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A última turbulência do Bitcoin antes de decolar?

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Atualizado por Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • Bitcoin atingiu a mínima de US$ 42.000.
  • O volume de liquidação atingiu 58.202 BTC, o segundo maior em 2021.
  • A taxa de financiamento perpétuo de contratos futuros tornou-se negativa.
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O preço do Bitcoin (BTC) sofreu uma queda repentina para $ 42.000 no fim de semana, seguido por uma forte recuperação e estabilização em torno de US$ 49.000.

A queda do Bitcoin foi causado por uma liquidação em cascata de contratos futuros. Traders e investidores tiveram 58.202 unidades de BTC liquidados, o que acarretou a segunda maior liquidação do ano.  

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Ao mesmo tempo, a estrutura da ação do preço do BTC desde o segundo trimestre indica um longo período de consolidação abaixo do importante nível de resistência de 1,618 de Fibonacci. Há argumentos de que a última queda resulte na próxima onda de alta. No entanto, ao comparar o fractal atual com os ciclos anteriores, existem algumas semelhanças e desvios estruturais.

Histórico de liquidações em 2021

A queda do Bitcoin para a mínima de US$ 42.000 foi impulsionada por uma cascata de liquidações de posições compradas nos mercados futuros. O analista @TXMCtrades tuitou um gráfico da mudança de 1 dia nos contratos em aberto para todo o ano de 2021.

Fonte: Twitter

No sábado (4), traders perderam um total de 58.202 BTC como resultado da liquidação de suas posições. Este foi o segundo maior evento desse tipo no ano, atrás apenas do ocorrido em 19 de maio, quando 79 244 BTC foram liquidados em um único dia.

Analisando a mudança no gráfico de contratos futuros em aberto entre 3 e 4 de dezembro, é possível observar a escala dessas liquidações. Acontece que as posições totais dos traders foram reduzidas em impressionantes US$ 4,3 bilhões em um único dia. Isso representa uma queda de até 20,5% – de US$ 20,9 bilhões para US$ 16,6 bilhões.

Fonte: Glassnode

Uma consequência de um evento desse porte é uma mudança instantânea na taxa de financiamento perpétuo de futuros. O analista da rede @DylanLeClair tuitou um gráfico que ilustra essa mudança. Por meio dos aumentos nos últimos 4 meses, contados a partir de agosto, os traders com posições compradas geralmente tiveram que pagar para manter suas posições (barras verdes).

Fonte: Twitter

No sábado, ocorreu uma variação acentuada e a taxa de financiamento desceu para cerca de -0,03%. Essa comissão agora deve ser paga pelos detentores de posições vendidas. Este é o valor mais baixo desde julho de 2021.

Última queda do Bitcoin?

Os dados acima indicam que muitos participantes do mercado de criptomoedas não esperavam uma queda tão drástica. Em novembro, os principais analistas previam que o Bitcoin poderia chegar a custar cerca de US$ 98.000, então o sentimento do mercado estava claramente otimista. Esse sentimento foi reforçado por dados históricos, que indicavam que novembro e dezembro eram meses de alta no mercado.

Apesar da aparente falta de altas parabólicas, ainda existem muitos argumentos para uma continuação da tendência de alta. Estes são consistentes com a hipótese dos ciclos do Bitcoin e a possibilidade de um pico em 2022.

Uma dessas análises foi publicada no domingo (5) no Twitter pelo analista @TechDev_52. Ele compara aspectos técnicos da estrutura fractal do ciclo atual com os últimos dois ciclos de alta. Em todos os casos, o período interessante é quando a macro resistência da retração externa de 1,618 de Fibonacci é alcançada, medindo desde o pico do mercado em alta anterior até o fundo do próximo ciclo.

Em todos os casos, é observado uma consolidação de diversos meses abaixo do nível de 1,618. Nos dois ciclos anteriores, o movimento terminou com um rompimento acima desta resistência e uma continuação parabólica em direção a uma nova máxima histórica de preço.

Curiosamente, a correção sempre alcançou o nível de retração externa de 1,272. Isso foi seguido por um rompimento impulsivo da linha de resistência de queda (tracejado em amarelo) e sua confirmação (reteste).

No entanto, o mais importante da perspectiva da queda atual é a linha horizontal branca visível em todos os gráficos. Ela marca o nível de oscilação após o rompimento, que nos fractais anteriores foi posteriormente retestado de forma otimista. Isso aconteceu pouco antes do rompimento definitivo acima do nível de resistência macro de 1,618.

Desvios estruturais

No entanto, @TechDev_52 aponta “desvios estruturais”. A linha branca do pico anterior foi rompida. Além disso, o preço não conseguiu manter a chamada banda de suporte do mercado em alta, formada pelas médias de 20 e 21 semanas. Historicamente, isso costuma ser um sinal de reversão de tendência. Apesar desses sinais de baixa, o analista destaca que o preço superou a média semanal de 50 períodos, que também serviram de suporte durante as baixas de julho.

“Este ciclo respeitou a média de 50 períodos como o último respeitou a de 20 períodos”.

Se, apesar de alguns desvios, a estrutura fractal for preservada, há uma chance de que esta seja a última queda do Bitcoin antes que a tendência de alta continue. No entanto, para que isso aconteça, o nível de 1,618 próximo a US$ 61.500 precisa ser recuperado e validado como suporte.

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Jakub Dziadkowiec
PhD e professor assistente em uma universidade internacional em Lublin, Polônia. Passou 10 anos estudando filosofia da natureza e ciência do esporte. É autor de 4 livros e duas dúzias de artigos científicos. Agora, ele está usando sua mente em benefício da comunidade de criptomoedas. Entusiasta da análise técnica, guerreiro do Bitcoin e um forte defensor da ideia de descentralização. Duc in altum!
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