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Venezuela usará Tether (USDT) para burlar sanções dos EUA

3 mins
Traduzido Aline Fernandes

EM RESUMO

  • A PDVSA da Venezuela usa o Tether para se esquivar das sanções dos Estados Unidos da América (EUA).
  • Tesouro americano encerra licença para a PDVSA e estabelece prazo.
  • Surgem desafios na mudança da PDVSA para pagamentos cripto.
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A PDVSA, empresa estatal de petróleo da Venezuela, está migrando para as criptomoedas, especificamente a Tether (USDT), para contornar as novas sanções dos Estados Unidos (EUA).

Essa mudança estratégica pretende evitar que os lucros da venda de petróleo do país sejam congelados em contas bancárias no exterior.

A urgência se intensifica à medida que o Departamento do Tesouro americano impõe restrições à nação rica em petróleo devido a demandas não atendidas por reformas eleitorais.

Quais desafios a Venezuela pode enfrentar com o uso da Tether (USDT)?

Conforme a Reuters, o Tesouro dos EUA anunciou que não renovaria uma licença geral para a PDVSA. Além disso, o Tesouro americano estabeleceu o prazo de 31 de maio para que a PDVSA encerre suas operações.

Essa decisão faz parte de um esforço mais amplo de Washington para pressionar a Venezuela a fazer mudanças políticas, complicando os esforços do país para aumentar a produção e as exportações de petróleo.

Tendência para integração cripto

Com o fechamento das vias bancárias tradicionais, a mudança da PDVSA para o USDT reflete uma tendência crescente de integração da criptomoeda no comércio global de petróleo, embora ainda incipiente.

“Temos diferentes moedas, segundo o estabelecido nos contratos”, observou o ministro do Petróleo da Venezuela, Pedro Tellechea.

Cripto garante flexibilidade

A observação de Tellechea destaca a flexibilidade que a PDVSA está integrando em seus sistemas de pagamento. O mercado global de petróleo transaciona predominantemente em dólares americanos, o que torna a mudança para criptomoedas uma divergência notável.

A mudança gradual da PDVSA para a criptomoeda começou no ano passado, mas ganhou impulso após a reimposição das sanções dos EUA. Consequentemente, até o final do primeiro trimestre, a PDVSA mudou muitos de seus negócios de petróleo spot para um modelo que exige o pagamento antecipado de metade do valor da carga em USDT.

Além disso, a empresa também exige que os novos clientes que participam de transações de petróleo tenham criptomoedas. A PDVSA também está aplicando retroativamente essa exigência a alguns contratos existentes.

Ceticismo

No entanto, essa mudança tem seus desafios. O uso do USDT para grandes transações, como a venda de petróleo, ainda é raro e encontra ceticismo nos setores comerciais.

“As transações em USDT, como a PDVSA está exigindo que sejam, não passam pelo departamento de conformidade de nenhum comerciante, portanto, a única maneira de fazê-las funcionar é trabalhando com um intermediário”, disse um comerciante de petróleo.

Embora necessária para atender aos requisitos de transações digitais, essa dependência de intermediários pode fazer com que uma parte menor dos lucros do petróleo chegue às contas da PDVSA, já que os intermediários recebem sua parte.

A eficácia e a segurança do uso de criptomoedas como o USDT para contornar as sanções estão sendo examinadas.

Tether (USDT), a preferida

A Tether tem sido proativa no congelamento de contas relacionadas as violações da OFAC, indicando uma postura de conformidade que se alinha às regulamentações dos EUA. Além disso, a rastreabilidade das transações de blockchain acrescenta outra camada de complexidade, expondo potencialmente atividades ilícitas.

Guillermo Fernandes, fundador da empresa de análise de blockchain Blockpliance, expressou ceticismo quanto à adoção imediata da criptomoeda para tais fins.

“Embora eu entenda que as criptomoedas oferecem muitas vantagens para o comércio internacional de petróleo, é difícil justificar que a Venezuela se volte para o sistema de criptomoedas sem antes estabelecer uma estrutura regulatória local e um órgão de reconciliação nacional que possa responder e publicar um balanço de pagamentos eficaz para as vendas nacionais de petróleo bruto”, disse Fernandes à BeInCrypto.

No entanto, o ministro Tellechea continua otimista quanto à capacidade da Venezuela de contornar as sanções e expandir seus projetos de petróleo e gás.

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Aline Fernandes
Aline Fernandes atua há 20 anos como jornalista. Especializada nas editorias de economia, agronegócio e internacional trabalha na BeINCrypto como editora do site brasileiro. Já passou por diversas redações e emissoras do país, incluindo canais setorizados como Globo News, Bloomberg News, Canal Rural, Canal do Boi, SBT, Record e Rádio Estadão/ESPM. Atuou também como correspondente internacional em Nova York e foi setorista de economia dentro do pregão da BM&F Bovespa, hoje B3 -...
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