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ETF de Bitcoin QBTC11 decepciona e capta só R$ 14 milhões em estreia na bolsa

2 mins
Atualizado por Paulo Alves

EM RESUMO

  • QBTC11 estreou na quarta-feira (23) na bolsa de valores brasileira.
  • ETF é o primeiro da América Latina a investir 100% em Bitcoin.
  • Fundo de índice da QR Asset é opção para investidores brasileiros que não querem abrir conta em exchange.
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O QBTC11, primeiro ETF 100% Bitcoin (BTC) da América Latina, estreou na quarta-feira (23) na bolsa de valores brasileira com desempenho abaixo do esperado.

Desenvolvido pela QR Asset Management, da QR Capital, o ETF chega para ser mais uma opção para os brasileiros que desejam investir no Bitcoin. No entanto, os números do primeiro dia de pregão na B3 não foram animadores.

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Em seu primeiro dia de negociação, o QBTC11 atingiu apenas R$ 113,5 milhões de captação, só R$ 14,1 milhões a mais do que o valor arrecadado já antes da estreia. As cotas abriram o pregão de quarta-feira pelo valor de R$ 9,51, e encerraram as negociações por um valor de R$ 10,76 – valorização de 13,1%.

O desempenho fica bem abaixo do HASH11, o primeiro ETF de criptomoedas lançado na bolsa brasileira que movimentou R$ 156,7 milhões no primeiro dia e logo assumiu o terceiro lugar como maior ETF de renda variável com R$ 1,04 bilhão captados.

O momento de mercado para o QBTC11, no entanto, é bem diferente. Na estreia do HASH11, o Bitcoin era negociado a US$ 58.000, cerca de 43% acima dos cerca de US$ 33.000 vistos no primeiro dia de negociações do ETF que investe 100% em BTC.

Conheça o QBTC11

Segundo ETF de criptomoedas em operação da B3, o QBTC11 tem 100% de exposição ao preço do Bitcoin. O produto acompanha o índice da maior bolsa de derivativos do mundo, a Chicago Mercantile Exchange (CME), usado como referência na negociação do mercado futuro da criptomoeda.

O CEO da QR Capital, Fernando Carvalho, destacou o marco que o ETF está realizando ao inserir ainda mais o Bitcoin no mercado financeiro tradicional brasileiro:

“O QBTC11 é um marco tanto no mercado financeiro convencional quanto no de ativos digitais, por ser um ponto de convergência entre os dois. O investidor agora tem uma opção regulada, de baixo custo e robusta para se expor diretamente ao mais importante criptoativos do mercado, o Bitcoin”.

Com uma taxa de administração de 0,75% ao ano, o ETF está disponível para qualquer usuário cadastrado na bolsa de valores brasileira, com aporte mínimo de R$ 100,00, ou cerca de 10 cotas.

Vantagens do ETF de Bitcoin

Um ETF 100% de Bitcoin levanta questionamentos sobre sua utilidade, já que a completa exposição ao BTC se equivale a comprar a criptomoeda em uma exchange. O produto, dessa forma, ele é voltado para quem não é familiarizado com o cadastro e o manuseio de plataformas de criptomoedas.

Segundo a QR Asset, o principal atrativo do QBTC11 é a oferta na bolsa de valores, facilitando o acesso a investidores de olho em maior segurança e regulamentação. O ETF é supervisionado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a custódia é feita pela americana Gemini.

O CEO da QR Capital também destaca que o ETF terá “boa liquidez e será amplamente acessível nas plataformas das corretoras tradicionais brasileiras”, sendo uma fácil aquisição para os usuários que ainda não possuem conta em alguma exchange de criptomoedas.

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Anderson Mendes
Membro ativo da comunidade de criptoativos e economia em geral, Anderson é formado pela Universidade Positivo, e escreve sobre as principais notícias do mercado. Antes de entrar para a equipe brasileira do BeInCrypto, Anderson liderou projetos relacionados à trading, produção de notícias e conteúdos educacionais relacionados ao mundo cripto no sul do Brasil.
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