Ethereum Brasil debate futuro entre TradFi e DeFi

  • Painel no Ethereum Brasil debateu convergência entre TradFi e DeFi com nomes de destaque do setor.
  • Rafael Castaneda destacou necessidade de arcabouço regulatório para expansão global do DeFi.
  • Vinicius Terranova avaliou que integração é inevitável, com Brasil como polo atrativo para capital estrangeiro.
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O Ethereum Brasil reuniu hoje (10) nomes relevantes do setor financeiro para debater a relação entre o mercado tradicional (TradFi) e o descentralizado (DeFi). O painel “Convergência do Mercado Tradicional e Financeiro Descentralizado” contou com Gabriel Della (Vault Capital), Rafael Castaneda (Weever e Oxus Finance), Guilherme Assis (Altside) e Vinicius Terranova (Terranova Ventures).

O encontro trouxe análises sobre os desafios e oportunidades dessa aproximação, ressaltando que o caminho de convergência entre os dois ecossistemas já está em curso.

Interdependência e inovação

Em entrevista ao BeInCrypto durante o evento, Rafael Castaneda, cofundador da Weever e COO da Oxus Finance, afirmou que a relação entre os dois setores é quase simbiótica.

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“O que chamamos hoje de mercado tradicional e descentralizado não só tem uma interdependência, mas uma relação quase simbiótica. Do DeFi, trazemos inovação tecnológica e novos padrões de liquidação; do tradicional, os ativos”, explicou.

Para ele, o principal aprendizado está no pilar regulatório:

“Não dá pra operar nenhum mercado financeiro de escala global sem um mínimo arcabouço regulatório, mesmo que on-chain e automatizado. O DeFi precisa criar a estrutura para comportar o influxo de trilhões em ativos do TradFi e, nesse processo, evoluir a si mesmo”, acrescentou.

Convergência inevitável

Vinicius Terranova, CEO da Terranova Ventures, avaliou que a integração é questão de tempo.

“O TradFi e o DeFi são como uma simbiose. Não é como se um dependesse mais do outro. É inevitável que o TradFi venha para a blockchain porque ela permite captar liquidez do mundo inteiro. Assim como a internet revolucionou a comunicação, a blockchain faz isso com investimentos”, afirmou.

Terranova destacou ainda a experiência prática da empresa no mercado de ativos do mundo real (RWA), citando o caso da Dux no Brasil. Segundo ele, o país se tornou um destino atrativo para capital estrangeiro pela diferença nas taxas de juros.

“Nos EUA, a taxa é de 5%, no Brasil está em 15%. Isso permite retornos bem mais elevados em antecipação de crédito privado, conectando investidores globais a criadores de conteúdo, atletas e agências locais”, disse.

O recado ao público

Entre as mensagens deixadas no palco, chamou atenção a visão de que “mercados precisam de um ao outro” e o alerta para que investidores “fujam dos cachorrinhos de chapéu [memecoins] e olhem para a tecnologia”.

O painel reforçou a percepção de que a convergência entre TradFi e DeFi não é apenas possível, mas inevitável, impulsionada pela busca por liquidez global, eficiência tecnológica e novas formas de captação de capital.


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