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Empresa do Reino Unido transferiu criptomoedas para mercador de armas da Rússia

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Atualizado por Thiago Barboza

EM RESUMO

  • Uma empresa do Reino Unido transferiu criptomoedas para um mercador de armas da Rússia.
  • As transações ocorreram em maio de 2023.
  • O recipiente foi sancionado pelos EUA por envolvimento na guerra com a Ucrânia.
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Uma empresa de ativos digitais do Reino Unido supostamente transferiu milhões de dólares para carteiras de criptomoedas ligadas a mercadores de armas da Rússia que sofreram sanções dos EUA.

Conforme o The Guardian, as transferências somam mais de US$ 4,2 milhões.

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Empresa enviou criptomoedas a criminoso

Uma reportagem do jornal, em conjunto com o Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo (ICIJ) indica que a empresa de criptomoedas Copper Technologies foi responsável pela transferência. Ela enviou o dinheiro a Jonatan Zimenkov, um cidadão da Rússia nascido em Israel.

Isso ocorreu 19 meses antes de os EUA o sancionarem devido a seu envolvimento com a guerra na Ucrânia. Na época, a secretaria de controle de ativos estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro do país acusou Zimenkov e seu pai, Igor Zimenkov, de se envolverem com “múltiplas vendas de helicópteros e cibersegurança da Rússia’.

Em seguida, a OFAC divulgou a carteira de Etherem do criminoso. Foi para essa mesma carteira que a Copper Technologies enviou cerca de 1.700 ETH. Isso ocorreu em duas transações diferentes, em maio de 2021.

“A Copper leva a sério suas obrigações de compliance, legais e regulatórias e agiu em compliance com todos os padrões de regulamentação, incluindo todas as proibições e sanções aplicáveis no Reino Unido”, disse um porta-voz da empresa.

O The Guardian reforça que, na época em que as transações ocorreram, a Copper realmente não transgrediu nenhuma lei ou regulamentação. A sede da Copper ficava no Reino Unido na época das transações. A empresa se mudou para a Suíça desde então.

Reino Unido luta para ser um hub cripto

O Reino Unido, sob o comando do Primeiro-ministro Rishi Sunak, quer se tornar um hub mundial de criptomoedas. Uma das medidas do país é a implementação de ampla regulamentação do setor.

Ela inclui requerimentos de conheça-seu-cliente (KYC) para identificar quem está nas pontas de uma transação de criptomoedas. Mas, na época das transferências, a lei não obrigava a Copper a identificar o dono da carteira recipiente – no caso, Zimenkov.

Além disso, as empresas podem fazer um relatório de atividade suspeita (SAR) nesses casos. Isso ocorre mesmo que não haja nenhuma ilegalidade aparente.

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Júlia V. Kurtz
Editora-chefe do BeInCrypto Brasil. Jornalista de dados com formação pelo Knight Center for Journalism in the Americas da Universidade do Texas, possui 10 anos de experiência na cobertura de tecnologia pela Globo e, agora, está se aventurando pelo mundo cripto. Tem passagens na Gazeta do Povo e no Portal UOL.
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