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O que se sabe sobre a certificação de influencers cripto na França?

2 mins
Por Josh Adams
Traduzido Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • Reguladores lançaram o “Certificado de Influencer Responsável” para influencers financeiros e cripto na França.
  • O certificado cobre uma gama de produtos financeiros, incluindo criptomoedas, mas exclui serviços bancários e de seguros.
  • Influencers devem passar em 75% de um exame de 25 questões, mas ele é opcional.
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Os reguladores financeiros e publicitários da França se uniram para lançar um novo programa de certificação para influencers cripto e financeiros. A iniciativa quer profissionalizar a indústria e proteger os investidores.

No entanto, este certificado permanecerá opcional para criadores de conteúdo.

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A Autorité des Marchés Financiers (AMF) e a Autorité de Régulation Professionnelle de la Publicité (ARPP) divulgaram novos detalhes sobre o programa em seu site oficial.

O papel crescente de influencers nas finanças

As gerações mais jovens dependem cada vez mais de influencers para conselhos financeiros. Redes sociais, especialmente Instagram e TikTok, por exemplo, tornaram-se centros populares para dicas de investimento e negociação.

Para obter o “Certificado de Influência Responsável”, os influencers devem pontuar 75% ou mais em um exame de 25 questões. Este módulo só está disponível em seguida à conclusão do certificado geral mais amplo. Obter este certificado não é um pré-requisito para se tornar um influenciador financeiro na França.

O currículo aborda as complexidades jurídicas da promoção de ofertas de investimento e destaca áreas de publicidade restritas. Isto aplica-se especialmente a contratos de alto risco, como opções binárias e certos CFDs em Forex.

O que se sabe sobre a certificação de influencers cripto na França?
Fonte: Statista.com

No entanto, certas marcas na França tendem a colaborar apenas com influencers certificados. Os órgãos emissores também têm o poder de rescindir o certificado, dependendo dos termos.

Os reguladores revelaram planos para o “Certificado de Influência Responsável” em julho de 2022. O módulo expandido abrangerá, por exemplo, criptomoedas, ativos digitais e produtos financeiros tradicionais, como ações, títulos, ETFs, fundos e derivativos. No entanto, exclui deliberadamente assuntos como bancos e seguros.

O imperativo para a certificação

O mercado de influencers, povoado por jovens legalmente inexperientes, tem encontrado vários desafios. Por exemplo, um estudo de 2021 da ARPP que analisou 30.000 peças de redes sociais revelou que 25% dos influencers não declararam adequadamente as suas associações de marca.

Esta descoberta levou à estreia do programa de certificação de influencers em setembro de 2021. Desde então, ele foi atualizado e refinado.

O objetivo do governo é capacitar melhor os influencers para orientar seus seguidores e proteger potenciais investidores.

No contexto desse desenvolvimento, os influencers cripto enfrentam complicações legais. No início de 2023, por exemplo, Edwin Garrison entrou com uma ação coletiva de US$ 1 bilhão contra “influencers da FTX” e partes relacionadas.

Iniciado em 15 de março, na Flórida, o processo acusa os réus, incluindo oito YouTubers e uma entidade de gestão de talentos, de não divulgarem vínculos de patrocínio e de não terem a devida diligência.

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Júlia V. Kurtz
Editora-chefe do BeInCrypto Brasil. Jornalista de dados com formação pelo Knight Center for Journalism in the Americas da Universidade do Texas, possui 10 anos de experiência na cobertura de tecnologia pela Globo e, agora, está se aventurando pelo mundo cripto. Tem passagens na Gazeta do Povo e no Portal UOL.
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