O Bitcoin (BTC) opera próximo de US$ 60 mil após uma queda diária de 5%, ficando cerca de 50% abaixo do seu recorde histórico. Três gráficos amplamente compartilhados argumentam que o ciclo de quatro anos permanece intacto e que o ponto mais baixo do ciclo ainda está por vir.
O cenário repete a análise recente do BeInCrypto, que indica o fundo do ciclo para o quarto trimestre de 2026. Os novos gráficos apresentam uma estimativa aproximada de data e preço para essa tese.
O relógio do halving do Bitcoin aponta para o dia 900
O primeiro gráfico, do analista Jesse Olson, compara todos os quatro ciclos desde 2012 ao halving de 2024. Em todos os ciclos anteriores, o fundo ocorreu próximo ao dia 900 após o halving.
O ciclo atual atingiu o dia 775 nesta semana. Restam cerca de 125 dias, ou aproximadamente quatro meses, até a janela histórica de fundo se abrir.
Uma faixa laranja no gráfico indica o possível fundo na faixa dos US$ 40 mil. A linha preta de 2024 já iniciou queda, refletindo os movimentos posteriores aos topos de 2012, 2016 e 2020. Uma análise anterior do BeInCrypto também chegou à mesma conclusão sobre o ritmo dos halvings.
O espiral do Bitcoin mostra que desta vez não é diferente
O segundo gráfico apresenta o preço em forma de espiral. Cada volta representa um ciclo de quatro anos. O ângulo marca a posição no ciclo, enquanto a distância ao centro representa o preço.
Os topos se concentram em um arco, os fundos em outro e os halvings em um terceiro. As marcações de 2026 e 2027 aparecem dentro do mesmo arco que delineou todos os fundos anteriores.
O analista legendou o gráfico como “Desta vez é diferente”, uma referência aos argumentos institucionais. No entanto, o formato auto-similar do gráfico sugere o contrário.
Médias móveis agora atuam como resistência
O terceiro gráfico empilha os níveis que o Bitcoin precisa recuperar. A média móvel simples de 21 semanas está em US$ 75.100, o custo médio dos compradores de curto prazo em US$ 77 mil e a média de 200 dias em US$ 78.900.
Cada patamar funcionou como suporte durante a alta. Agora, os três níveis atuam como resistência. O preço abaixo do custo médio dos compradores de curto prazo indica que investidores recentes, os mais propensos a vender, operam no prejuízo.
O BTC recuou rumo à linha de queda de 50%, próxima de US$ 63 mil. O informativo responsável pelo gráfico descreve o movimento como uma capitulação lenta e baseada no tempo, e não uma liquidação repentina.
O cronograma do ciclo converge para outubro
Os gráficos coincidem com reportagem recente do BeInCrypto sobre o analista Benjamin Cowen. Ele destaca que o Bitcoin atingiu o topo no dia 1.162 do ciclo, cerca de uma semana dos dois picos anteriores, ocorridos nos dias 1.059 e 1.168.
“… O Bitcoin atingiu o topo a cerca de uma semana de quando historicamente faz isso, apesar das teses que anunciam o fim do ciclo de quatro anos.”
Cowen aponta sua projeção de fundo para outubro de 2026. Essa data está a cerca de 125 dias do momento atual, mesma janela indicada pela contagem do dia 900 de Olson.
Onde a tese otimista poderia quebrar o padrão?
A hipótese não é garantida. ETFs à vista, demanda de tesourarias corporativas e a tese de reserva soberana injetaram recursos no Bitcoin em escala sem precedentes nos ciclos anteriores.
Alguns especialistas sugerem que esse interesse institucional pode alongar ou suavizar o ciclo ao invés de repeti-lo. Um fechamento semanal acima da média de US$ 78.900 enfraqueceria a perspectiva pessimista.
Por ora, a responsabilidade da prova segue com os compradores. Enquanto o Bitcoin não recuperar esses níveis, a tendência dominante permanece de baixa.
Projeção para o preço do Bitcoin
Três métodos independentes, a contagem dos dias pós-halving, o espiral do ciclo e a estrutura de preços, apontam para o mesmo cenário. Todos indicam que o Bitcoin ainda não encontrou o fundo do atual ciclo.
Uma queda para a faixa dos US$ 40 mil corresponderia à banda laranja de alvo e ao piso registrado em dados on-chain. A linha de baixa de 50%, próxima de US$ 63 mil, é o primeiro referencial; níveis mais baixos seguem possíveis em caso de rompimento.
A janela provável se concentra no quarto trimestre de 2026, próxima de outubro. Uma recuperação semanal dos US$ 79 mil tornaria-se o primeiro sinal concreto de que o padrão foi rompido.









