Gemini e Genesis são processadas em Nova York por fraude de US$ 1 bilhão

2 mins
Por David Thomas
Traduzido Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • A procuradora-geral de Nova York acusa a Gemini e a Genesis de enganar clientes sobre suas posições financeiras arriscadas.
  • A Genesis teria mentido sobre a auditoria da saúde financeira de seus clientes de empréstimos, e a Gemini não alertou os clientes sobre os riscos.
  • A Gemini poderá voltar o seu foco para mercados estrangeiros novos e existentes, como o Reino Unido e a Índia, se for impedida de operar nos EUA.
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A Procuradora Geral de Nova York processou a Gemini Exchange e o Digital Currency Group (DCG) por uma suposta fraude de US$ 1,1 bilhão. Ela disse que a Genesis Global Capital, de propriedade da Gemini e do DCG, ofereceu um programa de empréstimos em 2021 sem divulgação adequada dos riscos.

A Gemini teria enganado investidores sobre os riscos dos empréstimos que concedeu a terceiros, como a Alameda Research. Os empréstimos causaram perdas significativas, que a Genesis e a Gemini teriam tentado encobrir, segundo o procurador.

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Gênesis e Gêmeos não divulgaram riscos

A procuradora Letitia James disse que as empresas exploraram a indústria cripto “subregulamentada” para causar danos aos investidores. Ela disse que essas práticas enganaram os clientes por meio de falsas promessas e prometeram mais repressões.

“Meu escritório continuará nossos esforços para impedir empresas enganosas de criptomoedas e pressionar por regulamentações mais fortes para proteger todos os investidores”.

James acusa a Genesis de mentir para a Gemini, dizendo que auditava regularmente a saúde de seus mutuários. O estado não encontrou registros de auditorias durante um período de dois anos.

A Genesis também teria encobrido sua verdadeira situação financeira com uma nota promissória de US$ 1,1 bilhão, disse o promotor. A Gemini não alertou os clientes sobre as dificuldades financeiras da Genesis, apesar de ponderar o possível encerramento do programa Earn.

Gemini e Genesis são processadas em Nova York por fraude de US$ 1 bilhão
Fonte: BeInCrypto

A ação quer proibir a Gemini, a Genesis e o DCG de oferecer serviços de investimento no estado. Além disso, James pediu a restituição dos investidores e a devolução dos lucros ilegais das empresas.

Exchange pode deixar os EUA

O processo chega em um momento difícil para todas as partes. A Gemini enfrenta acusações da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) por oferecer o Gemini Earn como um suposto título não registrado.

Os clientes do Earn depositaram dinheiro na Gemini que a Genesis emprestou a terceiros para entregar o rendimento anual prometido de 8%.

No início de 2023, a Genesis pediu falência após o colapso de várias empresas, incluindo a Three Arrows Capital e a Voyager Digital, que a viu lutando para recuperar empréstimos. A Genesis também perdeu mais de US$ 100 milhões da Babel Finance.

A Gemini, embora seja uma exchange de valores relativamente pequena nos EUA em comparação com a Coinbase, trouxe seriedade para uma indústria que tinha sido em grande parte o Velho Oeste desde o lançamento do white paper do Bitcoin em 2008.

Se for bem sucedido, o processo poderá fazer com que a Gemini se concentre em mercados estrangeiros como Índia e Cingapura e acelerar os esforços para estabelecer negócios saudáveis no Reino Unido e em Hong Kong.

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Júlia V. Kurtz
Editora do BeInCrypto Brasil, a jornalista é especializada em dados e participa ativamente da comunidade de Criptoativos, Web3 e NFTs. Formada pelo Knight Center for Journalism in the Americas da Universidade do Texas, possui mais de 10 anos de experiência na cobertura de tecnologia, tendo passado por veículos como Globo, Gazeta do Povo e UOL.
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