Estudantes universitários de qualquer área têm até segunda-feira (7) de setembro para inscrever projetos no Hackathon Universitário da Superteam Brasil. A competição distribui US$ 3 mil em prêmios e não exige conhecimento prévio de programação nem de blockchain.
A Superteam Brasil é o hub oficial da comunidade Solana no país. A Solana é uma blockchain, um tipo de registro digital compartilhado que armazena transações de forma pública e descentralizada.
A participação é gratuita e totalmente remota. As três melhores ideias dividem a premiação principal.
A proposta é levar universitários a transformar problemas do dia a dia em projetos para a economia onchain, ou seja, aplicações que funcionam diretamente sobre uma blockchain.
Hackathon sem código pede apenas um pitch em vídeo
Diferentemente dos hackathons tradicionais, o desafio não pede a entrega de código nem de um produto funcionando.
Os participantes precisam identificar um problema real e propor uma solução que faça sentido para o contexto brasileiro. A apresentação é feita por meio de um pitch em vídeo de até cinco minutos. Pitch é o nome dado à apresentação curta de uma ideia de negócio.
O vídeo deve ser em português. A submissão também exige uma descrição de até 300 palavras.
Protótipos, mockups, landing pages e código funcionam como diferenciais. Mockup é uma representação visual estática de como o produto seria. Landing page é uma página única na web criada para apresentar um projeto. Nenhum desses itens é obrigatório.
No pitch, os estudantes devem explicar também por que a Solana faz sentido para aquela solução e qual seria o papel da tecnologia no produto.
Quem pode participar do hackathon universitário?
A iniciativa é aberta a estudantes de graduação e de pós-graduação com matrícula ativa em qualquer instituição de ensino superior do Brasil.
Os times devem ter entre duas e seis pessoas. Não há participação individual. As equipes podem reunir alunos de cursos diferentes.
Professores também podem entrar nos times. A regra exige que pelo menos metade da equipe seja formada por estudantes.
Cada integrante precisa fazer um cadastro individual obrigatório. O registro de apenas uma pessoa não vale para o grupo.
Programação e conhecimento em blockchain não são exigidos
Um dos principais objetivos da iniciativa é reduzir a barreira de entrada para universitários que ainda não tiveram contato com a tecnologia.
Não é preciso saber programar em Solana, conhecer criptomoedas ou ter experiência anterior com Web3. Web3 é o termo usado para aplicações da internet construídas sobre blockchains. Uma equipe formada apenas por participantes sem conhecimento de programação pode concorrer normalmente.
Para quem tem o primeiro contato com o ecossistema, a organização disponibiliza conteúdos educacionais sobre a Solana. Também mantém canais para esclarecimento de dúvidas e formação de equipes.
Como o hackathon da Solana avalia os projetos?
A avaliação prioriza a compreensão do problema, a qualidade da solução e a adequação à realidade brasileira.
O problema apresentado representa 30% da nota. A solução proposta vale 25%. A adequação ao contexto brasileiro soma 20%. O uso da Solana responde por 15%. A clareza do pitch fecha os critérios, com 10%.
Qualidade de código, sofisticação técnica e grau de conclusão do produto não fazem parte do julgamento.
Quais são as trilhas do hackathon universitário?
Os participantes podem desenvolver projetos em diferentes áreas. Entre as trilhas sugeridas está vida universitária, com soluções para pagamentos entre estudantes, gestão de entidades, divisão de despesas em repúblicas e certificados acadêmicos verificáveis.
A trilha de dinheiro e pagamentos abrange cobrança, transferências, poupança e renda para autônomos e microempreendedores.
A trilha de cultura e consumo reúne jogos, música, eventos, comunidades, ingressos e colecionáveis.
Há ainda uma categoria livre para propostas que não se enquadrem nessas áreas.
A orientação é partir de um problema próximo à realidade dos próprios participantes. Em vez de reproduzir modelos desenvolvidos em outros mercados, a competição quer incentivar soluções capazes de responder a necessidades concretas do público brasileiro.
Premiação de US$ 3 mil e certificado de 8 horas
A premiação principal será dividida entre três equipes. O primeiro lugar recebe US$ 1.500. O segundo colocado fica com US$ 1.000. O terceiro leva US$ 500.
Além disso, serão distribuídos dez prêmios de 50 USDC para vídeos publicados no Instagram sobre o hackathon. O USDC é uma stablecoin, criptomoeda com valor atrelado ao dólar. Essa premiação adicional é aberta inclusive a quem não estiver concorrendo com um projeto.
Os estudantes que participarem do hackathon também receberão certificado de oito horas. O documento pode ser apresentado às instituições de ensino conforme as respectivas regras para atividades e horas complementares.
Inscrições no hackathon vão até 7 de setembro
O hackathon começou na segunda-feira (17) de agosto e recebe projetos até segunda-feira (7) de setembro, às 23h59. O anúncio dos vencedores está previsto para quinta-feira (17) de setembro.
A submissão final do projeto será feita pelo Superteam Earn e deve incluir o vídeo em português, com duração máxima de cinco minutos, além da descrição de até 300 palavras.
Serviço
Hackathon Universitário da Superteam Brasil
Período: 17 de agosto a 7 de setembro de 2026
Prazo para submissão: 7 de setembro, às 23h59
Resultado: 17 de setembro
Participação: gratuita e online
Equipes: 2 a 6 integrantes
Premiação: US$ 3 mil
Público: estudantes de graduação e pós-graduação de qualquer curso e instituição de ensino superior do Brasil









