YbY Bank: A nova era da indústria de metais preciosos através da Blockchain

5 mins
Atualizado por Chris Goldenbaum

EM RESUMO

  • O valor economizado com desmatamento, assoreamento dos rios e contaminação por mercúrio do garimpo foi de R$1.656.647,88, diz YbY Bank.
  • "Os bancos precisam implementar a Drex no dia a dia da população de uma forma que seja simples." diz executivo da TecBan.
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Entre as soluções encontradas durante o Festival Blockchain Rio que usam a tecnologia, destaque para YbY Bank, primeiro e único banco de metais nobres de reuso do Brasil.

A plataforma promete revolucionar o setor de metais preciosos no Brasil ao se tornar o primeiro banco de metais reciclados a implementar a rastreabilidade dos processos da cadeia através da blockchain.

No evento, a equipe do YbY Bank demonstrou de forma prática como a tecnologia blockchain pode ser aplicada com sucesso para garantir a transparência no processo de compra e venda de metais preciosos.

Através da rastreabilidade na blockchain, estamos não apenas trazendo transparência para o mercado de metais, mas também promovendo práticas sustentáveis, incentivando o reúso e a reciclagem, e contribuindo para um futuro mais responsável e ecologicamente consciente”, afirma a fundadora do banco, Mayara Rovery.

Buscando uma abordagem inovadora, o YbY Bank quer liderar o caminho para uma indústria de metais preciosos mais ética e sustentável no Brasil.

A meta é reduzir impactos ambientais, criar economia circular, mais sustentável, e preservar áreas de conservação na Amazônia. A empresa explica:

“Nosso trabalho vai muito além de uma negociação de compra e venda de metais. O YbY Bank tem, entre seus principais objetivos, o de reforçar a conscientização de que há outras formas de trabalhar com este mercado, sem causar impactos ambientais e sociais.”

Por que a reutilização de metais preciosos é importante?

Com a reutilização de metais como o ouro e a prata, evitam-se extrações, reduzindo o impacto ambiental de forma sustentável.

Nosso produto é 100% reciclado, fiscalizado, certificado, rastreado por Blockchain e com benefícios ambientais. Com a reciclagem dos metais evitamos novas extrações e conseguimos resultados medidos surpreendentes.

Para se ter uma ideia, quase 30% do ouro exportado pelo Brasil entre 2019 e 2020 – 48,9 toneladas – tem indícios de que saíram de áreas de mineração ilegal, extraído de áreas protegidas da Amazônia.  O dado é parte das dificuldades encontradas pelo YbY Bank.

Desmatamento, indícios de corrupção e ilegalidade, problemas sociais e dúvidas de origem são apenas alguns dos problemas apontados pela plataforma com a extração de ouro e prata.

Desde o início da operação, em fevereiro de 2022, a iniciativa já captou 5.638 kg de metais preciosos.

Com as ações realizadas até hoje, o YbY Bank evitou o uso de 2,86 kg de mercúrio, dos quais 13% seriam despejados nos rios. O raio de dispersão do mercúrio é de 100km, em que, dentro dele, 207.245 pessoas estão expostas a riscos aumentados pela exposição ao mercúrio oriundo do garimpo.

A plataforma vendeu mais de 1.160 kg de ouro 999 de reúso e 2,425 kg de prata 1.000 reciclada.

Até hoje, o valor economizado com desmatamento, assoreamento dos rios e contaminação por mercúrio do garimpo foi de R$1.656.647,88. Outros 8.07 hectares foram poupados do desmatamento.

Já o estoque de carbono gerado foi de 3.228 TCO2 hectares, equivalente a U$32.280,00

Uma área reflorestada demora em média 30 anos para se recuperar e seu valor de reparação tem um custo de: R$385.784,80, explica a plataforma

Evitamos erosão/sedimentação de 16811.59 m3 de solo.

Como participar e como funciona?

Vendedores e compradores precisam preencher um formulário de compra ou venda. No caso de ser vendedor de metais como ouro e prata, é preciso enviar o material com seguro para avaliação no endereço físico do banco.

“Exigimos comprovação de documentos para nota fiscal e autorização de publicação de dados em nossa plataforma de rastreabilidade.”

Os compradores das commodities pagam 50% do pedido para garantia e após 30 dias recebe o metal purificado, certificado e rastreado em seu endereço.

Blockchain cria produto para América Latina

Outro destaque do evento foi a argentina Ripio, que lançou recentemente a Lachain, voltada para o mercado latino americano.

A blockchain de primeira camada (LI), promete segurança, rapidez com alta capacidade de processamento e baixo custo.

Ela funciona como uma rede descentralizada multiuso que permite que qualquer empresa ou grupo de desenvolvimento construa vários casos de uso sobre ela. A LaChain oferece uma solução baseada em blockchain que permite solucionar os problemas que muitos países da América Latina têm, nos contou o CEO e Co-Fundador da Ripio, Sebastian Serrano.

O executivo justificou a escolha da região emergente dizendo que muitos países têm problemas em comum como trabalho informal, acesso ao crédito e baixa bancarização.

“Com este projeto é possível oferecer infraestrutura e serviços blockchain de alta qualidade e baixo custo que permitem aos desenvolvedores implantarem Apps dedicados para diferentes casos de uso.”, disse Serrano

A LaChain foi construída na plataforma Polygon Supernet e usa o mecanismo de consenso Byzantine Fault Tolerant Proof of Authority (IBFT PoA). Empresas de cripto latino-americanas com ampla experiência e conhecimento em blockchain como: Ripio, SenseiNode, Num Finance, Cedalio, Buenbit e Foxbit participam da gestão e administração da LaChain.

“Estamos comprometidos em continuar promovendo a LaChain e seu ecossistema para a comunidade de devs e builders brasileiros. Queremos enfatizar que a LaChain está aberta para acolher e apoiar projetos que estejam alinhados com nossa missão. Para aqueles projetos que compartilham nossa visão e propósito, estamos entusiasmados em fornecer suporte contínuo”, concluiu o CEO da Ripi

Desafios e Oportunidades com o Drex para o Mercado Financeiro

Luiz Fernando Ribeiro Lopes, Gerente de Plataformas Digitais da TecBan, participou do painel ‘Desafios e Oportunidades com a Drex para o Mercado Financeiro’. Em sua fala, ele descreveu o atual cenário para a implementação da moeda digital e como a TecBan tem trabalhado para contribuir com o desenvolvimento da economia tokenizada.

“Muitos países estão olhando para a CBDC e poucos estão avançando como o Brasil, com a preocupação em fomentar novos negócios. Obviamente, ainda é preciso provar alguns pontos e superar algumas dificuldades e por isso é tão importante a pluralidade que há no piloto, em especial no grupo do qual fazemos parte no consórcio, detalha o executivo.

Lopes também afirmou que os principais desafios de levar a Drex à prática estão relacionados ao ambiente regulatório e a usabilidade.

“Os bancos precisam implementar a Drex no dia a dia da população de uma forma que seja simples. Nós estamos usando o ecossistema e a expertise da TecBan para desenvolver uma base de infraestrutura que os bancos possam utilizar para tornar essa implementação uma realidade. Buscamos democratizar esse processo para que as instituições possam validar os benefícios em seus próprios casos de uso”, declarou o executivo.

O painel foi dedicado ao consórcio realizado pelo grupo encabeçado pela TecBan que participa do Piloto Drex, fase de testes para operações com a moeda digital brasileira, com o Banco da Amazônia (BASA) e outras 9 instituições (Pinbank Brasil, Dinamo, Banco Arbi, Ntokens, Clear Sale, Foxbit Servicos, CPQD, AWS e Parfin).

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Aline Fernandes
Aline Fernandes atua há 20 anos como jornalista. Especializada nas editorias de economia, agronegócio e internacional trabalha na BeINCrypto como editora do site brasileiro. Já passou por diversas redações e emissoras do país, incluindo canais setorizados como Globo News, Bloomberg News, Canal Rural, Canal do Boi, SBT, Record e Rádio Estadão/ESPM. Atuou também como correspondente internacional em Nova York e foi setorista de economia dentro do pregão da BM&F Bovespa, hoje B3 -...
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