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As descobertas da SEC sobre o modus operandi e falência da FTX

3 mins
Atualizado por Anderson Mendes

EM RESUMO

  • A SEC está acusando o antigo CEO da FTX, Sam Bankman-Fried, de fraude.
  • Exchange teria cometido ilegalidades desde o começo de suas operações, segundo a agência.
  • Sam Bankman-Fried e suas empresas não foram os únicos beneficiados das fraudes cometidas.
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A SEC está acusando o antigo CEO da FTX, Sam Bankman-Fried, de fraude. Confira o que o órgão regulador descobriu sobre a exchange e o empresário, outrora visto como um dos maiores casos de sucesso do mundo cripto.

Preso nas Bahamas no início desta semana, SBF deve enfrentar maiores problemas legais nos Estados Unidos. Isso porque a Comissão de Valores Mobiliários do país, a SEC, está acusando-o de orquestrar um esquema para fraudar investidores de capital na FTX Trading Ltd.”, de acordo com um comunicado divulgado na terça-feira (13).

Gary Gensler, presidente da autarquia responsável por regular os mercados financeiros dos EUA, foi enfático ao dizer que o ex-bilionário cripto “construiu um castelo de cartas com base no engano, enquanto dizia aos investidores que era um dos projetos mais seguros em cripto”.

Dessa forma, ele deve responder por violações às disposições antifraude do Securities Act de 1933 e do Securities Exchange Act de 1934 do órgão regulador. Ao analisar as alegações feitas, é possível ter mais conhecimento sobre como a FTX, que chegou a ser uma das maiores exchanges do mundo, e seu antigo líder, operavam.

FTX sempre trilhou um caminho ilícito?

Para a SEC, a resposta é sim. Isso se deve especialmente pelo envolvimento que a FTX tinha com outra empresa criada por Sam Bankman-Fried, a Alameda Research. Segundo o órgão regulador, SBF sempre desviou os fundos depositados na FTX para a sua empresa “parceira”, ocultando essas transferências dos clientes da exchange.

O empresário alegava que a Alameda era “apenas mais uma plataforma sem privilégios especiais”, algo não condizendo com a realidade segundo a agência. Ele “forneceu à Alameda um tratamento especial significativo na plataforma FTX, incluindo uma ‘linha de crédito’ virtualmente ilimitada financiada pelos clientes da plataforma”.

SBF ainda é acusado de transferir alguns fundos dos clientes da FTX para outras empresas que ocultavam seu envolvimento com a Alameda, como é o caso da North Dimension. A SEC afirma que:

“Bankman-Fried instruiu a FTX a fazer com que os clientes enviassem fundos para a North Dimension em um esforço para esconder o fato de que os fundos estavam sendo enviados para uma conta controlada pela Alameda”.

Visando maquiar os balanços de suas empresas, o executivo ainda teria escondido os passivos da Alameda numa conta da FTX, chamada [email protected]. Dessa forma, a Alameda não teria responsabilidade dentro dos sistemas internos da exchange e nem precisaria pagar juros sobre seus enormes passivos.

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Farra com o dinheiro da exchange

A Alameda e Sam Bankman-Fried não foram os únicos beneficiados das fraudes cometidas pela FTX. As investigações mostram que outros grandes executivo também realizaram empréstimos muito mal documentados, que somados chegam a quase US$ 2,2 bilhões – grande parte sendo de fundos de clientes da exchange.

Parte do dinheiro foi usado para comprar imóveis de luxo nas Bahamas, onde a empresa é sediada. Outra parte foi destinada ao financiamento de campanhas políticas nos EUA. Vale lembrar que SBF foi um dos maiores doadores da campanha presidencial de Joe Biden em 2020, prometendo até US$ 1 bilhão para congressistas pró-cripto nas eleições deste ano.

Boa parte desses empréstimos foram feitos este ano, quando a FTX já apresentava problemas financeiros, segundo a SEC. A agência ainda afirma que boa parte desses empréstimos não eram divulgados aos investidores da companhia.

Por fim, o órgão regulador ainda afirma que a FTX usou os fundos de seus clientes para realizar investimentos, sendo que a exchange afirmava não usar os valores depositados em sua plataforma para este fim.

Antes de sua queda, a companhia se mostrou interessada em adquirir ativos de outras empresas cripto em dificuldades ou falência, com SBF chamando para si e para outros grandes players a responsabilidade de fazer o mercado cripto sair do inverno atual. No entanto, as ações do empresário só intensificaram os movimentos de queda e prejudicaram a confiança dos investidores nesta indústria.

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Anderson Mendes
Membro ativo da comunidade de criptoativos e economia em geral, Anderson é formado pela Universidade Positivo, e escreve sobre as principais notícias do mercado. Antes de entrar para a equipe brasileira do BeInCrypto, Anderson liderou projetos relacionados à trading, produção de notícias e conteúdos educacionais relacionados ao mundo cripto no sul do Brasil.
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