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O impacto do Bitcoin nas CBDCs e sociedade tokenizada

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Atualizado por Bruna Brambatti

Com a chegada do Bitcoin há 15 anos, a economia que conhecíamos há séculos mudou. Com o advento da blockchain, a forma de transacionar e validar operações financeiras, por exemplo, com contratos inteligentes, transformou o mercado chamado de “tradicional”.

É neste mercado não convencional que estão os bancos centrais, instituições financeiras e de pagamentos com regras rígidas.

O setor dos criptoativos com natureza descentralizada, se mostrou uma ótima solução global para, por exemplo, diminuir drasticamente custos e tempo de operações, garantir transparência, rastreabilidade e outros benefícios.

Sucessos e tragédias

O ecossistema explodiu e ganhou fama global com NFTs entre 2020 e 2021, tornando-se palavra do ano no dicionário Collins. Depois, tornou-se o “lobo mau” com o colapso de gigantes como a FTX. Quando a empresa declarou falência, o CEO transitava na alta cúpula política dos Estados Unidos.

Ainda vivendo os longos dias de inverno cripto, que parece estar arrefecendo, o ecossistema segue em frente.

Leia mais: As 10 criptomoedas para investir em janeiro de 2024

Cheio de altos e baixos, o fato é que a capitalização total do mercado de criptoativos ultrapassa US$ 1,32 tri. E os números chamaram a atenção dos reguladores, bancos tradicionais, instituições e provedores de pagamentos.

O dinheiro do futuro

Estamos entrando na era da Sociedade Tokenizada. Hoje 11 países em todo mundo já lançaram suas CBDCs, (moedas digitais de bancos centrais) entre eles Nigéria, Bahamas, Jamaica, Caribe e Anguila (território britânico ultramarino no Caribe Orienta), de acordo com dados do Atlantic Council.

Na China, segunda maior economia do globo, o projeto-piloto do Yuan Digital, que atinge 260 milhões de pessoas, está sendo testado em mais de 200 cenários, incluem transportes públicos, pagamentos de estímulos e comércio eletrônico.

Atualmente, 130 países, representam 98% do PIB global, estão explorando a CBDC, incluindo o Brasil. Em maio de 2020, apenas 35 países consideravam uma moeda digital própria. O gráfico abaixo foi chamado de A corrida do futuro do dinheiro.

O impacto do Bitcoin nas CBDCs e sociedade tokenizada
Fonte: Atlantic Council

19 nações do G20 estão em fase avançada de desenvolvimento da CBDC. Destes, 9 já estão na etapa piloto.

“Quase todos os países do G20 fizeram progressos significativos e investiram novos recursos nestes projetos ao longo dos últimos seis meses”, diz a Atlantic Council em sua plataforma que monitora os avanços das CBDCs.

Nos Estados Unidos, o progresso da CBDC de varejo estagnou. No entanto, outros bancos do G7, incluindo os Bancos da Inglaterra e do Japão, estão trabalhando nas suas versões próprias. O Banco Central Europeu trabalha em regulamentações e no avança com sua CBDC.

O impacto do Bitcoin nas CBDCs e sociedade tokenizada
Fonte: Atlantic Council

O Brasil está entre as economias que estão em desenvolvimento avançado do projeto piloto. A Drex, do Banco Central.

O Banco de Compensações Internacionais (BIS), o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial também já emitiram comunicados sobre o usos de stablecoins, CBDCs e criptoativos no sistema bancário global.

Sociedade tokenizada

A tokenização de ativos do mundo real (RWA) experimentou um notável crescimento no mercado financeiro em 2023, de acordo com um relatório recente da RedStone.

O setor movimentou mais de R$ 3 bilhões (ou cerca de US$ 630 milhões) ao longo do ano, representando um impressionante crescimento de 453% no processo de tokenização RWA.

O “Relatório RWA: um mergulho no mercado em 2023” também detalha os principais tipos de ativos tokenizados, como créditos de carbono, ações e commodities, além de identificar as empresas líderes na tokenização desses ativos.

A tokenização de ativos acontece na blockchain e conforme o relatório a tecnologia permitirá a integração do mercado tradicional com o DeFi.

Um estudo mais antigo do Citbank, de março deste ano, projeta o setor em R$ 20 trilhões até 2030.

É impossível dizer que Satoshi Nakamoto não tem nada a ver com isso.

No próximo artigo, falaremos sobre os avanços da regulamentação cripto em um mercado que nasceu descentralizado. Polêmico. E você? O que pensa sobre isso? Me escreva e conte: [email protected]

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Aline Fernandes
Apaixonada pelo que faz, Aline Fernandes é uma profissional que atua há 20 anos como jornalista. Especializada nas editorias de economia, agronegócio e internacional trabalha na BeINCrypto como editora do site brasileiro. Já passou por quase todas as redações e emissoras do país, incluindo canais setorizados como Globo News, Bloomberg News, Canal Rural, Canal do Boi, SBT, Record e Rádio Estadão/ESPM. Atuou também como correspondente internacional em Nova York e foi setorista de economia...
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