LIBRA na Argentina encerra investigação após movimento de US$ 58 milhões

  • Investigação LIBRA da Argentina chega ao fim enquanto Congresso entrega relatório no mesmo dia em que US$ 58 milhões em USDC vinculados ao caso são liquidados e movidos para SOL.
  • Carteiras inativas são reativadas após nove meses, e analistas alertam que transferências de SOL podem evitar ordens de congelamento futuro em meio a crescente vigilância judicial.
  • Líderes da comissão apresentam relatório como passo crucial para a responsabilidade política, enquanto promotores buscam evidências ligadas a supostos pagamentos indiretos a funcionários.
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A Comissão do Congresso da Argentina que investiga a criptomoeda LIBRA apresentará seu aguardado relatório final hoje, enquanto movimentações de milhões de US$ em carteiras desencadeiam novas críticas.

O momento e a magnitude levantaram questões urgentes sobre responsabilidade política, supervisão judicial e o destino dos fundos ligados a uma das investigações de cripto mais controversas da Argentina.

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Relatório final da Libra será divulgado em meio a novas evidências e ações judiciais

Maxi Ferraro, presidente da Comissão Investigativa da LIBRA, confirmou que o relatório final é o culminar de meses de depoimentos, documentos, análises técnicas e coordenação judicial.

“Veja só… bem no dia da apresentação do relatório final, após a reunião de ontem com Taiano e após o relatório do Ministério Público. A isso se acrescenta a decisão do juiz de 6/11 e as informações reveladas pela Comissão em 21/10, que foram ainda confirmadas nessa resolução judicial”, Ferraro divulgou em uma postagem.

Ontem, Ferraro e membros da Comissão se reuniram com o Promotor Carlos Taiano, entregando o que ele descreveu como evidências cruciais.

Segundo Ferraro, as informações fornecidas incluíam detalhes que poderiam estar ligados a pagamentos indiretos a funcionários públicos relacionados a um dos supostos “covis” de cripto.

Ferraro enfatizou que a Comissão agiu dentro de seu mandato de supervisão, afirmando que o relatório visa determinar quais ações ou omissões políticas “permitiram, facilitaram ou não impediram o desenvolvimento deste caso.”

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US$ 58 milhões em cripto movidos discretamente pouco antes do relatório

Enquanto o Congresso se prepara para divulgar suas conclusões, analistas on-chain detectaram uma grande atividade em carteiras ligada ao caso LIBRA.

De acordo com o pesquisador blockchain Fernando Molina, duas carteiras inativas, “Milei CATA” e “Libra: Team Wallet 1” subitamente liquidaram suas posições em USDC, totalizando mais de US$ 58 milhões, e trocaram a stablecoin por SOL.

Essas carteiras estavam inativas há nove meses. A SOL foi então movido para outro endereço conhecido como FKp1t.

“A primeira interpretação… é que fizeram isso para que o dinheiro não pudesse ser congelado… pode ser a última vez que vemos esse dinheiro visível,” Molina comentou.

Ele também destacou que as autoridades dos EUA congelaram e posteriormente descongelaram os fundos, após determinar que não havia “risco”, enquanto promotores argentinos buscaram repetidamente ordens de congelamento desde abril.

Crucialmente, o SOL não pode ser congelado, ao contrário do USDC, um detalhe que alimenta especulações sobre o timing e a intenção por trás das transferências, especialmente com o relatório da Comissão sendo divulgado hoje.

Supervisão política encontra imutabilidade cripto

Ferraro enfatizou que a missão da Comissão nunca foi simbólica.

“A supervisão política não é uma formalidade institucional, mas uma obrigação indispensável para preservar a integridade do Estado… vamos apresentar um relatório final sério e convincente.”

A Comissão argumenta que alcançou mais em meses do que outros fizeram com significativamente mais tempo, enquadrando a divulgação de hoje como um ponto de virada para a responsabilidade institucional na governança de cripto da Argentina.

A publicação do relatório final abrirá caminho para seguimento judicial, potenciais consequências políticas e novas críticas às carteiras vinculadas a LIBRA, que agora estão transferindo fundos além do alcance das ordens de congelamento.

Com promotores investigando ativamente alegados pagamentos indiretos e analistas on-chain alertando que essas transações recentes podem ser os últimos vestígios visíveis de fundos-chave, as descobertas de hoje podem remodelar a próxima fase da repressão contínua contra cripto na Argentina.


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