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Este YouTuber encontrou menores de idade no Horizon Worlds da Meta

3 mins
Por Josh Adams
Traduzido Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • Um Youtuber passou uma semana no Horizon Worlds da Meta e descobriu que o metaverso está quase vazio.
  • A Meta afirma ter 200.000 jogadores mensais, mas ele encontrou apenas 903, muitos deles menores de idade.
  • O declínio da popularidade do Horizon Worlds e as perdas financeiras levantam questões sobre sua viabilidade futura.
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Um YouTuber passou uma semana no Horizon Worlds, o metaverso da Meta. Não só ele descobriu que o mundo virtual estava quase vazio como era habitado por muitas crianças – o que vai de encontra à política oficial da empresa.

O YouTuber Jarvis Johnson publicou um vídeo explorando Horizon Worlds da Meta. A empresa, que também é dona do Facebook, mudou de nome em novembro de 2021, ao mesmo tempo em que anunciou o projeto, que é seu próprio metaverso.

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O lançamento oficial do jogo, nos Estados Unidos e Canadá, ocorreu no dia 9 de dezembro de 2021. O acesso para Europa e Ásia veio em seguida, em 2022.

Apesar disso, quando Jarvis contou o número de jogadores nos 20 espaços mais populares, havia apenas 903 pessoas. O Horizon Worlds, por outro lado, afirma que existem 200.000 jogadores mensais.

A idade do público do Horizon Worlds é apropriada?

Durante o vídeo, Johnson apontou algumas incongruências sobre o metaverso quase inexistente de Zuckerberg. Por um lado, o jogo em si tem uma classificação ESRB – para adolescentes – e, no entanto, nenhum dos avatares padrão se parece com um adolescente.

A experiência social também é um assunto adulto. A certa altura, Johnson entrou em um “Clube de Comédia”, onde todas as piadas, exceto uma, não podiam ser transmitidas em seu canal do YouTube.

O Horizon Worlds também estava cheio de vozes agudas de crianças, muitas das quais pareciam ter menos de 13 anos. Mesmo em espaços dedicados para maiores de 18 anos, Johnson encontrou ainda mais menores de idade.

Em abril, a Meta anunciou que estava expandindo o mundo virtual para adolescentes com entre 13 e 17 anos nos Estados Unidos e Canadá. Antes disso, ele era limitado pessoas com pelo menos 18 anos.

No entanto, os senadores americanos Richard Blumenthal (D-CT) e Ed Markey (D-MA) escreveram uma carta ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, pedindo que ele interrompesse os planos. Eles argumentaram que uma realidade virtual multijogador como o Horizon Worlds representava “sérios riscos” para os jovens.

Em resposta, a Meta disse que introduziu recursos e ferramentas de segurança aprimorados para supervisão dos pais. Só que eles claramente não estão funcionando (no entanto, um espaço adulto tinha um mecanismo para medir o comprimento do braço para verificar a idade adulta).

O metaverso acabou?

Parece que foi há muito tempo que a reformulação da marca da Meta deu início a um frenesi de mercado por tokens do metaverso. Desde então, o interesse no conceito diminuiu mais de 90%, de acordo com o Google Trends. Sem surpresa, a empresa agora está fazendo um pivô não tão sutil para a IA.

A Meta, por outro lado, parece ter recebido a mensagem. Em junho, a gigante da tecnologia lançou seu mais recente headset VR, o Quest 3. No entanto, durante o marketing para o anúncio, não houve menção ao Horizon Worlds, que é seu principal produto VR.

A Reality Labs, a divisão de realidade virtual da Meta que inclui a Horizon Worlds, perdeu US$ 13,7 bilhões em 2022. Com o interesse em seu principal produto no fundo do poço, a questão não é se o projeto será encerrado, mas quando.

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Júlia V. Kurtz
Editora-chefe do BeInCrypto Brasil. Jornalista de dados com formação pelo Knight Center for Journalism in the Americas da Universidade do Texas, possui 10 anos de experiência na cobertura de tecnologia pela Globo e, agora, está se aventurando pelo mundo cripto. Tem passagens na Gazeta do Povo e no Portal UOL.
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