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Conselho do G20 critica DeFi e alerta reguladores

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Atualizado por Anderson Mendes

EM RESUMO

  • Relatório do Conselho de Estabilidade Fiscal revelou preocupações com as falhas do DeFi.
  • Também foram citados os casos catastróficos da FTX, Terra e Celsius.
  • O conselho recomendou o monitoramento do ecossistema DeFi.
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O relatório do Conselho de Estabilidade Fiscal (FSB) do G20 apontou vulnerabilidades do sistema e sugeriu aos reguladores que incluam o DeFi nas estruturas de monitoramento.

Publicado nesta quinta-feira (16), o mais recente relatório do Conselho de Estabilidade Financeira critica as finanças descentralizadas (DeFi), afirmando que o setor de “evolução rápida” “não difere substancialmente das finanças tradicionais”.

O Conselho é uma organização internacional que representa as principais economias do G20 e emite pareceres e recomendações sobre o sistema financeiro mundial.

Os riscos do DeFi

No relatório, o FSB não enxerga no DeFi um instrumento tecnológico para aperfeiçoamento do sistema financeiro tradicional, muito pelo contrário. A principal preocupação da entidade é que o sistema DeFi agrave os defeitos do sistema tradicional. 

“Ao tentar replicar algumas das funções do sistema financeiro tradicional, o DeFi herda e pode ampliar as vulnerabilidades desse sistema”, diz o relatório.

Ao traçar um paralelo com as finanças tradicionais, fica evidenciado a preocupação com o grau de descentralização proposto pelo sistema DeFi, os perigos das pontes cripto e os bugs nos contratos inteligentes que ancoram os aplicativos DeFi.

Entretanto, os fatores de maior preocupação da entidade apontados no relatório são o “risco de execução” em plataformas de empréstimo e as stablecoins. A FTX é mencionada 28 vezes. Os casos catastróficos da Terra e Celsius também são citados no relatório do FSB.

“A liquidação automática de garantias em contratos inteligentes, que pode ser aplicada de forma desigual entre os participantes, dependendo do design do protocolo, é a principal razão pela qual a dinâmica de desalavancagem em DeFi pode ser especialmente perturbadora”, diz o relatório.

Mesmo assim, na visão da entidade, “os protocolos DeFi estão sujeitos a vários problemas operacionais e de governança que podem limitar seu alcance e apelo em relação às CEXs”.

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Receio com a economia real

Fundamentalmente os riscos e vulnerabilidades apontados pelo FSB são preocupantes na medida que afetam “as finanças tradicionais e a economia real”.

Embora ainda não exista uma integração entre os sistema, o FSB apontou que o crescimento significativo do ecossistema DeFi se popularizando como resultado da adoção em massa dos criptoativos e casos de uso no mundo real, “as interligações seriam aprofundar e o escopo para transbordamentos para [finanças tradicionais] e a economia real aumentaria.”

Por fim o relatório recomenda que o DeFi seja incluído nas estruturas de monitoramento do FSB, e determina que os atuais regimes regulatórios devem ser “aprimorados para reconhecer os riscos específicos do DeFi”.

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Thiago Barboza
Thiago Barboza é graduado em Comunicação com ênfase em escritas criativas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em 2019 conheceu as criptomoedas e blockchain, mas foi em 2020 que decidiu imergir nesse universo e utilizar seu conhecimento acadêmico para ajudar a difundir e conscientizar sobre a importância desta tecnologia disruptiva.
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