Força tarefa vai monitorar influencers que promovem golpes cripto na França

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EM RESUMO
  • França cria grupo especializado para combater crimes cibernéticos com criptoativos.

  • Criminosos aproveitam fama de influenciadores para enganar pessoas com pouco conhecimento cripto.

  • Lei francesa permite bloqueio e exclusão de domínios fraudulentos.

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A autoridade de mercados financeiros da França (AMF), o Ministério Público e o órgão que regula a política de Concorrência, Controle de Fraude e de Defesa do Consumidor (DGCCRF) se uniram para combater uma modalidade de crime digital que cresceu muito no país nos últimos anos.

O golpe com criptomoedas que preocupa as autoridades da França envolve influencers que divulgam oportunidades falsas para seus públicos. Estes, por não terem conhecimento, investem seu dinheiro em moedas sem valor.

E como os criminosos também se atualizam na mesma velocidade dos mercados, alguns aproveitam a fama dessas figuras públicas para aplicarem os golpes cripto. Cheios de seguidores, muitos sem conhecimento do mercado financeiro, os influenciadores das redes sociais estão prontos para promover golpes, seja de criptomoedas ou serviços ao seu redor, em troca de uma pequena quantia.

Segundo a AMF, as “Redes sociais e influenciadores são os novos portais que surgiram nos últimos anos. Desta forma, o público-alvo é um público mais jovem, com pouquíssimo conhecimento dos mercados financeiros ”. 

Em resposta a isso, e a outras questões relacionadas a este assunto, o órgão francês responsável pela proteção ao consumidor e prevenção de fraude criou uma força-tarefa para trabalhar especificamente a promoção dos criptoativos. Um representante da DGCCRF disse:

“Os influenciadores geralmente promovem criptomoedas e produtos financeiros altamente voláteis, e torna-se muito difícil para os recém-chegados prever as flutuações.”

Os investigadores também serão responsáveis por repreender influenciadores que promovam ‘conteúdo enganoso’.  O Ministério Público de Paris estima os prejuízos gerais sofridos pelas vítimas de fraude financeira na França em cerca de 500 milhões de euros por ano.

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Combate às práticas de influência injusta

O compartilhamento de falsos “bons negócios” nas redes sociais e em aplicativos de mensagens multiplica o impacto desses golpes. Vários casos recentes tratados pelo órgão de Defesa do Consumidor da França confirmam o aumento preocupante de práticas comerciais online enganosas na área de serviços financeiros, especialmente de influencers. Como resultado, o  DGCCRF fez do combate às práticas de marketing de influência injusta uma de suas áreas de controle prioritárias para 2022.

As autoridades francesas explicaram que a eficácia da cooperação entre as diferentes agências e órgãos envolvidos na luta contra os golpes financeiros ficou ilustrada, por exemplo, num caso em que o fraudador quis comprar bilhetes aéreos com criptomoedas e pediu autorização da AMF.

A autoridade monetária descobriu que o criminoso estava usando documentos falsos, além de ter procurado investidores sem autorização para angariar criptoativos com objetivo de criar uma aplicação para comprar tickets aéreos.

A AMF avisou o público em 30 de setembro de 2021, dia do lançamento da operação. Graças à cooperação internacional bem-sucedida, vários suspeitos também foram extraditados de países não pertencentes à UE, como Israel e nos Emirados Árabes Unidos (Dubai).

Segundo as regras da força-tarefa, se o autor ou autores da prática não puderem ser identificados ou não tiverem cumprido a notificação da liminar, a DGCCRF pode ordenar que uma mensagem de advertência seja exibida aos consumidores sobre conteúdo online ilegal, exigir que o conteúdo seja retirado dos sites de busca e serviços de comparação, ou até mesmo ordenar o bloqueio, transferência e exclusão de um nome de domínio.

Grandes influencers também promovem golpes

O abuso pr parte de influencers não ocorre apenas na França. O caso da socialite Kim Kardashian pode ser citado como exemplo. Após promover uma criptomoeda suspeita, ela entrou no radar das autoridades. O Le Monde destacou o caso da influencer Nabilla Benattia-Vergara, que foi condenada a pagar uma multa de € 20.000 por promover secretamente uma nebulosa troca de Bitcoin.

O Brasil ainda não tem regulamentação para as criptomoedas, mas o código de defesa do consumidor tem mecanismos para garantir a segurança dos investidores de fraudes, mas não das oscilações , típicas desse mercado.

Vale lembrar sempre que o mercado de criptoativos é volátil e sujeito a grandes perdas , assim como os ganhos do mercado financeiro tradicional . É um investimento de risco, portanto, não existem ganhos milagrosos, principalmente para os que têm pouco ou quase nenhum conhecimento.

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Apaixonada pelo que faz, Aline Fernandes é uma profissional que atua há 20 anos como jornalista. Especializada nas editorias de economia, agronegócio e internacional trabalha na BeINCrypto como editora do site brasileiro. Já passou por quase todas as redações e emissoras do país, incluindo canais setorizados como Globo News, Bloomberg News, Canal Rural e Rádio Estadão/ESPM. Atuou também como correspondente internacional em Nova York e foi setorista de economia dentro do pregão da BM&F Bovespa, hoje B3 - incluindo a cobertura do último pregão viva voz no Brasil. Coordenou um grupo de dez correspondentes em três continentes para decidir as pautas mais relevantes do dia para o telespectador. Já participou de treinamentos e cursos no exterior, passou em zonas de guerra na Cisjordânia, Faixa de Gaza, fronteiras da Síria, Líbano, além da Jordânia e Egito. Atualmente estuda Mídias e Marketing Digital na pós-graduação da ESPM. Acredita no trabalho com ética, excelência, profissionalismo e no bom jornalismo. O futuro é o que estamos realizando agora.

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