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Fundos da Grayscale desabam até 80% e aumentam crise da maior gestora de criptomoedas

2 mins
Atualizado por Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • Fundos da Grayscale estão sendo negociados bem abaixo dos valores das criptomoedas que eles representam.
  • Descontos chegam a 77%.
  • O co-fundador da Three Arrows Capital, Zhu Su, acusou a controladora da Grayscale de operar de forma fraudulenta.
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Os instrumentos financeiros da Grayscale estão sendo negociados bem abaixo do valor real das criptomoedas que eles representam, aumentando os temores de um possível colapso ou liquidações em massa.

A maior gestora de fundos institucionais cripto se encontra em seu pior momento. Durante o último ciclo de alta do mercado, a Grayscale conseguiu capitalizar diversos investimentos de usuários que queriam exposição às criptomoedas sem necessariamente comprar e possuir esses ativos.

Com isso, seus fundos entraram para a lista de maiores detentores cripto. O Bitcoin Trust (GBTC), por exemplo, detém mais de 630 mil unidades de BTC, enquanto o Ethereum Trust (ETHE), 3 milhões de ETH – cerca de 2,5% da oferta total do ativo.

Durante o boom do mercado em 2020 – 2021, os fundos apresentaram grandes valorizações, chegando a ser negociados acima do preço real das criptomoedas das quais ofereciam exposição. No entanto, a situação se inverteu durante o inverno cripto atual.

Nesta semana, o ETHE atingiu um desconto recorde de 60% em relação ao preço do Ethereum, enquanto o Bitcoin Trust foi negociado com um desconto de 45%. Quedas ainda maiores foram vistas no fundos de outras altcoins, como é o caso do Ethereum Classic Trust e do Litecoin Trust, que possuem descontos de 77% e 65%, respectivamente.

Como a crise começou?

As quedas dos fundos da Grayscale começaram durante o inverno cripto, quando a maioria das criptomoedas entrou em forte tendência de baixa. Os descontos se tornaram ainda maiores após o colapso da FTX em novembro do ano passado.

Rumores de que a Digital Currency Group (DCG), empresa controladora da Grayscale, estaria passando por problemas de liquidez ganharam força após o crash da exchange, o que intensificou ainda mais as quedas dos seus fundos. Vale destacar que uma das empresas de Barry Silbert, CEO da DCG, é a Genesis, que admitiu estar enfrentando problemas de liquidez no final do ano passado.

Esta semana, o co-fundador da Gemini, Cameron Winklevoss, atacou Silbert, visto que a Genesis não tem honrado os compromissos financeiros firmados com a exchange. A Gemini emprestou fundos de seus clientes para a empresa, que ao não cumprir com o combinado, forçou a exchange a suspender os saques de seus clientes. Em resposta, um processo judicial foi aberto contra os irmãos Winklevoss.

Outro que aproveitou o momento para criticar a Grayscale e a sua controladora foi Zhu Su, co-fundador do falido fundo de hedge cripto Three Arrows Capital (3AC). Segundo Su, o modo de operação da DCG é fraudulento e criminoso.

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Grayscale poderá liquidar seus fundos?

A DCG poderá ser forçada a liquidar suas participações nos fundos da Grayscale caso seja obrigada a arcar com as dívidas da Genesis. Neste caso, a pressão de venda pode desencadear novas quedas de preço no Bitcoin e das altcoins que a empresa possui exposição.

Como alternativa, a Grayscale busca converter seus fundos para ETFs, o que poderia aumentar sua liquidez e solucionar parte dos problemas da DCG. A gestora tenta desde junho do ano passado a autorização da SEC para realizar essa mudança – algo difícil de ser concretizado devido a forma que a autarquia tem lidado com os acontecimentos recentes do mercado cripto.

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Anderson Mendes
Formado em Administração de Empresas pela Universidade Positivo, Anderson atua como redator para o BeInCrypto há 2 anos. Escreve sobre as principais notícias do mercado de criptomoedas e economia em geral. Antes de entrar para a equipe brasileira do site, participou de projetos relacionados à trading, produção de notícias e conteúdos educacionais relacionados ao mundo cripto em sua cidade natal, Curitiba.
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