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Binance foi “vítima reputacional” de golpistas, diz diretor do Brasil na CPI

2 mins
Atualizado por Thiago Barboza

EM RESUMO

  • O diretor-geral da Binance no Brasil, Guilherme Haddad Nazar, prestou depoimento à CPI das Pirâmides Financeiras na quinta-feira (14).
  • Ele acredita que a Binance foi “vítima reputacional” de golpes que usaram serviços da exchange.
  • Nazar disse que a empresa se esforça para melhorar suas normas de compliance no país.
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O diretor-geral da Binance no Brasil, Guilherme Haddad Nazar, acredita que a exchange foi “vítima reputacional” de golpistas que usaram os serviços da empresa. Ele afirmou isso em seu depoimento para a CPI das Pirâmides Financeiras na tarde de quinta-feira (14).

A fala se referia, especificamente, ao Faraó dos Bitcoins, da GAS Consultoria, que teria uma conta na Binance.

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Segundo Nazar, a exchange não auxilia diretamente estes esquemas ilegais, porém sofre com as repercussões do caso.

Binance não intermedia operações, diz Nazar

O diretor-geral também explicou como a filial da Binance no Brasil opera. De acordo com ele, o dinheiro dos clientes é mantido em custódia de seus parceiros, como a Latam Gateway.

Este, aliás, também é um dos motivos pelo qual a exchange processou o Banco Capitual, seu antigo parceiro de processamento de transações. Confome Nazar, o banco ainda detém uma parte dos fundos que seriam dos clientes da Binance.

Nazar também fez questão de frisar que, de acordo com a legislação vigente, não é obrigação da Binance recolher impostos de clientes no Brasil. Ele disse:

“É dos clientes a responsabilidade de fazer o reporte para a Receita Federal. A Binance, neste momento, opera como corretora internacional. A compra e venda não ocorre no Brasil”.

Esforço para melhorar compliance

Nazar reforçou que a Binance está se esforçando para melhorar o compliance. Isso inclui medidas como conheça seu cliente (KYC) e proteção contra lavagem de dinheiro (AML).

O diretor-geral frisou a instalação de uma prova de reservas pela Binance, ocorrida no final de 2022, após o colapso da FTX. Ele garantiu que os clientes podem confirmar que seu capital na exchange está apoiado completamente por dinheiro fiat.

Os deputados também quiseram saber como funciona a transferência de recursos entre a Binance no Brasil e sua matriz. De acordo com Nazar, não há remessas internacionais de dinheiro fiat, uma vez que “nenhum dinheiro [fiat] entra ou sai do país [durante transferências de criptomoedas”.

Por fim, Nazar frisou que a Binance opera o mais próximo possível de órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Isso ocorre porque a exchange enxerga o Brasil como um país estratégico no mercado e quer expandir sua atuação local em conformidade com a lei.

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Júlia V. Kurtz
Editora do BeInCrypto Brasil, a jornalista é especializada em dados e participa ativamente da comunidade de Criptoativos, Web3 e NFTs. Formada pelo Knight Center for Journalism in the Americas da Universidade do Texas, possui mais de 10 anos de experiência na cobertura de tecnologia, tendo passado por veículos como Globo, Gazeta do Povo e UOL.
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