NFTs não morreram: eles apenas evoluíram (e muito)

  • NFTs deixaram de ser colecionáveis para se tornarem chaves de identidade, acesso e pertencimento na Web3.
  • Marcas como Starbucks, BlackRock e plataformas como ENS já usam NFTs como infraestrutura, não como produto.
  • A nova fase dos NFTs é invisível no marketing, mas essencial na operação digital — com foco em utilidade e propósito.
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Enquanto muitos decretavam a morte dos NFTs, algo mais profundo estava acontecendo: a tecnologia amadureceu. Silenciosamente, os Non-Fungible Tokens deixaram de ser apenas avatares colecionáveis para se tornarem infraestrutura real — base para identidade, acesso, produtos e experiências na nova economia digital.

O enterro precoce dos NFTs

Desde o colapso da febre dos JPEGs em 2022, foi comum ver manchetes e memes zombando dos NFTs. Milhões foram perdidos, coleções viraram pó, projetos sumiram da noite para o dia. E sim — a maioria era espuma.

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Mas como em toda revolução, o hype foi só o início. Quando a poeira baixou, os verdadeiros construtores começaram a agir. E foi aí que os NFTs deixaram de ser o show para se tornarem a engrenagem.

De imagem a infraestrutura: a verdadeira evolução

Hoje, NFTs não são mais sobre “ter algo único” — são sobre ser alguém, acessar algo, participar de algo. Vamos a alguns exemplos:

Identidade onchain

  • Protocolos como ENS (Ethereum Name Service) e Base Names estão transformando NFTs em cartões de identidade digital.
  • Cada domínio é um NFT — legível, transferível e interoperável com todo o ecossistema Web3.

Memberships, comunidades e governança

  • NFTs agora desbloqueiam acesso a grupos exclusivos, benefícios, acessos, produtos em primeira mão, plataformas, experiências, DAOs, eventos e mais.
  • Eles funcionam como chaves inteligentes que validam pertencimento, reputação e engajamento.
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Tokenização de experiências e plataformas

  • Na Ribus, por exemplo, criamos a Ribus Key: um NFT vitalício e herdável que dá acesso a plataforma token-gated que desbloqueia experiências reais em imóveis de luxo e alto padrão com até 80% de desconto — ao mesmo tempo em que é um ativo digital de valor.
  • Um NFT que não representa um JPEG, mas sim imóveis, hospedagens, experiências e investimento inteligente, com economia e recompensas.

Tickets, fidelização e gamificação

  • Marcas como Starbucks e Ticketmaster já operam com NFTs sem usar o termo publicamente.
  • O token vira um selo de lealdade, ingresso, histórico e interface de relacionamento.

Casos reais que provam a tese

  • Ribus Key (Brasil): acesso exclusivo + utilidade recorrente + modelo hereditário.
  • Base Name (Coinbase): identidade open-source + registro via NFT.
  • Lens Protocol: Social + reputação + followers.
  • BlackRock e Franklin Templeton: tokenização de fundos com NFT e smart contracts.

Enquanto os olhos estavam nas “artes”, os builders estavam criando infraestrutura.

O novo playbook: NFT como camada, não como buzzword

Na nova fase, NFT:

  • Não aparece no marketing, mas opera no backend.
  • É um elemento do produto, não mais o produto em si.
  • Faz parte da jornada do usuário, da retenção, da reputação.

Se antes o NFT era “o que você comprava”, agora ele é o que permite sua experiência.

O que vem por aí

  • NFTs como credentials: diplomas, badges, histórico de reputação.
  • Soulbound NFTs: intransferíveis, mas ricos em contexto.
  • DePIN + NFTs: governança de infraestrutura descentralizada (energia, dados, sensores).
  • Marketing & Growth onchain: NFTs como novos canais de fidelização, engajamento e CAC negativo.

Estamos diante da segunda era dos NFTs — sem hype, mas com propósito.

Conclusão

NFTs não morreram. Eles amadureceram.

O que antes era símbolo virou sistema. O que antes era moda virou modelo.

Agora são a camada invisível que conecta ativos, pessoas e experiências na nova internet.

Quem entender isso agora, não vai apenas usar NFTs — vai construir o futuro com eles.


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