A Apple superou brevemente a Nvidia como a empresa mais valiosa do mundo na sexta-feira, atingindo US$ 4,92 trilhões ante US$ 4,86 trilhões da Nvidia nas primeiras horas de negociação. A Nvidia posteriormente recuperou a liderança, mas a diferença entre as duas diminuiu expressivamente.
A Apple (AAPL) subiu 1,76% para um recorde de US$ 333,26, enquanto a Nvidia (NVDA) caiu 2,40% para US$ 207,40. A disputa pelo topo do mercado agora se mostra mais acirrada do que em qualquer outro momento deste ano.
Apple avança enquanto as ações de IA apresentam queda
A empresa de monitoramento de mercado Barchart apontou a breve inversão durante as primeiras horas da sessão na sexta-feira.
Na negociação regular, a Nvidia retomou a liderança, com valor de mercado de US$ 5,02 trilhões ante US$ 4,89 trilhões da Apple. Isso deixa cerca de US$ 130 bilhões de diferença, margem considerada pequena nesse contexto.
No entanto, as tendências apontam em direções opostas. A AAPL acumulou alta superior a 7% na última semana, enquanto a NVDA recuou quase 4% ao longo do mês devido à realização de lucros.
O mapa de desempenho do Nasdaq 100 na sexta-feira evidencia essa divergência. A Apple aparece como uma das poucas megacapitalizações em alta, enquanto o setor de chips sofre perdas. A Alphabet caiu 4,44%, a Broadcom cedeu 5,03% e a AMD desvalorizou 5,33%, intensificando a queda nas ações de computação de IA iniciada no começo de julho.
Os dois gigantes dependem de motores distintos. A Apple se apoia na forte demanda do iPhone 17 e em sua divisão de Serviços, que alcançou o recorde de US$ 30,98 bilhões no último trimestre. As ações já haviam registrado um novo recorde neste mês, impulsionadas pelo aumento da procura devido à restrição de memória para aplicações de IA.
A Nvidia, por sua vez, segue apresentando crescimento acelerado. Sua receita trimestral mais recente chegou a US$ 81,6 bilhões, alta de 85,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo relatório do Yahoo Finance report. Somente a área de data center e redes cresceu 199% à medida que empresas buscam expandir a capacidade em IA.
Os fundamentos não indicam queda de demanda. A plataforma Blackwell 300 ainda está em expansão, e o guidance elevado da TSMC mostra firmeza nos pedidos de chips destinados à inteligência artificial. Investidores apenas realizam lucros após uma valorização histórica, pressionando a NVDA mesmo com o avanço operacional.
Resultado de 30 de julho pode definir a disputa pela empresa mais valiosa?
O próximo catalisador será da Apple. A empresa divulga o balanço em 30 de julho, enquanto a Nvidia só apresentará seus resultados em 26 de agosto. Isso cria uma janela de quase um mês em que a Apple define o ritmo, e a Nvidia fica sujeita a oscilações do mercado.
Analistas devem observar o crescimento dos Serviços, a receita da Grande China e quaisquer sinais iniciais do iPhone 18. A receita da Grande China chegou a US$ 25,53 bilhões no último trimestre, e traders da Polymarket atribuem atualmente 96% de chance de lançamento do iPhone 18 neste ano.
O valor de mercado define as escolhas dos investidores. A Nvidia negocia próxima de 22 vezes o lucro futuro, com índice PEG de 0,6 e previsão de receita trimestral de US$ 91 bilhões. A margem bruta gira em torno de 75%, bem acima dos cerca de 49% da Apple.
A Apple apresenta múltiplo futuro próximo de 32 vezes. O prêmio se sustenta em oito trimestres consecutivos de superação das estimativas de lucro por ação, novo programa de recompra de US$ 100 bilhões e um acordo com a Broadcom de US$ 30 bilhões que fortalece sua estratégia em silício.
A lista abaixo da Apple e Nvidia segue dinâmica, como evidenciado pela alta do valor de mercado da Micron em junho. Ainda assim, as duas primeiras se mantêm a mais de meio trilhão de dólares de distância da Alphabet, terceira colocada.
Análise do preço da AAPL mostra força acima do rompimento de US$ 315
O gráfico diário revela que a AAPL estabeleceu novas máximas históricas na quinta e sexta-feira, com o último pico em US$ 334,68. O preço segue em tendência de alta praticamente sem interrupções desde o fim de junho.
Na quinta-feira, a AAPL rompeu a resistência importante em US$ 315. Esse patamar limitou o avanço do papel durante maio e novamente em meados de julho, podendo agora atuar como suporte em eventuais correções.
O rompimento ocorreu após recuo para a faixa entre US$ 275 e US$ 280 em 26 de junho. Essa região havia funcionado como resistência desde fevereiro, e o teste bem-sucedido garantiu base para a atual recuperação.
O momento favorece o movimento. O RSI diário voltou a ultrapassar 70, indicando forte pressão compradora, embora valores tão altos também possam anteceder uma correção de curto prazo.
A permanência da Apple na liderança pode depender do balanço de 30 de julho. Um bom desempenho em Serviços e na China pode consolidar a troca, enquanto qualquer instabilidade daria espaço para a Nvidia ampliar novamente sua vantagem antes de seu próprio relatório em agosto.








