América Latina se divide após ataques dos EUA à Venezuela: Lula e Petro condenam, Milei celebra

  • Lula classificou ataques como "afronta gravíssima" à soberania venezuelana, enquanto Petro alertou para escalada e pediu reunião urgente da OEA e ONU.
  • Trump ameaçou Petro após críticas, afirmando que ele "tem que tomar cuidado" por supostas ligações da Colômbia com narcotráfico.
  • Milei comemorou operação com "viva a liberdade", enquanto Cuba denunciou "terrorismo de Estado" e México citou violação da Carta da ONU.
Promo

A reação da América Latina aos ataques de Trump à Venezuela foi dividida. Enquanto presidentes de Brasil, Colômbia, Chile, Cuba e México condenaram a ação como violação da soberania, governantes de Argentina, Paraguai e Equador celebraram a ofensiva.

A divisão expõe fraturas ideológicas profundas na região e reacende o debate sobre intervenções militares externas na América Latina.

Reação da América Latina: condenações à intervenção de Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou os bombardeios como “afronta gravíssima” à soberania venezuelana e defendeu que a América Latina seja preservada como “zona de paz”.

Patrocinado
Patrocinado

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, escreveu Lula.

O presidente do Chile, Gabriel Boric, também condenou a ação militar e pediu solução pacífica para a crise venezuelana.

“Apelamos por uma solução pacífica para a grave crise que afeta o país. A crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio do multilateralismo, não por meio da violência ou da interferência estrangeira”, declarou Boric.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, foi além e alertou para escalada do conflito.

“Caracas está sendo bombardeada neste momento. Alerta ao mundo: a Venezuela está sob ataque!”, escreveu Petro, pedindo reunião imediata da OEA e da ONU.

Patrocinado
Patrocinado

Cuba classificou a ofensiva como “terrorismo de Estado”. O presidente Miguel Díaz-Canel exigiu reação urgente da comunidade internacional.

“Cuba denuncia e exige urgente reação da comunidade internacional contra o criminoso ataque dos EUA à Venezuela. Nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o corajoso povo venezuelano”, afirmou o líder cubano.

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, citou a Carta das Nações Unidas ao condenar a ação.

Apoio à operação dos EUA

Na contramão, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou publicamente a operação com seu bordão característico.

“A liberdade avança, viva a liberdade”, escreveu o ultraliberal argentino, mantendo tom que já adotava contra o governo venezuelano.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, também manifestou apoio.

O presidente do Equador, Daniel Noboa, endossou a ação afirmando que “chegou a hora” da estrutura do “narco-chavismo” cair.

A Bolívia, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, também se posicionou sobre a crise.

Contexto da operação

Donald Trump confirmou que forças militares dos EUA realizaram ataques na Venezuela e afirmou que Nicolás Maduro foi capturado e retirado do país. Segundo o presidente norte-americano, a operação faz parte de ofensiva mais ampla contra o regime chavista.

Por volta das 2h (horário local), moradores de Caracas acordaram com estrondos e sobrevoo de aeronaves. Diversos complexos militares sofreram danos, incluindo o estratégico Fuerte Tiuna.

O governo venezuelano declarou estado de emergência e chamou à resistência armada, sustentando que a ação dos EUA busca controlar os principais recursos nacionais, especialmente petróleo e minerais.

Divisão reflete polarização regional

A reação da América Latina aos ataques de Trump na Venezuela evidencia profunda divisão ideológica na região. De um lado, governos de centro-esquerda e esquerda condenam a intervenção militar como violação do direito internacional. De outro, governos de direita e ultraliberais celebram a queda do regime chavista.

A situação elevou a tensão política na América Latina e reacende o debate sobre intervenções militares externas e seus impactos regionais, com potenciais consequências para a estabilidade do continente.


Para ler as análises mais recentes do mercado de criptomoedas da BeInCrypto, clique aqui.

Isenção de responsabilidade

Todas as informações contidas em nosso site são publicadas de boa fé e apenas para fins de informação geral. Qualquer ação que o leitor tome com base nas informações contidas em nosso site é por sua própria conta e risco.

Patrocinado
Patrocinado