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Sidechain do Axie Infinity sofre hack de US$ 625 milhões e tokens desabam

3 Min.
Atualizado por Anderson Mendes

Resumo

  • Hackers conseguiram ter acesso a maioria dos validadores da rede Ronin, conseguindo roubar US$ 625 milhões em ETH e USDC.
  • Ataque foi feito na semana passada, mas somente nesta terça-feira (29) que a equipe responsável pela Ronin ficou ciente do ocorrido.
  • Tokens AXS e RON desabaram 10% e 30% após o anúncio do hack.
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A Ronin Network (RON), sidechain do Axie Infinity, foi vítima de um ataque hacker na semana passada, com os criminosos conseguindo roubar cerca de US$ 625 milhões dos usuários da rede.

Na última quarta-feira (23), cinco dos nove nós validadores da rede Ronin foram comprometidos pelos invasores, que conseguiram dessa forma drenar em apenas duas transações 173.600 unidades de Ethereum (ETH) e 25,25 milhões de unidades de USD Coin (USDC).

Pela cotação atual, o montante roubado é de aproximadamente US$ 625 milhões, sendo o maior valor já visto em um ataque hacker contra um protocolo de finanças descentralizadas (DeFi).

Apesar da invasão e do alto montante transferido, a equipe de segurança da Ronin só ficou ciente do ocorrido na manhã desta terça-feira (29), após um usuário relatar problemas na hora de sacar seus fundos em ETH da rede.

Após o anúncio, os tokens AXS e RON sofreram fortes quedas. Enquanto o primeiro chegou a desabar cerca de 10% em apenas algumas horas, o segundo desvalorizou quase 30%, segundo o CoinGecko.

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Ação dos hackers

A Ronin Network opera com nove validadores, sendo necessário à validação de cinco destes para a autorização de um depósito ou saque em sua rede. Dessa forma, ao controlar todos os quatro validadores da Sky Mavis, empresa proprietária do Axie Infinity, e um validador terceirizado da Axie DAO, os hackers conseguiram ter acesso livre para transferir os fundos depositados na sidechain.

Segundo o comunicado, a porta de entrada para os criminosos teria sido o nó RPC sem taxas da rede, que deu acesso a assinatura do validador do Axie DAO. Em novembro do ano passado, a Sky Mavis assinou diversas validações neste nó como se fosse o Axie DAO, para evitar que a Ronin sofresse um congestionamento de rede.

Vale lembrar que a sidechain chegou a processar cinco vezes mais transações do que a rede principal do Ethereum em momentos de pico.  Apesar dessa ação da proprietária do Axie Infinity ter sido pontual, o acesso à lista de permissões deste nó não foi revogado, com a brecha sendo explorada pelos hackers.

“Uma vez que o invasor obteve acesso aos sistemas Sky Mavis, ele conseguiu obter a assinatura do validador Axie DAO usando o RPC sem taxas. Confirmamos que a assinatura nos saques fraudulentos corresponde aos cinco validadores suspeitos.”

Medidas tomadas pela Ronin

A equipe responsável pela Ronin anunciou diversas mudanças para “se proteger de futuros ataques” e resolver a brecha explorada pelos criminosos. Entre elas, está a paralisação temporária da sidechain e da exchange descentralizada (DEX) do Axie Infinity, a Katana.

A rede também informou estar trabalhando com a empresa de segurança cripto Chainalysis e com diversas agências governamentais para “monitorar os fundos roubados” e “garantir que os criminosos sejam levados à justiça”.

Por fim, foi anunciado que a partir de agora a Ronin exigirá a validação de oito dos nove validadores para que uma transação de saque ou deposito seja confirmada em sua rede. “Estaremos expandindo o conjunto de validadores ao longo do tempo, em um cronograma acelerado”.

Para Heloísa Passos, CEO da Sp4ce Games, maior empresa de jogos play-to-earn (P2E) do Brasil, a pouca quantidade de nós validadores que a Ronin possui no momento já era um indicativo de falta de segurança e centralização da rede.

“O ocorrido, que veio a tona hoje, mostra o quanto é importante a descentralização. Um projeto desse tamanho ter apenas nove validadores, praticamente todos da Sky Mabis, apresenta algo que poderia ser um indício de falha de segurança”.

A líder da Sp4ce Games, que recentemente fechou parceria com a exchange CoinEx, ainda destaca que a descentralização de qualquer rede e uma maior aplicação de governança da própria comunidade reforçam sua estabilidade perante possíveis invasores.

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Anderson Mendes
Membro ativo da comunidade de criptoativos e economia em geral, Anderson é formado pela Universidade Positivo, e escreve sobre as principais notícias do mercado. Antes de entrar para a equipe brasileira do BeInCrypto, Anderson liderou projetos relacionados à trading, produção de notícias e conteúdos educacionais relacionados ao mundo cripto no sul do Brasil.
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