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Coreia do Sul pode banir Litecoin (LTC) por transações confidenciais

2 mins
Atualizado por Anderson Mendes

EM RESUMO

  • Bithumb e Upbit, duas das maiores exchanges da Coreia do Sul, emitiram avisos aos seus clientes sobre o uso da Litecoin.
  • Rede da criptomoeda passou por uma atualização que permite transações de forma confidencial, algo que pode ir contra uma lei do país.
  • LTC pode ser retirado das exchanges da Coreia do Sul.
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Duas grandes exchanges do país emitiram um alerta aos seus usuários sobre a recente atualização da Litecoin (LTC), que pode estar em desacordo com as leis locais.

Bithumb e Upbit, duas das maiores exchanges da Coreia do Sul, emitiram avisos aos seus clientes sobre o uso da Litecoin nesta segunda-feira (23). Isso ocorre após a blockchain da criptomoeda passou por uma nova atualização que permite o envio e recebimento de valores de forma confidencial.

A rede Litecoin é considerada um dos projetos mais tradicionais de toda a indústria cripto, sendo criada em 2011 para ser uma melhor alternativa em relação a transações financeiras do que o Bitcoin (BTC).

Após dois anos de discussão, a equipe por trás do projeto finalmente introduziu o Mimblewimble, protocolo que introduz uma nova maneira de se estruturar e armazenar transações em um bloco na blockchain da criptomoeda. Com ele, usuários podem realizar movimentações de forma totalmente confidencial, com os dados de cada transação estando disponíveis somente para os usuários que fizeram parte da mesma.

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Transações confidenciais preocupam exchanges da Coreia do Sul

Segundo os comunicados das duas exchanges sul-coreanas, esse novo mecanismo de confidencialidade não está de acordo com uma lei que determina que as empresas atuantes no mercado cripto local implementem políticas de conhecimento de clientes (KYC) e anti-lavagem de dinheiro).

Essa lei funciona de forma semelhante a Instrução Normativa 1.888 em vigor no Brasil desde maio de 2019, que determina que as exchanges devam informar à Receita Federal todo o histórico de transações cripto de seus clientes.

Ao serem incapazes de reconhecer os valores movimentados por seus usuários, tudo indica que tanto a Bithumb como a Upbit, assim como as demais exchanges da Coreia do Sul, tendem a retirar a Litecoin de suas plataformas de negociação.

Essa ação seria tomada para evitar uma repressão de órgãos reguladores do país. Vale lembrar que recentemente o governo sul-coreano inspecionou diversas exchanges após o colapso do ecossistema da Terraform Labs, que causou o crash de preços dos tokens Terra (LUNA) e TerraUSD (UST).

Impacto no preço do LTC

O LTC, token nativo da rede Litecoin, não parece ter sido afetado negativamente pela preocupação das exchanges da Coreia do Sul. Pelo contrário, o ativo acumula alta de 4% nas últimas 24 horas, segundo o CoinGecko.

No entanto, o ativo está 80% abaixo da sua máxima histórica de US$ 410 feita em maio do ano passado. Negociada atualmente em US$ 73,61, o token vem perdendo protagonismo no mundo cripto. Por anos, a Litecoin figurava na lista do top 10 maiores criptomoedas em valor de mercado. Atualmente, com uma capitalização de US$ 5 bilhões, ela está em 18º neste quesito.

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Anderson Mendes
Membro ativo da comunidade de criptoativos e economia em geral, Anderson é formado pela Universidade Positivo, e escreve sobre as principais notícias do mercado. Antes de entrar para a equipe brasileira do BeInCrypto, Anderson liderou projetos relacionados à trading, produção de notícias e conteúdos educacionais relacionados ao mundo cripto no sul do Brasil.
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