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Fim do dólar? Rússia larga moeda e adota yuan para comercializar com América Latina

2 mins
Por Daniel Ramirez-Escudero
Traduzido Anderson Mendes

EM RESUMO

  • Os dois países buscam juntos combater o domínio global do dólar americano.
  • A China tem uma grande vantagem sobre a Rússia ao negociar preços baixos por seus valiosos recursos naturais ou ao usar o regime de Putin para suas políticas expansionistas.
  • Putin mencionou que deseja eliminar o chamado petrodólar e substituí-lo pelo petroyuan.
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A guerra entre a Rússia e a Ucrânia tornou-se um dos elementos essenciais da geopolítica atual. Desde o início da invasão da Rússia, uma nova frente de batalha foi desencadeada, a guerra cambial.

Agora, o país governado por Vladimir Putin pretende prejudicar e evitar os Estados Unidos, sendo a China a beneficiária desse conflito no tabuleiro mundial.

Em uma nova reunião bilateral entre China e Rússia, Putin citou em seu discurso como a Rússia concordou em começar a usar o yuan chinês em vez do dólar americano para o comércio com países da Ásia, África e América Latina.

Esta ação representa uma desdolarização tanto para se livrar de possíveis sanções passadas pelos Estados Unidos, quanto para fortalecer a moeda chinesa no cenário internacional. Por outro lado, o dólar se torna o grande perdedor desta disputa.

Putin citou como atualmente dois terços do comércio entre a Rússia e a China são realizados com o yuan e o rublo russo. Em seu discurso, ele mencionou como pretende eliminar o chamado petrodólar (o uso do dólar para o comércio global de petróleo) para substituí-lo pelo petroyuan. Isso simboliza uma verdadeira luta geopolítica contra um dos pilares do sucesso do dólar e, portanto, dos Estados Unidos.

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China como salvação política da Rússia

O conflito entre a Ucrânia e a Rússia mudou o mundo. Antes, reinava a globalização, abrindo mercados por meio de tratados internacionais para se transformar em um novo mundo por meio de alianças estratégicas semelhantes às da velha guerra fria. Por enquanto, a China é um dos únicos países que não condenou a invasão da Rússia, posicionando-se de forma neutra diante do conflito.

A grande beneficiária deste novo cenário político é a China, por ser uma mera observadora e por isso não é obrigada a aplicar as sanções ou limitar o seu comportamento que vinha a seguir. A Rússia foi deixada sozinha no cenário internacional, então a China tem uma grande vantagem sobre a Rússia na negociação de preços baixos por seus valiosos recursos naturais, bem como no uso do regime de Putin para seus próprios interesses expansionistas.

Neste capítulo, no marco da atual visita de Xi Zinping a Moscou, os dois líderes assinaram cerca de catorze acordos econômicos na última terça-feira (21). O relatório incluía uma infinidade de detalhes, desde a cooperação científica até a produção conjunta de programas de televisão.

No entanto, o último anúncio de Putin indica que os dois países buscam juntos contrariar o domínio global do dólar americano. Em reunião anterior mencionaram que buscavam a “aceleração do processo de estabelecimento de uma ordem mundial multipolar” entre os dois países. Diante da guerra cambial, como se comportará o preço do Bitcoin?

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Anderson Mendes
Membro ativo da comunidade de criptoativos e economia em geral, Anderson é formado pela Universidade Positivo, e escreve sobre as principais notícias do mercado. Antes de entrar para a equipe brasileira do BeInCrypto, Anderson liderou projetos relacionados à trading, produção de notícias e conteúdos educacionais relacionados ao mundo cripto no sul do Brasil.
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