A inflação dos EUA desacelerou mais rapidamente do que o previsto por economistas hoje (14), trazendo um resultado expressivo para ativos de risco, incluindo criptomoedas.
O Bureau of Labor Statistics informou que o CPI geral de junho ficou em 3,5% na comparação anual, abaixo da projeção consensual de 3,8%. O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, registrou 2,6% ao ano, ante expectativas entre 2,8% e 2,9%. Os preços gerais também caíram 0,4% em relação ao mês anterior. O Bitcoin retomou o patamar de US$ 63 mil com a divulgação.
Dados indicam alívio nas pressões
O relatório representa uma redução clara em relação ao índice de 4,2% em maio, favorecida pelos custos menores de energia. O núcleo do índice apresentou variação mensal de 0,0%, sinalizando que o avanço dos preços está perdendo força.
Para os mercados de cripto, os impactos são diretos. Uma inflação abaixo do esperado normalmente reduz a necessidade de aperto monetário acelerado, incentivando liquidez e posições de risco. O Bitcoin e principais tokens subiram no início do pregão diante da queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro.
Warsh mantém postura firme sobre a política monetária
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, ao depor no Congresso no mesmo dia, reiterou a vigilância do banco central.
“…O Fed não tolera inflação persistentemente alta…”, afirmou.
Ele destacou que “…a inflação subjacente é definida pela política monetária…”, ponto recorrente de Warsh desde que assumiu o cargo.
Warsh também descreveu o mercado de trabalho como “…amplamente estável…”, afastando preocupações imediatas sobre uma eventual mudança na política em razão de fragilidade econômica. A meta para a taxa dos fundos federais permanece entre 3,50% e 3,75%.
A posição adotada por Warsh reflete o foco do Fed, desde 2022, em restabelecer a estabilidade dos preços após a inflação mais elevada em 40 anos.
O índice divulgado hoje, contudo, fornece a indicação mais forte até agora em 2026 de que o processo de desinflação está avançando, informação relevante para investidores que acompanharam o prolongamento do ambiente restritivo em ciclos anteriores devido à resiliência dos preços.
Agora, as atenções do mercado se voltam para a reunião do FOMC em julho e as próximas leituras de inflação. Um desaquecimento sustentado pode flexibilizar as condições financeiras e favorecer ativos de risco ao longo do segundo semestre.
Com a inflação se aproximando do objetivo de 2% do Fed, o equilíbrio entre vigilância e oportunidades permanece decisivo para investidores de criptomoedas.









