com mais de 34 milhões de clientes e R$ 148 bilhões em ativos no fim de 2025.
No mesmo período, o banco registrou um lucro líquido de R$ 2,5 bilhões. A carteira de crédito expandida chegou a R$ 89,3 bilhões.
O CFO do C6 Bank, Philippe Katz, afirmou que a entrada no S2 mostra a solidez do modelo de negócio e coloca a instituição entre os principais bancos do país. Segundo ele, o passo é natural diante do crescimento recente. O executivo destacou ainda que o C6 nunca foi uma fintech, já que recebeu licença do Banco Central para operar como banco múltiplo antes mesmo do lançamento, em 2019. Banco múltiplo é a instituição autorizada a oferecer vários serviços ao mesmo tempo, como conta, crédito e investimentos.
O que é preciso para entrar no segmento S2 do Banco Central?
O enquadramento segue a Resolução CMN 4.553, de 2017. Ela separa as instituições por porte, atividade internacional e perfil de risco. O porte é medido pela razão entre a exposição total do banco e o PIB do Brasil. PIB, ou Produto Interno Bruto, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.
No S2 ficam as instituições com porte entre 1% e 10% do PIB. Para subir do S3, o banco precisa manter esse patamar por três semestres seguidos. Os padrões plenos do Comitê de Basileia, que definem as exigências mais rígidas de capital, valem de forma integral apenas para o S1, o topo da régua.
Hoje, apenas 11 instituições compõem o S2, já incluindo o C6 Bank. São elas: BNDES, Nubank, Banco Safra, XP, Sicoob, Banrisul, Banco do Nordeste, Citibank, Banco BV (Votorantim), Sicredi e C6 Bank.
S1, a faixa de elite acima do C6 Bank
O S2 fica logo abaixo do topo do sistema financeiro. A faixa S1 reúne os maiores bancos do país e conta com apenas seis integrantes no momento. São eles: Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Santander e BTG Pactual.









