Mercado Bitcoin chega a R$ 47 milhões em crédito com garantia em cripto

  • CriptoCrédito do MB soma R$ 47 milhões, quase metade da meta de R$ 100 milhões para 2026.
  • Solana e dólar digital entram como garantia, ao lado de Bitcoin e Ethereum.
  • Super Cashback leva a taxa a 1,59% ao mês, queda de quase 16% sobre a taxa padrão.
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O Mercado Bitcoin (MB) informou que já concedeu R$ 47 milhões por meio do CriptoCrédito, sua linha de empréstimo que usa criptomoedas como garantia. O valor equivale a quase metade da meta de R$ 100 milhões que a empresa projetou para 2026. Junto com o resultado, a plataforma ampliou os ativos aceitos como garantia. Agora a lista inclui Solana e o dólar digital, nome comercial das stablecoins atreladas ao dólar, como USDT e USDC.

Stablecoin é uma cripto cujo preço fica preso a uma moeda tradicional, em geral o dólar. Por isso ela quase não oscila, ao contrário de ativos como o Bitcoin.

Como funciona o crédito com garantia em cripto?

No CriptoCrédito, o cliente não vende suas moedas. Ele as deixa travadas como garantia e recebe reais na conta. A garantia, ou colateral, é o ativo que fica retido para assegurar o pagamento. Se a dívida for quitada, o cliente recupera as moedas. A ideia é acessar dinheiro sem desmontar uma posição de longo prazo.

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Para o VP de Negócios Cripto do MB, Fabrício Tota, o produto reflete um amadurecimento do investidor. Segundo ele, o investidor deixou de olhar para Bitcoin, Ethereum ou dólar digital apenas como ativos para comprar e vender. Agora os trata como parte de uma estratégia patrimonial mais ampla.

“Bitcoin não é só um ativo para comprar e guardar. Ele começa a virar colateral. E quando um ativo passa a ser aceito como colateral, ele entra em outra prateleira do mercado financeiro”, afirmou Tota.

Quem tomou crédito com garantia em cripto?

O perfil dos tomadores é concentrado. Mais de 60% têm de 30 a 49 anos. A maioria está na região Sudeste. O ticket médio das operações é de R$ 33 mil. O Bitcoin segue como o ativo preferido para colateral e aparece em cerca de 69% dos contratos. Os números somam o período de testes e os primeiros meses após o lançamento oficial, em março de 2026.

Por que Solana e dólar digital entraram como garantia?

A ampliação acompanha o peso das stablecoins no mercado brasileiro. Segundo a Receita Federal, esses ativos representam aproximadamente 90% do volume transacionado em cripto no país. A inclusão atende a clientes que mantêm parte do patrimônio em dólar digital e querem reais sem desfazer a posição em moeda forte, de acordo com o MB. No lançamento, em março, o CriptoCrédito aceitava apenas Bitcoin e Ethereum.

Crédito colateralizado por cripto cresce no mundo

O avanço local segue uma tendência global. Dados da empresa de análise Galaxy Research apontam que o mercado de crédito colateralizado por criptomoedas atingiu US$ 73,59 bilhões no terceiro trimestre de 2025. O volume superou o recorde anterior, de 2021. O movimento mostra investidores usando ativos digitais não só como reserva de valor, mas como instrumento para obter liquidez. No Brasil, em um cenário de juros altos, a modalidade ganha espaço entre quem busca alternativas ao crédito tradicional.

Condições da Super Cashback

O crescimento da linha ocorreu às vésperas da Super Cashback do Mercado Bitcoin. A campanha promocional acontece de terça-feira (23) a sexta-feira (26) e reúne ofertas em diferentes produtos da plataforma. Pela primeira vez, o CriptoCrédito entra na ação. Durante os quatro dias, novos contratos terão taxa promocional de 1,59% ao mês, uma redução de quase 16% frente à taxa padrão do produto.


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