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Recessão global deve impulsionar alta do Bitcoin, diz Bloomberg

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Atualizado por Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • Analistas da Bloomberg acreditam em um impacto positivo para os ativos digitais.
  • As criptomoedas tendem a sair na frente na recuperação dos mercados.
  • A mudança de política do Fed e dos bancos centrais pode ser um dos catalisadores da mudança de tendência dos mercados.
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A Recessão global deve impulsionar próxima alta do Bitcoin, segundo a Bloomberg. Em um relatório, os analistas avaliaram as consequências de uma recessão global sobre o Bitcoin e o mercado cripto em 2023.

O fraco desempenho do Bitcoin e do mercado de criptomoedas causado pelas turbulências de 2022, não foi capaz de desestimular uma visão promissora entre grandes players para o mercado de ativos digitais no ano que se inicia.

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A Bloomberg está entre as plataformas com uma perspectiva otimista e projeta um cenário de crescimento para o Bitcoin em 2023.

Recessão pode mudar a tendência

No relatório, os analistas avaliaram a influência que o impacto de uma recessão global pode ter no Bitcoin e no mercado cripto de forma geral.

Para eles, o crescente potencial de uma “paralisação econômica global severa” poderá ser tornar em um dos “principais catalisadores de uma nova alta” para o mercado cripto em 2023:

“Nosso viés é que o Bitcoin tem maior probabilidade de sair à frente na maioria dos cenários”, explica a Bloomberg.

Referência em análises de mercados financeiros e de criptomoedas, os relatórios da Bloomberg são usualmente relevantes para muitos traders e investidores proeminentes do mercado.

Recessão global deve impulsionar próxima alta do Bitcoin - Bloomberg

O fundador do Altana Digital Currency Fund, Alistair Milne, é uma dessas figuras. Ele previu o valor de US$ 45.000 para o Bitcoin, em decorrência dos índices de inflação que favorecem o ativo.

O relatório demonstra que a curva de juros invertida aponta que as taxas de juros de longo prazo são menores do que as de curto prazo, sendo um possível indicador, e acrescenta que o crescimento econômico diminuirá, resultando em implicações para todos os ativos.

Ou seja, o Bitcoin poderá cair para US$ 12.000 ou ainda mais para US$ 10.000. Um decréscimo de US$ 4.490 ou US$ 6.940 frente ao preço negociado atualmente em torno de US$ 17.353. Porém, mesmo que ocorram novas quedas frente a uma recessão, o ativo terá um retorno ascendente, manteve o relatório.

Pivô macroeconômico do Fed

Outro cenário apresentado implica a participação do Fed e dos bancos centrais, o relatório sugere que, diferentemente do ano passado, estas entidades podem ser forçadas a “afrouxar as forças deflacionárias da queda dos preços dos ativos”, retomando assim a alta para todos os mercados.

Em caso de mudança de política do Fed e dos bancos centrais, o cenário será igualmente positivo para o Bitcoin, afirmam os analistas. Neste cenário de pivô do Fed, eles avaliam que o Bitcoin faria a transição para “uma versão digital do ouro” funcionando de forma semelhante ao metal e aos títulos longos do tesouro dos EUA.

“Uma rápida recuperação do declínio do PIB e dos preços dos ativos parece menos provável”, concluiu a Bloomberg.

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Thiago Barboza
Thiago Barboza é graduado em Comunicação com ênfase em escritas criativas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em 2019 conheceu as criptomoedas e blockchain, mas foi em 2020 que decidiu imergir nesse universo e utilizar seu conhecimento acadêmico para ajudar a difundir e conscientizar sobre a importância desta tecnologia disruptiva.
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