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Grupo queima obra original de Banksy, transforma em NFT e vende pelo triplo do preço

2 Min.
Atualizado por Caio Nascimento

Resumo

  • Um coletivo de artistas queimaram uma obra de Banksy para transformar em NFT.
  • Depois de incinerada, a versão digital da peça foi comprada por cerca de R$ 2,2 milhões.
  • O valor chega a ser quase quatro vezes maior do que o preço pago pela arte original.
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A estratégia de um coletivo de artistas de queimar uma arte original para trazer atenção aos NFTs parece ter funcionado e rendido muito dinheiro.

O coletivo se chama “BurntBanksy” e reúne entusiastas dos tokens não-fundíveis (NFTs), a febre do momento no setor cripto que está dominando o mundo dos esportes, música e principalmente das artes.

Em transmissão ao vivo do dia 3 de março, o coletivo queimou uma obra de arte original de Banksy, famoso artista de rua britânico conhecido mundialmente por suas obras de estêncil.

A peça em questão se chama “Morons” (Idiotas) e debocha dos colecionadores que pagam fortunas por obras de arte. O quadro ilustra um leilão e traz a seguinte frase: “NÃO ACREDITO QUE VOCÊS IDIOTAS COMPRAM ESTA MERDA”.

Banksy NFT

A estratégia nada convencional de atrair atenção ao mundo NFT parece ter funcionado. Poucos dias depois de incinerar o quadro, o coletivo vendeu a sua versão NFT por 228,69 ETH, o equivalente a R$ 2,2 milhões.

O valor chega a ser quase quatro vezes maior do que o preço pago pela arte original, estimado em R$ 570 mil. Quem teve coragem de pagar a quantia foi o usuário ‘GALAXY’, que fez a compra neste domingo (7) no popular mercado de NFTs OpenSea.

NFT: o futuro da indústria da arte

De acordo com o coletivo responsável pela queima da obra, essa é a primeira grande transição de uma peça de arte física para uma digital.

A ideia é trazer atenção à revolução que os tokens-não fundíveis representam para o mundo das artes. Para os entusiastas, os NFTs serão o futuro da indústria à medida que a tecnologia blockchain garante a originalidade da obra, facilita as negociações e a entrada de novos artistas no mercado.

“A razão pela qual a queima em si é tão importante é porque enquanto a peça física existir, o valor dessa peça permanecerá com o físico. No entanto, se recriarmos inteiramente a peça física e as especificações como o número da versão da arte, no código do contrato inteligente, ninguém poderá alterar a arte digital de forma alguma. Desta forma, a peça física será para sempre memorizada neste NFT.”

A manifestação artística recebeu apoio do Injective Protocol e SuperFarm, dois projetos de finanças descentralizadas (DeFi). Com o dinheiro da venda da obra de Banksy, os projetos vão fazer uma doação para alguma instituição de caridade. 

Conforme mostrou o BeInCrypto anteriormente, o mercado NFT está vindo com tudo em 2021. Apenas em fevereiro, o setor movimentou cerca de US$ 342 milhões, um número maior que o valor total negociado durante todo o ano 2020.

Além disso, o NFT considerado mais caro do mundo também é uma obra de arte. A peça ‘Crossroads’ – um videoclipe de 10 segundos – do artista Beeple, foi leiloada por US$ 6,6 milhões, o valor mais alto investido em um NFT.

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Saori Honorato
Saori Honorato é jornalista e para o BeInCrypto escreve sobre os principais acontecimentos do universo das criptomoedas.
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