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Apostas do Polymarket lucraram pouco antes da prisão do presidente da Venezuela

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Escrito e editado por
Lucas Espindola

04 janeiro 2026 11:00 BRT
  • Apostas suspeitas e cronometradas renderam mais de US$ 630 mil no Polymarket ao apostar na prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
  • Análise de blockchain da Lookonchain mostra que as carteiras foram recém-criadas, tiveram alvo restrito e realizaram negociações pouco antes da divulgação da notícia.
  • O episódio levou parlamentares dos EUA a propor legislação que proíbe autoridades de negociar em mercados de previsões vinculados a resultados políticos ou de políticas públicas
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Um grupo de apostas suspeitas arrecadou mais de US$ 630 mil no Polymarket após apostar na prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

A atividade motivou uma resposta legislativa imediata em Washington, com parlamentares agindo para proibir que autoridades federais operem em mercados de previsões.

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Parlamentares propõem proibir autoridades de participarem de mercados de previsão

Hoje (4), a empresa de análise blockchain Lookonchain identificou três carteiras digitais que obtiveram lucro combinado de US$ 630.484 no Polymarket após apostas contra a permanência de Maduro.

As carteiras, criadas e abastecidas dias antes da operação, não tinham histórico de negociações e só apostaram em contratos relacionados ao líder venezuelano.

Segundo dados on-chain, uma carteira identificada como “0x31a5” apostou cerca de US$ 34 mil e lucrou quase US$ 410 mil, enquanto outra transformou US$ 25 mil em US$ 145,6 mil. A terceira converteu uma aposta de US$ 5.800 em aproximadamente US$ 75 mil.

A precisão das transações — realizadas instantes antes da divulgação global da notícia — sugere que os apostadores tinham conhecimento antecipado da operação diplomática e militar sensível.

Nesse contexto, a Lookonchain afirmou que os padrões dessas carteiras indicavam fortemente acesso “privilegiado” a informações não públicas.

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O caso impulsionou um movimento imediato para fechar brechas regulatórias.

O deputado Ritchie Torres planeja apresentar o Public Integrity in Financial Prediction Markets Act de 2026. O projeto de lei busca impedir que funcionários públicos lucrem com eventos que possam influenciar ou prever.

De acordo com informações do Punchbowl News, reconhecidas por Torres na rede X, a proposta trará proibição rigorosa.

Ela impediria que autoridades eleitas, nomeados políticos e servidores do Executivo federal negociem contratos em plataformas como Polymarket e Kalshi.

“A restrição se aplica à compra, venda ou troca de contratos em mercados de previsões ligados a decisões do governo, ações oficiais ou resultados políticos, em plataformas que atuam em âmbito interestadual”, explicou Jake Sherman, fundador do Punchbowl News.

O projeto busca expandir conceitos éticos do STOCK Act para a economia descentralizada de apostas.

Se aprovado, proibirá funcionários públicos de usar informações relevantes e não públicas sobre ações federais, decisões judiciais ou política externa para benefício pessoal.

Em síntese, a proposta pretende resguardar a integridade dos mercados que se baseiam na inteligência coletiva.

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