Charles Hoskinson, fundador da Cardano, afirmou que aumentar o preço da ADA nunca foi sua responsabilidade e está se afastando de vídeos, entrevistas e do X para refletir.
Ele relatou ter sofrido fortes ataques pessoais na plataforma e explicou que vê o momento como uma escolha entre pesquisa orientada por propósito e mera especulação.
Um fundador se afasta dos holofotes
Em um vídeo direcionado à comunidade da Cardano, Hoskinson confirmou que irá pausar sua atuação pública. Ele pretende continuar desenvolvendo enquanto reduz sua presença nas redes sociais.
“Vou continuar trabalhando no midnight, mas não farei vídeos publicamente e não participarei de entrevistas.“
Hoskinson destacou a toxicidade constante no X, onde uma análise de 130 respostas apontou 35 mensagens hostis ou abusivas. Desde então, ele se manifestou contra o que classifica como ataques coordenados.
Preço nunca foi o objetivo
Hoskinson deixou claro seu posicionamento, rejeitando qualquer responsabilidade pelo desempenho do mercado da ADA. O token atualmente é negociado próximo de US$ 0,18 após uma expressiva queda em 24 horas.
“O que não me motiva é fazer o preço da ADA subir.”
Hoskinson alertou que buscar valorização é um caminho prejudicial para o ecossistema.
“Tenho discernimento e experiência suficientes para saber que, se você entra no jogo de querer que o token só suba, nunca haverá fim, pois sempre existe alguém exigindo valorização ainda maior.”
Ele acrescentou que o projeto precisa ter significado além da especulação. “Se este for um espaço onde só o dinheiro importa… todos vão sair, inclusive eu.”
O alerta vem em um momento em que projetos de DeFi na Cardano enfrentam dificuldades, com ferramentas como a TapTools encerrando operações.
Um chamado por reformulação
Hoskinson direcionou sua principal crítica à Fundação Cardano, classificando a ausência de prestação de contas como o maior erro de sua carreira.
Ele também apontou a dificuldade na aprovação de propostas de pesquisa como um dos principais problemas.
Hoskinson defendeu a saída da gestão atual, sugeriu o surgimento de novas lideranças e a criação de um novo plano estratégico. Apesar das críticas, reforçou que o projeto tem condições de resistir.
“Cardano não é um protocolo. São as pessoas por trás do protocolo.”









