C6 Bank sobe de faixa no Banco Central e se iguala a Nubank, XP e Safra

  • O C6 Bank sobe do segmento S3 para o S2 do Banco Central.
  • Faixa S2 agora reúne 11 instituições, incluindo Nubank, XP e Safra.
  • Banco fechou 2025 com 34 milhões de clientes e R$ 148 bilhões em ativos.
Promo

O C6 Bank foi promovido dentro da régua de supervisão do Banco Central. Segundo o jornal Valor Econômico, o banco digital subiu do segmento S3 para o S2. A mudança foi divulgada na sexta-feira (12) e está registrada na lista de segmentação do BC. Com isso, o C6 Bank passa a fazer parte de um grupo reduzido de bancos considerados mais relevantes para o sistema financeiro nacional.

O Banco Central separa as instituições financeiras em cinco faixas, que vão do S1 ao S5. Essa divisão leva em conta o porte de cada banco, a atividade internacional e o perfil de risco. Quanto mais alta a faixa, maior a importância da instituição. E maior também o nível de exigência regulatória.

Por que o C6 Bank no S2 importa para investidores?

A subida para o S2 tem dois efeitos diretos. O primeiro é regulatório. O C6 Bank passa a seguir regras mais rígidas de capital e de controle de risco. O segundo é de mercado. O banco entra no radar de mais investidores institucionais.

Patrocinado
Patrocinado

Muitos fundos de pensão, por exemplo, só aplicam recursos em bancos das faixas S1 e S2. Fundo de pensão é a entidade que administra os recursos destinados à aposentadoria de trabalhadores. Por seguir regras conservadoras, esse tipo de investidor costuma evitar instituições de faixas menores.

Crescimento do C6 Bank explica a promoção

A mudança reflete a expansão do banco, que já figura entre os maiores do país. Criado em 2019, o C6 Bank já contava com mais de 34 milhões de clientes e R$ 148 bilhões em ativos no fim de 2025.

No mesmo período, o banco registrou um lucro líquido de R$ 2,5 bilhões. A carteira de crédito expandida chegou a R$ 89,3 bilhões.

O CFO do C6 Bank, Philippe Katz, afirmou que a entrada no S2 mostra a solidez do modelo de negócio e coloca a instituição entre os principais bancos do país. Segundo ele, o passo é natural diante do crescimento recente. O executivo destacou ainda que o C6 nunca foi uma fintech, já que recebeu licença do Banco Central para operar como banco múltiplo antes mesmo do lançamento, em 2019. Banco múltiplo é a instituição autorizada a oferecer vários serviços ao mesmo tempo, como conta, crédito e investimentos.

O que é preciso para entrar no segmento S2 do Banco Central?

O enquadramento segue a Resolução CMN 4.553, de 2017. Ela separa as instituições por porte, atividade internacional e perfil de risco. O porte é medido pela razão entre a exposição total do banco e o PIB do Brasil. PIB, ou Produto Interno Bruto, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

No S2 ficam as instituições com porte entre 1% e 10% do PIB. Para subir do S3, o banco precisa manter esse patamar por três semestres seguidos. Os padrões plenos do Comitê de Basileia, que definem as exigências mais rígidas de capital, valem de forma integral apenas para o S1, o topo da régua.

Hoje, apenas 11 instituições compõem o S2, já incluindo o C6 Bank. São elas: BNDES, Nubank, Banco Safra, XP, Sicoob, Banrisul, Banco do Nordeste, Citibank, Banco BV (Votorantim), Sicredi e C6 Bank.

S1, a faixa de elite acima do C6 Bank

O S2 fica logo abaixo do topo do sistema financeiro. A faixa S1 reúne os maiores bancos do país e conta com apenas seis integrantes no momento. São eles: Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Santander e BTG Pactual.


Para ler as análises mais recentes do mercado de criptomoedas da BeInCrypto, clique aqui.

Isenção de responsabilidade

Todas as informações contidas em nosso site são publicadas de boa fé e apenas para fins de informação geral. Qualquer ação que o leitor tome com base nas informações contidas em nosso site é por sua própria conta e risco.

Patrocinado
Patrocinado