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O que o rebranding do Twitter para X pode ensinar ao marketing cripto?

3 mins
Por Bary Rahma
Traduzido Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • O rebranding do Twitter de Elon Musk para "X" oferece inúmeras lições para a indústria cripto.
  • Fatores como brand equity, ressonância cultural e tomada de decisão estratégica se destacam.
  • O delicado equilíbrio entre evolução e revolução da marca exige consideração cuidadosa.
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Em um movimento ousado e inesperado, o bilionário da tecnologia Elon Musk transformou uma das redes sociais mais reconhecidas do mundo, o Twitter, em “X”. O familiar pássaro azul foi substituído, marcando o fim de uma era.

A mudança deixou muitos profissionais de marketing e anunciantes refletindo sobre as lições que podem ser aprendidas com esse movimento audacioso.

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Tchau Twitter, Bem-vindo X

O rebranding do Twitter ressalta o poder inegável do brand equity, que oscilava entre US$ 4 bilhões e US$ 20 bilhões antes da transformação. Esse valor monumental não foi um mero capricho de mercado. Foi uma prova de anos de construção de marca, envolvimento do usuário e profunda integração cultural.

Para projetos de cripto emergentes que procuram marcar seu território, por exemplo, a trajetória do Twitter destaca os benefícios de promover e nutrir uma identidade de marca consistente. Ainda assim, o recente rebranding sinaliza possíveis armadilhas, especialmente o risco de desconexão cultural.

Fonte: Statista

Por meio de seu nome e logotipo icônico, o Twitter integrou-se perfeitamente à tapeçaria do discurso moderno. Verbos como “tuitar” ou “retuítar”, por exemplo, tornaram-se moeda linguística comum, simbolizando o impacto global da plataforma.

Mas todo esse trabalho duro foi “destruído da noite para o dia”, de acordo com Neil Cooper, chefe de design da Wolff Olins London.

“Esta pode ou não ser a pior reformulação da marca dos últimos anos, mas certamente será um estudo de caso para estudantes de design por muitos anos”, disse Cooper.

Criptomoedas estabelecidas e plataformas DeFi devem agir com cuidado ao alterar os principais elementos da marca. A lição aqui? Pese o valor do existente contra o fascínio do novo.

Qualquer empreendimento cripto que pretenda fazer a transição do nicho para o mainstream deve priorizar a criação de elementos de marca que ressoem cultural e linguisticamente.

Puro Ego ou Estratégia de Negócios?

A transição do Twitter para “X” levanta a questão da estratégia versus ego. Muitos rejeitaram a ação de Musk como uma “decisão do ego” divorciada de uma estratégia de negócios sólida.

“É completamente irracional do ponto de vista comercial e de marca. Para mim, vai entrar para a história como um dos mais rápidos desdobramentos de um negócio e marca de todos os tempos”, disse o cofundador da Metaforce, Allen Adamson.

Depois, há o fator de confiança. Musk sugeriu empurrar o “X” para o setor de bancos e pagamentos. No entanto, o lançamento de tais iniciativas sob uma bandeira totalmente nova pode ser visto com ceticismo.

A confiança é construída meticulosamente e facilmente destruída, especialmente nos mercados financeiros.

 “Só acho que os clientes fora do núcleo de fãs de Musk realmente teriam dificuldades para usar o Twitter para trocar seu dinheiro”, disse o professor assistente da Vanderbilt University, Joshua White.

Este deve ser um lembrete para os empreendimentos cripto. À medida que crescem e evoluem, é crucial que qualquer rebranding permaneça ancorado em objetivos estratégicos e não em caprichos pessoais.

Projetos cripto estabelecidos que contemplam um rebranding devem pesar a perda potencial de confiança contra o fascínio de uma nova identidade.

Empoderando a comunidade

Parte integrante da abordagem de rebranding de Musk foi sua decisão de coletar elementos de design da vasta base de usuários da plataforma. Curiosamente, esta iniciativa reforça o valor do feedback, permitindo que os usuários façam parte do processo de tomada de decisão.

No espírito descentralizado das criptomoedas, a comunidade não é apenas um público passivo, mas um participante ativo. Incentivar esse envolvimento durante o rebranding pode criar laços mais fortes e cultivar a lealdade.

Finalmente, há a consideração da evolução da marca versus revolução da marca. Gigantes da tecnologia como Google e Facebook traçaram um caminho de evolução da marca – mudanças que, embora significativas, mantiveram uma sensação de familiaridade para os usuários.

Por outro lado, a abordagem de Musk com o Twitter foi nada menos que revolucionária, deixando de lado anos de herança de marca.

Em suma, os profissionais de marketing cripto, especialmente aqueles que procuram reformular seus projetos, estão nessa encruzilhada e devem deliberar sobre os benefícios e desvantagens de cada abordagem.

Embora a trajetória futura do “X” permaneça desconhecida, seu nascimento das cinzas do Twitter oferece muitos insights para os profissionais de marketing de criptomoedas. Conforme moedas digitais e os projetos de blockchain ganham força, é necessário decifrar e aplicar essas lições.

E como dizem, quem não aprende com a história está condenado a repeti-la.

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Júlia V. Kurtz
Editora-chefe do BeInCrypto Brasil. Jornalista de dados com formação pelo Knight Center for Journalism in the Americas da Universidade do Texas, possui 10 anos de experiência na cobertura de tecnologia pela Globo e, agora, está se aventurando pelo mundo cripto. Tem passagens na Gazeta do Povo e no Portal UOL.
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