Desenvolvedor do Ethereum é preso por ajudar Coreia do Norte a evadir sanções com criptomoedas

Atualizado por Júlia V. Kurtz
EM RESUMO
  • Virgil Griffith foi condenado a cinco anos e três meses nos EUA.
  • Ele se declarou culpado de participar de uma conferência de blockchain em Pyongyang.
  • Os EUA estão cada vez mais preocupados com o papel das criptomoedas na evasão de sanções.
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O ex-desenvolvedor do Ethereum Virgil Griffith foi condenado a mais de cinco anos em uma prisão federal dos Estados Unidos por ajudar a Coreia do Norte a escapar de sanções.

Griffith foi preso em 2019 e se declarou culpado em 2021, por conspirar para violar a Lei internacional de Poderes Econômicos de Emergência. O desenvolvedor de 39 anos se apresentou em uma conferência sobre blockchain em Pyongyang após o governo dos EUA negar o seu pedido de viagem.

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O pesquisador de criptomoedas era um cidadão americano que vivia em Cingapura e trabalhou anteriormente para a Fundação Ethereum, de acordo com os relatos.

Os promotores o acusaram de aconselhar mais de 100 pessoas, incluindo algumas que pareciam ser afiliadas ao governo norte-coreano, sobre como usar criptomoedas para escapar de sanções e contornar o sistema bancário global.

Punição mais pesada

A sentença de cinco anos e três meses, imposta pelo juiz distrital americano Kevin Castel, foi o tempo mínimo de prisão que os promotores haviam pedido. Griffith pediu dois anos consideração a sua colaboração.

O juiz também impôs uma multa de US$ 100.000, que estava bem abaixo dos milhões pedido pelos promotores, que escreveram:

“Griffith é um cidadão americano que escolheu evitar as sanções de seu próprio país para prestar serviços a uma potência estrangeira hostil”.

Em sua defesa, o advogado Brian Klein disse que a sentença de 63 meses foi decepcionante, mas o juiz reconheceu “o compromisso de Virgil de seguir em frente com a sua vida, já que é uma pessoa talentosa, que tem muito a contribuir”.

Griffith, que tem doutorado no Instituto de Tecnologia da Califórnia, já havia cooperado com o FBI e “ajudado na aplicação da lei” em os crimes praticados na Dark Web, acrescentou Klein. Ele também foi descrito como um “hacker conhecido” por alguns meios de comunicação americanos, relatou a sentença.

Em dezembro de 2019, o co-fundador do Ethereum, Vitalik Buterin, expressou seu apoio a Griffith, assinando uma petição para libertá-lo.

Endurecimento das sanções à Coreia do Norte

Sanções cada vez mais rigorosas foram impostas à Coreia do Norte pelos EUA e o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em 2018, o governo dos EUA alterou essas sanções para proibir seus cidadãos de “exportarem tecnologias” para as nações que a usam de maneira desonesta.

Os EUA também estão cada vez mais preocupados com o papel que as criptomoedas podem ter nos esforços da Rússia para escapar das sanções. No entanto, essas preocupações foram amplamente refutadas por especialistas do setor, que mostraram nos ativos cripto voláteis a impossibilidade de serem usados por um país com um mercado tão grande.

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