Anthropic enfrenta ação judicial por assinatura e limite de uso do Claude

  • A Anthropic foi processada em 15 de junho por limites de uso do plano Claude Max na Califórnia.
  • Autor Karl Kahn afirma que uma sessão de 5 horas consumiu 15% de sua cota semanal.
  • Ação busca status de coletiva e reembolso para assinantes da Max desde abril de 2025.
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A Anthropic foi alvo de uma ação coletiva proposta em 15 de junho devido às assinaturas Claude Max, com um usuário pagante alegando que os aumentos de uso anunciados de 5x e 20x falharam sob limites ocultos que restringiram atividades intensas.

A denúncia, apresentada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, tem como alvo os planos Max 5x de US$ 100 e Max 20x de US$ 200. O processo solicita reembolsos para assinantes desde o lançamento desses planos.

O que diz o processo?

Karl Kahn, autor da ação e residente em Washington, teria migrado para o plano Max 20x, de maior nível, visando tarefas intensivas de programação. Ele afirma que as restrições foram percebidas quase imediatamente.

De acordo com o processo, uma sessão de cinco horas consumiu 15% de sua cota semanal. Esse ritmo, segundo ele, inviabilizaria alcançar o aumento prometido de 20x em relação ao plano Pro de US$ 20.

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O processo destaca como a Anthropic estabelece os limites de uso. O consumo é reiniciado a cada janela móvel de cinco horas, além de um teto semanal independente para a atividade total. Kahn declara que nenhum desses limites era claro o suficiente para ser monitorado.

A Anthropic divulgou os planos prometendo cinco e 20 vezes mais uso comparado ao Pro. O processo aponta que esses resultados não se confirmaram em sessões contínuas de programação.

A denúncia busca status de ação coletiva para todos que adquiriram Max 5x ou Max 20x desde o lançamento das opções em abril de 2025.

O pedido inclui reembolsos e indenizações com base na legislação de defesa do consumidor. A Anthropic preferiu não se manifestar.

Por que os limites seguem sob críticas?

A Anthropic implementou os limites semanais no fim de agosto de 2025 após usuários intensivos operarem o Claude Code quase sem interrupções. Os limites são redefinidos a cada sete dias. Segundo a empresa, menos de 5% dos assinantes seriam afetados.

O descontentamento cresceu desde então. Um dos clientes corporativos gerou uma fatura de US$ 500 milhões em apenas um mês, ilustrando a rapidez do escalonamento em uso intensivo.

“Agora imagine o que enfrentam os assinantes do plano Pro. Mas isso nos faz melhorar nossas solicitações. E sempre que atinjo o limite, compro uso extra. Sai muito mais barato que o Max”, relatou um usuário em publicação.

O fator econômico é rígido. A inferência de IA segue custosa, por isso ofertas de preço fixo e “uso ilimitado” arriscam prejuízo ou serviço inferior para o conjunto dos usuários. Limites rígidos são o método que as empresas usam para administrar recursos computacionais.

Mudanças frequentes também aumentam as dúvidas sobre a confiabilidade entre os que dependem do serviço. O caso surge enquanto a Anthropic avalia abrir o capital e enfrenta outros desafios, como uma disputa de propriedade de IA relacionada ao governo Trump.

A maioria dos processos de consumidores semelhantes resulta em indenizações modestas e ressalvas mais claras, e não na exclusão dos limites.

As próximas semanas indicarão se mais assinantes Max vão se juntar a Kahn ou se a Anthropic vai reforçar a comunicação sobre os planos.


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