Cerca de trinta investidores lesados pelo ativo cripto LIBRA vão ingressar com uma ação civil de indenização contra os réus do caso, incluindo o presidente Javier Milei.
A decisão ocorre após o fracasso da mediação obrigatória e abre uma nova frente judicial para o presidente.
Milei e outras figuras-chave integram a lista de réus no caso LIBRA
O motivo foi o insucesso da etapa anterior. Os poupadores, representados pelo advogado Nicolás Oszust, não conseguiram chegar a um acordo com os representantes legais de Mauricio Novelli e Manuel Terrones Godoy.
A relação de réus é extensa. Além do presidente, estão na lista sua irmã Karina Milei, o ex-chefe de gabinete Manuel Adorni e o assessor Demian Reidel.
O âmbito regulatório também está envolvido. Roberto E. Silva, presidente da Comissão Nacional de Valores Mobiliários, e Sergio Morales, conselheiro do órgão e sócio de Novelli, foram denunciados.
No setor privado, há outros nomes. O americano Hayden Davis, criador da LIBRA, é um dos acusados junto dos argentinos Novelli, Terrones Godoy e María Pía Novelli, além do empresário de Singapura Chyi Haur Peh.
O valor da causa ainda não está definido. Fontes ligadas aos investidores preveem que a quantia alcançará cifras milionárias, acompanhando os valores reportados.
Os números e movimentações sob investigação
O processo criminal começou após um episódio específico. Em 14 de fevereiro de 2025, Milei promoveu o ativo cripto em sua conta oficial no X, o que desencadeou forte alta seguida de queda expressiva.
O prejuízo estimado varia conforme a fonte. A investigação indica que um grupo restrito de wallets sacou cerca de US$ 100 milhões, enquanto a Arkham apurou perdas totais de US$ 280 milhões entre mais de 40 mil poupadores.
Uma transação anterior agrava o caso. Conforme revelou o La Nación, Davis transferiu US$ 5 milhões para as contas de Novelli quinze dias antes do lançamento, logo após se reunir com o presidente.
Acredita-se que esses recursos foram direcionados para uma instituição financeira em Vicente López, a mesma utilizada por Novelli nas operações, conforme mensagens encontradas em seu celular.
A estratégia jurídica responde a um obstáculo específico. O juiz Marcelo Martínez de Giorgi excluiu os autores da causa criminal.
O magistrado argumentou que perder dinheiro em um mercado volátil não torna automaticamente o comprador uma vítima direta. Agora, os lesados buscam demonstrar interesse legítimo na esfera cível. Todos os réus seguem considerados inocentes enquanto a apuração segue em curso.









