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ETFs cripto estreiam com recepção morna em Hong Kong: especialistas avaliam

3 mins
Traduzido Aline Fernandes

EM RESUMO

  • Hong Kong lança ETFs de Bitcoin, oferecendo aos investidores exposição direta ao Bitcoin e ao Ethereum.
  • Os resultados iniciais do trading foram mistos, com os ETFs de Bitcoin superando o desempenho do Ethereum no primeiro dia.
  • Especialistas preveem que os investidores da China continental poderão buscar maneiras de participar desse novo mercado.
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Hong Kong começou as negociações dos fundos negociados em bolsa (ETFs) de criptomoedas à vista com uma mistura de entusiasmo e prudência. A Bolsa de Valores do país (HKEX) lançou seis novos ETFs de Bitcoin e Ethereum à vista na terça-feira (30).

Esses ETFs, emitidos pela China Asset Management, Bosera HashKey e Harvest International, são uma conquista notável para o mercado cripto da Ásia. No entanto, o primeiro dia de trading foi relativamente fraco em comparação com seus homólogos dos EUA.

Estreia mista para os ETFs de criptoativos à vista de Hong Kong

Um meio de comunicação local informou que o tamanho do lançamento inicial do ChinaAMC ETF de Bitcoin (CAM BTC) e do ChinaAMC Ether ETF (CAM ETH) foi de HKD 950 milhões e HKD 160 milhões, respectivamente. Além disso, dados da Bloomberg Intelligence revelaram que o CAM BTC ETF registrou US$ 123,61 milhões em ativos totais.

Esses números mostram a posição do CAM BTC como o maior lançamento do dia, com um aumento de 1,53% em seu preço de fechamento. Por outro lado, o CAM ETH caiu 0,78%.

Dados de negociação do ETF de Bitcoin da ChinaAMC (CAM BTC).
Dados de negociação do ETF de Bitcoin da ChinaAMC (CAM BTC). Fonte: X/EricBalchunas

Da mesma forma, a Bosera Hashkey e a Harvest International experimentaram uma mistura de pequenos ganhos e perdas modestas em suas respectivas ofertas de ETF.

ETFs de Bitcoin tem mais demanda

O ETF de Bitcoin da Bosera Hashkey teve uma valorização de 1,80%, enquanto seu ETF de Ethereum caiu 0,45%. Enquanto isso, o Harvest Bitcoin Spot ETF (HGI BTC) e o Harvest Ether Spot ETF (HGI ETH) observaram altas de 1,57% e baixas de 0,73%, respectivamente.

Dados da Arkham Intelligence mostraram que os ETFs da Bosera Hashkey detêm aproximadamente US$ 70,34 milhões em ativos. Esses ativos compreendem 964 Bitcoin (~US$ 57,55 milhões) e 4.290 Ethereum (~US$ 12,80 milhões).

Esses resultados sugerem um apelo maior para os ETFs de Bitcoin à vista de Hong Kong do que para as variantes de Ethereum no primeiro dia de trading.

Os emissores de ETFs de Hong Kong adotaram diversas estratégias nas taxas de administração para se destacarem no mercado competitivo. Por exemplo, a Harvest International estabeleceu uma taxa de administração baixa de 0,3% para seus ETFs, uma taxa que é dispensada nos primeiros seis meses após a listagem.

Em contrapartida, a ChinaAMC optou por uma taxa padrão de 0,99%. Elas também implementam diferentes preços de emissão e condições de trading para seus clientes.

Ofertas variadas

Inegavelmente, esses ETFs enriqueceram as ofertas de produtos no mercado de ações de Hong Kong. Eles também abriram novos caminhos para investidores profissionais e de varejo. O BeInCrypto informou que esses ETFs estão disponíveis em várias moedas, incluindo dólares de Hong Kong (HKD), dólares americanos e Renminbi (RMB).

Além disso, os ETFs também estão disponíveis para investidores internacionais que atendem aos padrões de conformidade locais. No entanto, os investidores da China continental atualmente enfrentam barreiras para acessar os ETFs de criptoativos à vista de Hong Kong.

O jogo de longo prazo: especialistas avaliam

Embora a listagem de ETFs à vista represente um notável passo à frente para a posição de Hong Kong como um centro de criptoativos, os observadores do mercado oferecem avaliações mistas. Guillermo Fernandes, fundador e CEO da Blockpliance, compartilhou suas perspectivas.

“Hong Kong é há muito tempo a capital financeira da Ásia… Por esse motivo, o lançamento de ETFs de cripto nesse mercado não é algo que deva ser considerado levianamente, especialmente porque eles aprovaram ETFs de Ethereum antes que os EUA pudessem fazê-lo. Dito isso, os EUA continuam a ser o maior mercado financeiro do mundo, portanto, é natural que a maioria dos grandes investidores institucionais que queriam adicionar exposição ao Bitcoin em seus portfólios tenham optado por fazê-lo por meio do mercado dos EUA em vez de Hong Kong”, explicou Fernandes ao BeInCrypto.

Leia mais: O que é um ETF de Bitcoin?

Embora o trading do primeiro dia tenha sido um pouco moderado, esses ETFs à vista oferecem uma nova e promissora via para os investidores de Hong Kong e, potencialmente, da região mais ampla da Ásia-Pacífico, para se envolverem com os mercados de criptomoedas.

Eric Balchunas, analista sênior de ETF da Bloomberg Intelligence, aconselhou moderar as expectativas sobre os ETFs de cripto à vista de Hong Kong. No entanto, ele acredita que os números são impressionantes em uma escala local.

Além disso, espera-se que os investidores da China continental tentem encontrar maneiras de contornar as restrições locais para aproveitar as oportunidades de investimento. Fernandes destacou que Hong Kong é um destino popular para os investidores chineses, pois oferece processos mais simples de Know Your Customer (KYC) e a conveniência de fusos horários e pontos de contato semelhantes. Esses fatores são considerados uma vantagem em comparação com o escrutínio mais rigoroso enfrentado nos EUA.

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Aline Fernandes
Aline Fernandes atua há 20 anos como jornalista. Especializada nas editorias de economia, agronegócio e internacional trabalha na BeINCrypto como editora do site brasileiro. Já passou por diversas redações e emissoras do país, incluindo canais setorizados como Globo News, Bloomberg News, Canal Rural, Canal do Boi, SBT, Record e Rádio Estadão/ESPM. Atuou também como correspondente internacional em Nova York e foi setorista de economia dentro do pregão da BM&F Bovespa, hoje B3 -...
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