Echo Protocol sofreu um exploit na Monad, quando um invasor cunhou mil eBTC, avaliados em cerca de US$ 76,64 milhões.
A Curvance pausou o mercado afetado enquanto a Echo Protocol suspendeu todas as transações entre blockchains. O incidente elevou para 14 o número de ataques em cripto já registrados em maio.
Como ocorreu o exploit na Echo Protocol?
O analista on-chain dcfgod sinalizou o incidente. A PeckShield mapeou o caminho de lavagem dos fundos. O invasor cunhou mil eBTC.
O autor do ataque depositou 45 eBTC, equivalentes a US$ 3,45 milhões, na Curvance, tomou empréstimo de 11,29 wrapped Bitcoin (WBTC), transferiu os ativos para o Ethereum e trocou por Ethereum (ETH).
A carteira enviou em seguida 384 ETH ao Tornado Cash. A Curvance publicou uma atualização sobre o caso no X.
“… Por volta das 19h, fomos comunicados de uma anomalia detectada no mercado eBTC da Echo dentro da Curvance. Até o momento, não há indicação de comprometimento nos contratos inteligentes da Curvance. Graças à arquitetura de mercados totalmente isolados, nenhum outro mercado foi impactado. Por precaução, o mercado afetado está pausado enquanto nossa equipe investiga o ocorrido em conjunto com parceiros do ecossistema”, destacou o comunicado.
A Echo Protocol também confirmou o incidente no X e suspendeu todas as operações entre blockchains enquanto investiga o caso. A equipe informou que irá divulgar novas atualizações por canais oficiais.
Além disso, o CEO da Monad, Keone Hon, esclareceu que a violação não afetou a rede Monad.
“Pesquisadores em segurança constataram, após revisão, que aproximadamente US$ 816 mil foram roubados devido a este exploit envolvendo o eBTC da Echo Protocol”, afirmou Hon no X.
O exploit da Echo Protocol é o terceiro grande ataque DeFi em cinco dias. O THORChain confirmou uma violação em cofres no dia 15 de maio, em que mais de US$ 10 milhões foram drenados.
Três dias depois, pesquisadores em segurança identificaram um exploit na Verus-Ethereum Bridge, em que invasores desviaram cerca de US$ 11,58 milhões em ativos digitais. A sequência ressalta os riscos de segurança persistentes no setor de finanças descentralizadas (DeFi).





