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Tesouro dos EUA sanciona russos e congela endereços USDT por informações falsas

2 mins
Atualizado por Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • OFAC sancionou cidadãos russos Ilya Andreevich Gambashidze e Nikolai Aleksandrovich Tupikin por facilitarem a desinformação.
  • Russos criaram campanhas falsas de notícias em pelo menos 60 websites criados pelas empresas.
  • Carteiras com USDT são congeladas.
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O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA sancionou dois cidadãos russos por disseminação de informações falsas. As autoridades também congelaram dois endereços USDT na rede TRON.

Ilya Andreevich Gambashidze, Nikolai Aleksandrovich Tupikin e suas empresas foram acusados pelo governo dos EUA por facilitar e divulgar informações falsas durante processos eleitorais em nome do Kremlin.

Conforme a OFAC, a dupla criou campanhas mal-intencionadas em todo mundo, para enganar eleitores e minar a confiança das vítimas em seus governos.

No outono de 2022, Tupikin e Gambashidze implementaram uma campanha que se fazia passar por websites de notícias, encenavam vídeos e contas falsas nas redes sociais., explica o Tesouro americano.

Juntos, os grupos criaram mais de 60 endereços na internet se passando por veículos de comunicação europeus, organizações sociais e governamentais.

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Endereços cripto congelados

Duas carteiras associados a Gambashidze foram congeladas na ação.

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O gráfico do Chainalysis Reactor abaixo mostra que as carteiras de Gambashidze receberam mais de US$ 200.000 em USDT na rede TRON, uma parte significativa veio diretamente da exchange  russa sancionada Garantex . 

Ele então sacou a maioria de seus fundos para um único endereço de depósito em uma exchange convencional. Estas transações destacam o envolvimento contínuo da Garantex nas atividades ilícitas do governo russo, diz um relatório da Chainalisys sobre o caso.

Fonte: Chainalysis

Por que a OFAC sancionou Gambashidze e Tupikin

Fundada por Gambashidze, a Social Design Agency ( SDA ) e a Company Group Structura LLC ( Structura ) de Tupikin são companhias com sede na Rússia que contrataram pessoas com único objetivo. Espalhar desinformação sobre eleições estrangeiras e conflitos políticos, sob a orientação do governo russo. 

“Estamos empenhados em expor as extensas campanhas russas de engano dirigidas pelo governo, que pretendem enganar os eleitores e minar a confiança nas instituições democráticas nos Estados Unidos e em todo o mundo”, disse o subsecretário do Tesouro para o Terrorismo e Inteligência Financeira, Brian E. Nelson. 

“Os Estados Unidos, juntamente com os nossos aliados e parceiros, permanecem firmes na defesa dos nossos princípios democráticos e da credibilidade das nossas eleições.”

Atividade russa constante e antiga

Esta não é a primeira vez que a OFAC sanciona cidadãos russos envolvidos em campanhas de desinformação envolvendo criptomoedas. 

Em abril de 2021, o órgão indicou a Associação para Pesquisa Livre e Cooperação Internacional (AFRIC), como uma empresa de fachada de Yevgeniy Prigozhin e afiliada à Agência de Pesquisa na Internet (IRA), uma conhecida fazenda de trolls russa envolvida em interferir nas eleições presidenciais de 2016.

Por fim, em 2023, o Conselho da União Europeia adicionou a Gambashidze, a lista de indivíduos sancionados por visar eleitores na Ucrânia e em vários países da Europa Ocidental. Pouco depois, entretanto, ele apareceu no radar do Departamento de Estado dos EUA por espalhar informações falsas pela América Latina.

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Aline Fernandes
Apaixonada pelo que faz, Aline Fernandes é uma profissional que atua há 20 anos como jornalista. Especializada nas editorias de economia, agronegócio e internacional trabalha na BeINCrypto como editora do site brasileiro. Já passou por quase todas as redações e emissoras do país, incluindo canais setorizados como Globo News, Bloomberg News, Canal Rural, Canal do Boi, SBT, Record e Rádio Estadão/ESPM. Atuou também como correspondente internacional em Nova York e foi setorista de economia...
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