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Nova Zelândia ganha fundo de investimento para Bitcoin

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Atualizado por Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • Neozelandeses tem ambiente exclusivo para criptomoeda.
  • Investidores podem aplicar sem ter o próprio token.
  • Gigantes financeiros começam a investir em moedas virtuais.
  • promo

Pela primeira vez investidores neozelandeses poderão aplicar recursos na moeda virtual sem possuir seus próprios tokens.

A Valt Digital Funds é a primeira empresa da Nova Zelândia a oferecer o serviço nessa classe de ativos. A financeira promete o nível de segurança necessário com o argumento de que cuidará de todas as questões de custódia.  

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Por meio do fundo, os clientes terão a oportunidade de adicionar criptomoedas sem ter que possuí-las diretamente. O produto também foi criado como parte de uma carteira diversificada. A co-fundadora da empresa, Janine Grainger explica que, agora:

“As pessoas tem uma ótima maneira de obterem essa exposição sem ter que fazer todas as partes mais complicadas e técnicas elas mesmas”.

Grainger também alerta para os riscos como em qualquer commodity negociada em mercado financeiro. O consultor financeiro Darcy Ungaro observa que, apesar de as suposições de que o bitcoin é um “golpe ou uma moda passageira”, os investidores locais têm mostrado um apetite crescente pelas moedas virtuais. 

“Nos últimos três anos, ouvi muitas pessoas dizerem que o bitcoin é uma farsa, ou um modismo, algo a ser evitado. Mas recentemente tenho ajudado mais e mais gente a alocar uma parte de seu portfólio para esse mercado de moedas digitais”

O risco mais considerável não é se o Bitcoin é uma farsa, mas como os usuários mantêm e armazenam seus acervos cripto. Para Ungaro, o fundo da Nova Zelândia tem a esperança de que os usuários tenham o nível de segurança necessário, além de ser uma forma de preencher uma lacuna entre a natureza complexa da moeda digital e os players que desejam exposição ao ativo.

“Ter um grande componente das operações da rede bitcoin desligando durante a noite e não ter nenhum impacto na confiabilidade ou na velocidade do blockchain foi uma prova real da robustez em economias como a China,” explica Grainger.

Isso ocorre porque na semana passada o gigante asiático proibiu a comercialização de todas as criptomoedas. Ainda assim, o mercado Bitcoin não sofreu nenhum tipo de impacto de longo prazo com o anúncio, mesmo a China sendo a segunda economia do globo.

Um dos clientes da Valt Digital e diretor da Invest Now, Anthony Edmonds, lembra que o cautela também é fundamental e os investidores devem buscar aconselhamento antes de aplicar em um fundo “altamente especulativo, volátil e arriscado. O professor associado de direito comercial da Universidade de Auckland, Alex Sims e membro do Blockchain NZ, disse que o fundo é um sinal de que as criptomoedas estão se tornando cada vez mais comuns.

E o governo da Nova Zelândia já está de olho neste mercado. Na semana passada o Banco da Reserva do país pediu a opinião da população enquanto estuda a emissão de uma moeda digital do Banco Central neozelandes.

Novos fundos de Bitcoin pelo mundo

Nos últimos meses, gigantes do setor começaram a oferecer fundos BTC aos clientes. É o caso do JPMorgan Chase & Co que a partir de agosto começou a oferecer fundos de criptomoedas. Um deles é o NYDIG, um produto focado em ativos digitais para os clientes de gestão de fortunas.

A Union Investment – o braço de investimento do DZ Bank Group vai permitir que investidores privados adicionem bitcoin a fundos existentes em pequenas quantias, entre 1-2% de suas carteiras. O gestor de ativos alemão de US$ 500 bilhões pode lançar o produto até o final do ano. No começo deste ano, a empresa incluiu criptomoedas em um fundo misto pela primeira vez.

O Brasil também tem fundos com exposição ao Bitcoin. O QBTC11, da QR Capital, é o primeiro do mercado brasileiro a ter exposição 100% ao Bitcoin. Ele foi lançado em junho e seguido pelo QETH, outro ETF da empresa com exposição ao Ethereum.

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Aline Fernandes
Aline Fernandes atua há 20 anos como jornalista. Especializada nas editorias de economia, agronegócio e internacional trabalha na BeINCrypto como editora do site brasileiro. Já passou por diversas redações e emissoras do país, incluindo canais setorizados como Globo News, Bloomberg News, Canal Rural, Canal do Boi, SBT, Record e Rádio Estadão/ESPM. Atuou também como correspondente internacional em Nova York e foi setorista de economia dentro do pregão da BM&F Bovespa, hoje B3 -...
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