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JPMorgan é processado por esquema Ponzi de cripto da Goliath Ventures de US$ 328 milhões

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Escrito e editado por
Lucas Espindola

12 março 2026 11:00 BRT

Investidores entraram com uma ação coletiva federal contra o JPMorgan Chase, alegando que o banco processou US$ 253 milhões em transferências suspeitas ligadas ao esquema Ponzi de US$ 328 milhões da Goliath Ventures, empresa sediada na Flórida.

A Goliath Ventures, anteriormente chamada Gen-Z Venture Firm, prometia rendimentos mensais de cerca de 4% (~48% ao ano) a quem aplicasse em supostas pools de liquidez de Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e USD Coin (USDC), que não geravam lucros reais.

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Por que importa:

  • O CEO Christopher Alexander Delgado foi preso em 24 de fevereiro de 2026, sob acusações de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Segundo os promotores, o esquema lesou mais de 2 mil investidores entre 2023 e 2026.
  • As vítimas enfrentam grandes desafios para reaver recursos, já que bens apreendidos foram gastos antes do colapso em imóveis de luxo, carros exóticos e viagens em jato particular
  • A ação judicial testa se bancos têm responsabilidade civil por falhas em práticas de Anti-Lavagem de Dinheiro (AML) quando fraudes utilizam suas contas
  • Investidores que transferiram reservas de aposentadoria para contas da Goliath no JPMorgan acreditavam na proteção das políticas Conheça Seu Cliente (KYC) da instituição

Os detalhes:

  • O processo Steele v. JPMorgan Chase Bank, N.A. (Caso nº 3:26-cv-02067) foi protocolado em 10 de março de 2026, no Distrito Norte da Califórnia
  • A queixa alega que US$ 253 milhões circularam por contas do Chase sob titularidade da Goliath, em transferências circulares e sem justificativa empresarial legítima
  • Recursos aplicados pelos investidores foram transferidos de contas do JPMorgan para carteiras Coinbase, financiando pagamentos para participantes anteriores
  • Delgado pode pegar até 30 anos de prisão se condenado; seus bens estão bloqueados sob a administração de um interventor judicial

Panorama geral:

  • A denúncia criminal do Departamento de Justiça americano (disponível online) aponta contas do JPMorgan como peça-chave para o esquema, que operou por mais de dois anos sem ser identificado
  • Casos de fraude cripto de grande porte passam cada vez mais por bancos norte-americanos de grande porte antes de chegarem a exchanges, com obrigações de AML sob rigor de órgãos reguladores
  • Processos paralelos contra o antigo escritório jurídico da Goliath, Alston & Bird, evidenciam movimento para responsabilizar profissionais envolvidos

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