O tesouro de Bitcoin (BTC) da Strategy (antiga MicroStrategy) atingiu o recorde de US$ 63,46 bilhões em 26 de abril, com a companhia detendo 815.061 BTC em 107 eventos de compra a um custo médio de US$ 75.528 por unidade.
O patrimônio aumentou quase US$ 2 bilhões na última semana, subindo de US$ 61,56 bilhões, enquanto o Bitcoin ampliava sua valorização e Michael Saylor, presidente executivo, indicava continuidade na aquisição.
Strategy consolida posição como maior investidor corporativo em Bitcoin
Esse novo patamar ocorre após o mês mais agressivo em compras em mais de um ano. Na semana passada, a Strategy adicionou 34.164 BTC por cerca de US$ 2,54 bilhões, pagando em média US$ 74.395 por moeda, configurando seu maior volume semanal de aquisição em 17 meses.
Essa compra elevou a companhia à frente do iShares Bitcoin Trust da BlackRock como maior detentora de Bitcoin entre as empresas listadas publicamente, ficando atrás apenas das carteiras inativas atribuídas a Satoshi Nakamoto. Agora, a Strategy controla aproximadamente três quartos de todo o Bitcoin em tesourarias corporativas.
O custo médio da empresa é de US$ 75.528 e, com os preços à vista atuais, o ganho não realizado é de 3,08%, cerca de US$ 1,9 bilhão acima do valor desembolsado até agora.
Compra de abril marca pico de aquisições em 17 meses
A onda de compras em abril foi financiada por uma combinação de instrumentos de capital, e não por emissão dilutiva de ações ordinárias. Segundo documentos oficiais, a Strategy levantou US$ 2,18 bilhões com a venda de ações preferenciais perpétuas STRF e acrescentou US$ 366 milhões por meio de vendas à mercado de ações MSTR.
Saylor também destacou um rendimento do Bitcoin de 9,5% no acumulado do ano em 2026, métrica interna usada para avaliar o crescimento da razão BTC por ação para os acionistas comuns. Esse dado é central no argumento da Strategy perante investidores para seguir captando recursos visando novas compras do ativo.
O ritmo mensal de aquisições reacendeu debates entre analistas sobre a meta de um milhão de BTC, com projeções indicando que o objetivo pode ser alcançado até o fim de 2026, caso as condições de mercado se mantenham.
Saylor indica continuidade nas compras de Bitcoin
Críticos como Peter Schiff alertaram para um possível “espiral da morte” no modelo de ações preferenciais da Strategy, argumentando que manter o rendimento de 11,5% no STRC exige desempenho expressivo do Bitcoin ou captação contínua de recursos, que pode diluir os acionistas.
No entanto, a postura de Saylor indica que o ritmo de compras não deve ser reduzido. A valorização mais ampla do Bitcoin em abril foi irregular, com realização de lucros em torno dos US$ 76.000 moderando tentativas anteriores de alta.
A capacidade da Strategy de manter esse ritmo vai depender da demanda por STRF e outros instrumentos preferenciais, além de o Bitcoin seguir acima do custo médio da empresa.
Com 815.061 BTC já registrados em balanço e Saylor sinalizando novas aquisições, o próximo desafio é avaliar a velocidade com que a companhia se aproxima da meta de sete dígitos sem comprometer a estrutura de capital que sustenta sua estratégia até agora.





