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Mineração de Bitcoin mostra otimismo e bate recorde de sete anos

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Atualizado por Paulo Alves

EM RESUMO

  • Dificuldade de mineração do Bitcoin aumentou 21,5% nas últimas 24 horas
  • Aumento indica que mineradores estão em ação mesmo após as declarações de Elon Musk.
  • Cresce o debate sobre como frear o impacto da indústria da mineração do Bitcoin.
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A dificuldade de mineração do Bitcoin (BTC) atingiu um novo recorde nesta quinta-feira (13). Dados indicam que o número de mineradores da criptomoeda está aumentando, mesmo após as recentes falas negativas de Elon Musk sobre a atividade.

Conforme dados divulgados pela gestora Galaxy Trading, a dificuldade de mineração do Bitcoin sofreu um aumento de 21,5% nas últimas 24 horas. Foi o maior ajuste positivo da taxa em quase sete anos, fazendo um novo recorde.

Os números indicam um aumento da atividade de mineradores apenas algumas horas após as declarações de Elon Musk, que causaram grande queda no preço da criptomoeda.

Na noite de quarta-feira (12), o bilionário anunciou que a Tesla, deixaria de aceitar Bitcoin como forma de pagamento por seus veículos. O motivo seria a alta poluição que a mineração do ativo estaria causado no meio ambiente.

Apesar das falas de Musk poderem ser interpretadas como desfavoráveis à mineração de Bitcoin, o aumento da dificuldade da rede mostra que essa atividade só está crescendo ao redor do mundo.

O que é dificuldade de mineração do Bitcoin

A dificuldade de mineração do Bitcoin foi criada para ajustar, de forma automática, o desempenho que os mineradores precisam entregar para conseguir minerar os blocos da rede blockchain do ativo.

A cada 2.016 blocos gerados (geralmente 14 dias), a taxa é ajustada pelo próprio sistema da rede. Se a dificuldade de mineração não fosse variável, o tempo gasto para gerar cada bloco, que dura em média 10 minutos, também seria algo variável.

Jaime Tavares, especialista em mineração e ex-membro do time de envagelhistas da Binance no Brasil, conta que o sistema ajusta a dificuldade assim que percebe um aumento da quantidade de pessoas (máquinas) desempenhando atividades de mineração.

“Da mesma forma, quando existe uma diminuição de mineradores ativos, a taxa diminui. Isso acontece devido ao fato do Bitcoin ser um bem escasso. Através da dificuldade de mineração, o ciclo de um bloco minerado a cada 10 minutos é mantido”, explica

Sem o ajuste da taxa de mineração, o tempo gasto para se gerar um bloco na rede nunca seria o mesmo, já que ele seria influenciado diretamente pela quantidade de mineradores desempenhando suas funções a cada momento.

Dessa forma, seria mais difícil de prever eventos programados na blockchain do Bitcoin, como o halving, que acontece a cada quatro anos. A taxa ainda permite analisar se a indústria da mineração está em queda ou ascensão.

Interesse de mineradores

mineração

Como a taxa de dificuldade da rede tem a ver com a quantidade de máquinas conectadas, o aumento da taxa sugere que o interesse pela mineração de Bitcoin cresceu nas últimas 24 horas.

A indústria da mineração de Bitcoin tem tido um grande crescimento nos últimos meses, impulsionado pela forte valorização da criptomoeda mesmo em meio a questionamentos sobre o impacto da atividade no meio ambiente.

Além do choque de escassez visto em diversos produtos computacionais, como placas de vídeo, a mineração de Bitcoin tem sido acusada de causar grandes impactos ecológicos.

Estima-se que atualmente, os mineradores gastem mais energia elétrica para desempenhar suas atividades do que toda a Argentina. Com isso, diversos governos, inclusive o dos Estados Unidos, estudam maneiras de frear ou até proibir a atividade.

Dessa maneira, por mais que a atividade de mineração do ativo esteja em crescimento, é possível que mineradores enfrentem cada vez mais rejeição e limitação por governos e empresas que usam a mesma justificativa da Tesla.

Já a Ethereum (ETH), segunda maior criptomoeda do mundo, pretende driblar o problema mudando o seu modelo de mineração de prova de trabalho (PoW) para prova de participação (PoS), o que tende a reduzir drasticamente o consumo de energia e a pegada de carbono da indústria.

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Anderson Mendes
Membro ativo da comunidade de criptoativos e economia em geral, Anderson é formado pela Universidade Positivo, e escreve sobre as principais notícias do mercado. Antes de entrar para a equipe brasileira do BeInCrypto, Anderson liderou projetos relacionados à trading, produção de notícias e conteúdos educacionais relacionados ao mundo cripto no sul do Brasil.
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