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Efeito El Salvador: países africanos se mexem para adotar Bitcoin

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Atualizado por Paulo Alves

EM RESUMO

  • Presidente da Tanzânia é a segunda chefa de Estado a abordar a importância da adoção do Bitcoin.
  • CEO do Twitter e jogador da NFL fazem apelo para o governo nigeriano.
  • Banco Central do Quênia cogita o BTC como uma alternativa para combater a crise de inflação no país.
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Nigéria, Quênia e Tanzânia podem ser os próximos países a adotarem o Bitcoin (BTC) como moeda, seguindo os passos estabelecidos por El Salvador na semana passada.

O grande marco estabelecido por El Salvador, sendo o primeiro país a adotar o Bitcoin como uma moeda de curso legal, pode não ter espaço no Brasil, mas já dá início a uma onda de adoção semelhante em diversos países, principalmente em nações africanas.

Recentes declarações de autoridades governamentais e pessoas influentes do mercado colocam a Nigéria, Quênia e Tanzânia como os próximos países com grandes probabilidades de adotar a criptomoeda num futuro próximo.

O fato dos três países estarem localizados na África não é mera coincidência. O continente lidera os números de volume de negociações P2P envolvendo o Bitcoin em 2021.

Presidente da Tanzânia destaca necessidade de adoção do Bitcoin

A presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, fez uma declaração recente sobre a necessidade que o país possui em adotar o Bitcoin, afirmando que as criptomoedas e a rede blockchain possuem potencial para moldar o futuro das finanças globais.

Ela destacou que diversos países do leste africano, onde a Tanzânia está localizada, estão atrasados em relação a questões regulatórias envolvendo o mercado de criptoativos.

A presidente apelou para o Banco Central do país, afirmando que a instituição deve se esforçar e agir o mais rápido possível para as mudanças que as criptomoedas estão trazendo. Segundo ela, o país “não pode ser pego despreparado” em relação ao Bitcoin.

Com as recentes declarações, Hassan se tornou a segunda chefe de estado, após o presidente de El Salvador, a reconhecer abertamente a necessidade da aceitação do Bitcoin.

CEO do Twitter e jogador da NFL apoiam adoção na Nigéria

Jack Dorsey, atual CEO do Twitter e um dos mais famosos e influentes entusiastas do Bitcoin no mundo, utilizou o seu perfil na rede social para fazer uma série de comentários apoiando a adoção da criptomoeda na Nigéria no último sábado (12).

Uma das publicações dizia: “O povo da Nigéria liderará o #Bitcoin”, e compartilhava uma carta aberta escrita pelo jogador da NFL Russell Okung ao presidente do país, publicada recentemente na Bitcoin Magazine.

Okung, que recebe parte de seus salários em BTC, incentivou o presidente do país africano a aceitar a criptomoeda de forma oficial:

“Em breve, todas as nações enfrentarão essa decisão, mas aqueles que aproveitarem o momento presente de forma proativa, como acabamos de testemunhar em El Salvador, desfrutarão de vantagens globais significativas para as gerações futuras.”

A Nigéria, que chegou a ocupar o segundo lugar entre os países que mais negociam Bitcoin em 2020, possui uma relação conturbada com a moeda. No passado, o governo tentou por várias vezes proibir as negociações no país.

No entanto, no final de maio deste ano, o governo nigeriano reverteu as proibições em relação ao mercado, permitindo que a população voltasse a fazer trades de criptomoedas de forma legal. A decisão foi vista como uma abertura no caminho para uma regulamentação e adoção de moedas como o Bitcoin no país.

Quênia culpa FMI pela inflação e vê BTC como alternativa

Antes mesmo de El Salvador, o governo de Quênia já dava indícios que poderia adotar o Bitcoin. No inicio deste ano, o presidente do banco central do país, Patrick Njoroge, anunciou que a instituição estava considerando usar a criptomoeda como base para o sua moeda nacional, o Xelim.  

Njoroge culpou o Fundo Monetário Internacional (FMI) pela crise de inflação que o país tem enfrentado nos últimos anos, afirmando que a criptomoeda poderia ser uma solução para o problema.

“Nossa decisão de mudar para o Bitcoin é tática e lógica. Estamos perdendo muito simplesmente porque alguém no FMI acordou do lado errado da cama. O Bitcoin vai acabar com isso. ”

O FMI, aliás, pode também vir a ser um entrave para países em desenvolvimento que veem o Bitcoin como saída para crise financeira.

Um funcionário do Fundo afirmou recentemente que a instituição vê com preocupação as recentes decisões de El Salvador sobre a criptomoeda, prometendo que haveria uma reunião com o presidente do país em breve para saber as reais intenções do governo em relação ao Bitcoin.

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Anderson Mendes
Membro ativo da comunidade de criptoativos e economia em geral, Anderson é formado pela Universidade Positivo, e escreve sobre as principais notícias do mercado. Antes de entrar para a equipe brasileira do BeInCrypto, Anderson liderou projetos relacionados à trading, produção de notícias e conteúdos educacionais relacionados ao mundo cripto no sul do Brasil.
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